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Campanha - Junho Vermelho # Junho Vermelho é uma campanha de conscientização sobre o ato de doar sangue: um gesto simples, rápido e praticamente indolor. Para quem realiza a ação, as mudanças podem ser pequenas, mas para quem recebe pode significar tudo: mais uma vida salva. Não há nada no mundo que substitua o sangue humano. Por isso, sempre que uma pessoa necessita de uma transfusão, como em acidentes, procedimentos cirúrgicos e algumas doenças, ela depende da boa ação das pessoas que se dispuseram a doar sangue para abastecer os estoques médicos. A doação de sangue é um gesto humanitário de solidariedade, cidadania, amor ao próximo e bem-estar coletivo. Por isso nós apoiamos essa causa, doe sangue você também e salve vidas. #DoeSangueDoeVida#

pensamento dia

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Frase

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Plutarco ou Lúcio Méstrio Plutarco (em latim: Lucius Mestrius Plutarchus Queroneia, 46 d.C. – Delfos, 120 d.C., foi um historiador, biógrafo, ensaísta e filósofo grego, conhecido principalmente por suas obras Vidas Paralelas e Morália. Pertencente a uma família proeminente, nasceu em Queroneia, na Beócia, a cerca de 30 quilômetros a leste de Delfos. Viajou pela Ásia e pelo Egito, viveu algum tempo em Roma e foi sacerdote de Apolo em Delfos em 95. O seu enorme prestígio valeu-lhe a obtenção de direitos de cidadão em Delfos, Atenas e mesmo em Roma (Mestrius Plutarchus). Plutarco morreu entre os anos 119 e 120 em Delfos. [ https://pt.wikipedia.org/wiki/Plutarco]

 

sábado, 7 de março de 2009

Trombose e vampirismo (Clóvis Rossi - Folha de S.Paulo)

"Nascido na cidade de São Paulo em 1943, Clóvis Rossi é colunista, repórter especial e membro do Conselho Editorial da Folha de S. Paulo. Trabalhou no Jornal do Brasil e foi editor-chefe do Estado de S. Paulo. Teve participação em diversas coberturas internacionais de grande repercussão, tanto pelo Estadão como pela Folha, da qual foi correspondente em Buenos Aires e Madri.
Escreveu vários livros sobre jornalismo, entre eles “Vale a pena ser jornalista? (ed. Moderna, 1986), no qual aborda os prós e os contras da profissão dizendo que, “o que há de bom na profissão é essa coisa de poder ser testemunha ocular da história de seu tempo. O que há de ruim é a exigência até irracional de dedicação plena”.
Clóvis Rossi considera que o jornalista que trabalha em jornal diário é um batalhador, que “precisa matar um leão por dia”. Aos 44 anos de profissão, diz que tem pela frente umas dez mil batalhas, todas interessantes, em grandes assuntos, mas também em pequenos pés-de-página" (...) - (Se tiver interesse de ler o texto na íntegra clique aqui)

Para falar de Clóvis Rossi há que se recorrer aos especialistas. O homem é um dos "monstros sagrados" do jornalismo brasileiro e com justiça. Eu leio seus artigos todos os dias em que são publicados. Quando não tenho tempo de ler o jornal vou à internet e nem que seja com dias de atraso em leio sua coluna na Folha de São. Ele e Eliane Cantanhede são leituras obrigatórias e prazerosas para mim.


Só não os publico todos no blog porque na maioria dos temas que abordados por ele são politicos ou muito técnicos (economia, politica internacional etc.) e fogem ao escopo do interesse da media dos leitores do blog. Entretanto, quando encontro um dos seus textos que cabe no conteudo da Oficina de Gerencia trago-o, ávido por posta-lo, para enriquecer o blog.

É o caso deste, abaixo. "Trombose e vampirismo" é o título dele. Curto, direto e objetivo. É assim que Clóvis Rossi analisa a crise economica mundial e os papeis dos paises emergentes, Brasil entre eles, que gravitam em torno deste sol que esmaece a cada dia.

Vale a pena ler o texto, para quem interesse de compreender a loucura que está na atmosfera do planeta rivalizando com o dioxido de carbono na corrida para asfixiar o planeta.





São Paulo, quarta-feira, 04 de março de 2009







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CLÓVIS ROSSI


Trombose e vampirismo

SÃO PAULO - Nos últimos seis meses, pouco mais, pouco menos, quase todas as más notícias chegam do sistema financeiro, aí incluída uma seguradora como a AIG.

Pior: não se consegue chegar ao coração do problema, que, para usar expressão da ministra francesa de Economia, Christine Lagarde, é a "trombose" no sistema financeiro provocada pelo excesso de ativos ditos tóxicos.

Se programas sofisticados de computador foram usados para os joguinhos de espalhar ativos tóxicos como se fossem sadios, o lógico era supor que se poderia fazer o percurso inverso, ou seja, localizá-los, precificá-los e expulsá-los do sistema por uma das fórmulas que circulam por aí ("banco bom/banco ruim"; estatização de verdade, e não o presente "socialismo de araque", para citar Paul Krugman; ou a quebra pura e simples no caso de bancos que não representem um real risco sistêmico).

Não é o que ocorre. Injeta-se dinheiro público em quantidades intraduzíveis para cérebros humanos, decreta-se que o problema está começando a ser superado apenas para que, dias depois, a "trombose" exija nova intervenção. Toda essa situação parece distante do Brasil, cujos bancos não sofreram "trombose" (até onde se sabe).

Mas está claríssimo que, enquanto não forem desentupidas globalmente as veias do sistema, todos os países emergentes continuarão patinando. Cito o ministro da Fazenda do México, Agustín Carstens, na reunião dos ministros ibero-americanos da área: "As projeções preliminares mostram que os países industrializados terão uma demanda de recursos de cerca de US$ 6 trilhões neste ano [equivale a quase cinco "Brasis"], o que é muito grave em termos de deslocamento de recursos dos países emergentes".

Posto de outra forma: poupados da trombose, os emergentes sofrem de vampirização.

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(este banner da Folha não é publicidade paga à Oficina de Gerencia. Coloco-o no post por uma questão de justiça uma vez que utilizo matéria do jornal no meu blog. É uma contra-partida.)

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