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Marcus Vinícius da Cruz de Mello Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 – Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980), mais conhecido como Vinicius de Moraes, foi um poeta, dramaturgo, jornalista, diplomata, cantor e compositor brasileiro. Poeta essencialmente lírico, o que lhe renderia o apelido "Poetinha", que lhe teria atribuído Tom Jobim, notabilizou-se pelos seus sonetos. Conhecido como um boêmio inveterado, fumante e apreciador do uísque, era também conhecido por ser um grande conquistador. Sua obra é vasta, passando pela literatura, teatro, cinema e música. Ainda assim, sempre considerou que a poesia foi sua primeira e maior vocação, e que toda sua atividade artística deriva do fato de ser poeta. No campo musical, o Poetinha teve como principais parceiros Tom Jobim, Toquinho, Baden Powell, João Gilberto, Chico Buarque e Carlos Lyra. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Vinicius_de_Moraes}

 

domingo, 22 de março de 2009

Brasil na 2ª Guerra Mundial. Taubaté foi o nome do 1º navio brasileiro a ser bombardeado pelo governo nazista da Alemanha. (1941)

22 de março de 1941 — Alemães atacam navio brasileiro

Jornal do Brasil : Vapor Taubaté
O vapor Taubaté, do Lloyd Brasileiro, foi o primeiro de uma série de navios brasileiros atacados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. A investida resultou na morte do conferente José Francisco Fraga e feriu outros oito tripulantes.
O navio foi atacado no Mediterrâneo, próximo ao Egito, por um avião que, depois de lançar bombas sem conseguir atingi-lo, metralhou a embarcação. O comandante e os oficiais do vapor declararam ao consulado brasileiro em Alexandria que a aeronave trazia as insígnias da força aérea alemã.
Um ano depois os ataques se intensificaram, o que constituiu-se em fator determinante para a entrada do Brasil na Segunda Guerra.
Submarinos alemãs torpedearam um total de 34 navios brasileiros. Só de fevereiro a agosto de 1942, 19 embarcações foram afundadas na costa brasileira, causando a morte de 742 pessoas. A quase totalidade desses navios pertenciam à frota mercante. As exceções foram a corveta Vital de Oliveira e o pesqueiro Shangri-lá. O navio de guerra foi o último a ser torpedeado, em julho de 1944. Das 275 pessoas que compunham a sua tripulação, 99 morreram. O Vital de Oliveira seguia em direção ao Rio de Janeiro, após fazer escalas no litoral do Nordeste e em Vitória. Não houve sobreviventes ao ataque ocorrido em julho de 1943 ao Shangri-lá. Todos os 10 tripulantes do barco morreram.
Os torpedos lançados pelos submarinos causaram a morte de um total de 1.081 pessoas, quase o dobro do número de soldados brasileiros (551), que foram mortos nos campos de batalha na Segunda Guerra Os ataques provocaram pânico em cidades do litoral brasileiro. Nessa época a navegação de cabotagem era o principal meio de locomoção e transporte entre cidades costeiras, principalmente no Nordeste. O objetivo dos alemãs era impedir que as matérias-primas brasileiras transportadas nesses navios chegassem às mãos dos aliados, para o que não hesitavam em atingir civis desarmados. 
Um único submarino alemão, o U-507, comandado pelo capitão Harro Schacht, destruiu três navios brasileiros e matou um total de 551 pessoas. O U-507 foi destroçado por um avião da marinha norte-americana na Bahia de Todos os Santos.

Revolta contra imigrantes
A notícia dos ataques contra navios brasileiros motivou reações violentas por parte da população, que se voltou contra os imigrantes alemães, italianos e japoneses. Em muitas cidades do país ocorreram depredações de estabelecimentos comerciais pertencentes a esses imigrantes, e até tentativas de linchamento.
Depois da entrada do Brasil na Segunda Guerra, os imigrantes japoneses, alemães e italianos passaram a ser vigiados pelas autoridades brasileiras, e costumavam ser considerados suspeitos de espionagem, razão pela qual sofreram toda sorte de arbitrariedades.


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