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O Dia Nacional da Música Clássica é comemorado anualmente em 5 de março no Brasil. A data, oficializada em 2009, homenageia o nascimento do maestro e compositor Heitor Villa-Lobos (1887-1959), o maior expoente da música erudita no país. O objetivo é valorizar a produção nacional e o legado de Villa-Lobos.


Heitor Villa-Lobos (Rio de Janeiro, 5 de março de 1887 – Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1959) foi um compositor, maestro, violoncelista, pianista e violonista brasileiro, descrito como "a figura criativa mais significativa do Século XX na música clássica brasileira", e se tornando o compositor sul-americano mais conhecido de todos os tempos. Compositor prolífico, escreveu numerosas obras orquestrais, de câmara, instrumentais e vocais, totalizando mais de 2 mil obras até sua morte, em 1959. Destaca-se por ter sido o principal responsável pela descoberta de uma linguagem peculiarmente brasileira na música, sendo considerado o maior expoente da música do modernismo no Brasil, compondo obras que contêm nuances das culturas regionais brasileiras, com os elementos das canções populares e indígenas.[https://pt.wikipedia.org/wiki/Heitor_Villa-Lobos]


sexta-feira, 6 de março de 2009

Ilha Grande, de presídio tenebroso a reserva ecologia a partir desta data (1987)

6 de março de 1987 — Ilha Grande é reserva biológica
Jornal do Brasil: Ilha Grande
A Reserva Biológica da Ilha Grande foi criada para preservar o ecossistema exuberante da região, que abrange 106 praias – cada uma com suas características próprias – fauna e flora raras, incluindo espécies ameaçadas de extinção. O local faz parte da Área de Proteção Ambiental dos Tamoios, os primeiros habitantes desse território.
Os moradores, veranistas e biólogos consideraram a medida insuficiente para defender o paraíso ecológico e fizeram uma campanha pelo tombamento da região. O temor era de que houvesse uma invasão imobiliária e turística depois da desativação do presídio da Ilha Grande, o que aconteceu em 1994. O impasse acabou quando o então governador do Estado do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, cedeu à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) a área que havia sido ocupada pela Colônia Penal Cândido Mendes, e onde em 1998 foi instalado o Centro de Estudos Ambientais e Desenvolvimento Sustentável (Ceads).
Devido a sua localização privilegiada, a Ilha Grande foi usada desde o seu descobrimento em 1502 como ponto para contrabando de mercadorias, tráfico negreiro e pirataria. O cultivo de café e de cana-de-açucar foi iniciado no século 18 e se estendeu até o século 19. Dizem que as trilhas hoje lá existentes foram abertas pelos escravos que fugiam das fazendas.
Em 1886 começou a funcionar o Lazareto – posto de triagem que tratava de doentes vindos de navios do exterior, especialmente com cólera. Posteriormente o Lazareto transformou-se em uma colônia para doentes de hanseníase. O local ficou abandonado até 1940, quando foi reformado e deu lugar ao presídio Cândido Mendes, por onde passaram presos políticos do Estado Novo e posteriormente da ditadura militar, além de prisioneiros comuns, transferidos da Colônia Dois Rios, também na Ilha Grande. Entre os que cumpriram pena no local estão os escritores Graciliano Ramos e Orígenes Lessa, assim como os revolucionários Flores da Cunha e Agildo Barata. Passaram por lá igualmente delinquentes famosos, como o assaltante de banco Lucio Flávio, o traficante Escadinha e o travesti Madame Satã.

 

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