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Foto real da fumaça da bomba de Hiroshima: no momento em que esta foto foi tirada, a fumaça subia a 6.000 metros acima de Hiroshima, enquanto a fumaça da explosão da primeira bomba atômica se espalhava por mais de 3.000 metros sobre o alvo na base da coluna ascendente. Seis aviões do 509º Grupo Misto participaram desta missão: um para transportar a bomba ( Enola Gay) , um para fazer medições científicas da explosão (The Great Artiste) , um terceiro para tirar fotografias (Necessary Evil) e os outros voaram aproximadamente uma hora à frente para atuarem como batedores meteorológicos, em 06/08/1945. O mau tempo desqualificaria um alvo, pois os cientistas insistiam em uma entrega visual. O alvo principal era Hiroshima , o secundário era Kokura e o terciário era Nagasaki .

Hiroshima em foto de 1945. A explosão atingiu um raio de 2000 metros do marco zero da bomba, destruindo completamente uma área de oito quilômetros quadrados (Foto: Hulton Archive/Getty/VEJA) Leia mais em: https://veja.abril.com.br/ciencia/mais-de-70-anos-depois-particulas-de-bomba-sao-encontradas-em-hiroshima/

Hiroshima


 

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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Portugal decreta estado de sítio (1927)

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3 de fevereiro de 1927 - A revolta dos militares do Porto

Jornal do Brasil; O Reviralho
A revolta de militares da infantaria aquartelados no Porto levou o governo português a decretar o estado de sítio em todo o país. À frente da rebelião estavam o general Sousa Dias, o comandante Jaime de Morais, o capitão Sarmento Pimentel e o tenente João Pereira de Carvalho, além do capitão-médico Jaime Cortesão e José Domingos dos Santos.

Os rebeldes prenderam o ministro da Instrução Pública e seguiram para Lisboa. Um grupo de oficiais apresentou um ultimato ao governo, exigindo a renúncia do general Carmona e dos seus assessores, que seriam substituídos por um governo militar de caráter republicano e constitucional. 

O general reagiu, enviando tropas para as cidades do Porto e de Gaia, que foram bombardeadas. Os revoltosos que partiram de Lisboa e de Lagos não conseguiram chegar a tempo de prestar socorro aos combatentes do Porto. Os revolucionários ficaram encurralados e se renderam. A batalha durou cinco dias e deixou 90 mortos e mais de 500 feridos, entre militares e civis. A repressão aos rebeldes foi violenta, com fuzilamentos sumários e deportações para a Açores e Angola.

A rebelião foi a primeira depois do golpe que instaurou a ditadura de inspiração fascista em 28 de maio de 1926, e deu início ao movimento de resistência que ficou conhecido como o "reviralho". Os protestos contra o regime estenderam-se até os anos 40. 
A Constituição de 1933 criou o Estado Novo e Oliveira Salazar passou a controlar o país até 1968. Foi substituído por Marcelo Caetano.

A democracia somente foi restabelecida em Portugal depois de 46 anos de ditadura, com a pacífica Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974. A nova constituição foi promulgada de 1976 e consolidou as conquistas democráticas.
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