26 de fev de 2009

Transplante de medula óssea. A medicina dos EUA dá um gigantesco passo na direção da cura ao aplicar uma nova técnica (1983)

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26 de fevereiro de 1983 — Nova técnica de transplante de medula óssea

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Uma nova técnica para o transplante de medula óssea restabeleceu a saúde de 18 crianças. A experiência foi realizada no Memorial Sloan-Kettering Cancer Center, em Nova York. Em cada um dos pacientes foram transplantadas cerca de 30 gramas de medula.

Todas as crianças tratadas pelo novo processo haviam nascido com poucas defesas naturais em seu sistema imunológico. A falha é chamada de grave imuno-deficiência conjugada, e pode levar à morte. Infecções comuns ou mesmo germes insignificantes ameaçam a vida desses pacientes. Segundo os médicos a única cura possível é o transplante de medula. A medula óssea, um tecido líquido que ocupa o interior dos ossos, é popularmente conhecida por tutano. Nela são produzidos os componentes do sangue, como as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. 

O grande obstáculo para o sucesso do tratamento era encontrar um doador compatível com as crianças a tempo de salvar as suas vidas. A nova técnica desenvolvida no hospital americano permitiu o transplante entre tipos de tecidos muito diferentes. A forma como a medula óssea é preparada antes de ser injetada impede que o organismo do paciente que a reeberá desencadeie uma reação destrutiva. O processo é resultado de mais de 20 anos de estudos e consiste em remover as células "T" maduras, que provocam a rejeição.

A eficácia do transplante de medula óssea como meio de tratar doenças relacionadas ao sangue foi reconhecida em 1990, com o Prêmio Nobel de medicina concedido a Donnall Thomas. 
O primeiro transplante de medula foi realizado no Brasil em 1979 pela equipe chefiada pelos médicos Ricardo Pasquini e Eurípedes Ferreira, no Paraná.

  

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