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"A presença feminina no mundo atual não ocupa apenas espaços; ela redefine fronteiras. As mulheres são a inteligência que inova, a sensibilidade que lidera e a força que sustenta o progresso de uma sociedade em constante transformação."


Rabindranath Tagore (Calcutá, 7 de maio de 1861 – 7 de agosto de 1941), alcunha Gurudev, foi um polímata bengali. Como poeta, romancista, músico e dramaturgo, reformulou a literatura e a música bengali no final do século XIX e início do século XX. Como autor de Gitânjali, que em português se chamou oferenda Lírica" e seus "versos profundamente sensíveis, frescos e belos", sendo o primeiro não-europeu a conquistar, em 1913, o Nobel de Literatura. As canções poéticas de Tagore eram vistas como espirituais e mercuriais; no entanto, sua "prosa elegante e poesia mágica" permanecem amplamente desconhecidas fora de Bengala. Ele é às vezes referido como "o Bardo de Bengala". Tagore foi talvez a figura literária mais importante da literatura bengali. Foi um destacado representante da cultura hindu, cuja influência e popularidade internacional talvez só poderia ser comparada com a de Gandhi, a quem Tagore chamou 'Mahatma' devido a sua profunda admiração por ele. {}


segunda-feira, 9 de março de 2009

Lucro, o que deve ser feito com ele? Quem responde é Emílio Odebrecht na Folha de São Paulo.

Nesta coluna que o empresario Emílio Odebrecht escreve aos domingos para a Folha de São Paulo o tema é "lucro das empresas". Na verdade ele escreve um excelente texto sobre o destino dos lucros nas empresas.
Vamos conhecer um pequeno treco do artigo?
  • (...) "Se o propósito principal dos acionistas e dos executivos for a distribuição máxima dos lucros, sob a forma de dividendos e altas remunerações, com a ênfase na valorização das ações descasada dos resultados reais alcançados, num claro conflito de interesses, o futuro da empresa estará comprometido. A generosidade de hoje pode sabotar a expectativa de amanhã." (...)
Odebrecht, certamente, sabe o que escreve. Neste texto ele - pela primeira vez - Odebrecht busca passar sua experiência pessoal para os leitores. Deixa de ser um palestrante e assume uma postura de conselheiro experiente passando experiencias e conceitos pessoais para os menos experientes. Ou seja, mais colunista e menos empresário. Espero que ele continue nesta linha e neste estilo.





São Paulo, domingo, 08 de março de 2009




http://www.digirolamo.com.br/images/emilio.jpg
EMÍLIO ODEBRECHT

Reinvestindo os lucros

AS CONHECIDAS dificuldades que grandes empresas americanas vêm enfrentando levaram o governo dos EUA a tomar medidas de ajuda com o uso de vultosas quantias de dinheiro.
Uma das primeiras reações veio da opinião pública daquele país, que se indignou com a revelação das rendas anuais milionárias de executivos de algumas das companhias em apuros.
O fato me motivou a tratar neste artigo do destino que deve ter o lucro de uma organização. Comecemos por esclarecer a importância deste fator.
Servir a seus clientes é a primeira missão de uma empresa. A segunda é transformar a satisfação dos clientes em resultados que assegurem sua sobrevivência, crescimento e perpetuidade.
O futuro de uma empresa, portanto, está atrelado à sua capacidade de gerar riquezas não-econômicas (intangíveis) e riquezas econômicas (tangíveis), das quais o lucro é sua melhor expressão.
A pergunta que se impõe é: o que deve ser feito com esse lucro? Não hesito em responder: a prioridade deve ser o reinvestimento na própria empresa, para a geração de novas riquezas, a criação de mais postos de trabalho e aumento da produtividade -e não dissipado entre acionistas e executivos na forma de remuneração ou benesses.
O reinvestimento dos lucros cria bases para o crescimento contínuo, e o acionista verdadeiramente rico é aquele cuja riqueza é, sobretudo, a própria empresa, e não o patrimônio pessoal.


Se o propósito principal dos acionistas e dos executivos for a distribuição máxima dos lucros, sob a forma de dividendos e altas remunerações, com a ênfase na valorização das ações descasada dos resultados reais alcançados, num claro conflito de interesses, o futuro da empresa estará comprometido. A generosidade de hoje pode sabotar a expectativa de amanhã.
Maximizar o retorno no curto prazo costuma inibir investimentos necessários ao negócio, pondo em risco sua perenidade.
Por isso, acionistas sensatos não estão interessados somente na valorização episódica de seus papéis; não são especuladores, e sim investidores focados no valor futuro de seu patrimônio e em uma segura, contínua e autossustentada geração de dividendos.
São pessoas que pensam e agem dessa maneira, convictas da necessidade de haver equilíbrio entre os interesses dos executivos e acionistas e o reinvestimento produtivo, que mantêm as grandes corporações no rumo certo.
Ofereço estas reflexões principalmente aos jovens empresários, com a modesta esperança de que lhes ajudem a erguer empresas saudáveis, em benefício de toda a sociedade.


EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna.


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