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John Ronald Reuel Tolkien, conhecido mundialmente como J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 – Bournemouth, 2 de setembro de 1973), foi um escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na atual África do Sul, que recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954. É autor das obras como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. Em 28 de março de 1972, Tolkien foi nomeado Comendador da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. As suas obras foram traduzidas para mais de cinquenta idiomas, vendendo mais de 200 milhões de cópias e influenciando continuadamente gerações e gerações. Em 2008, The Times listou Tolkien como o sexto entre os maiores escritores Britânicos desde 1945. Em 2009, a revista Forbes listou as 13 celebridades mortas que mais lucraram no respectivo ano. Tolkien alcançou a quinta posição, com ganhos estimados em 50 milhões de dólares.[https://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien]


domingo, 22 de fevereiro de 2009

Emílio Odebrecht, como colunista da Folha da São Paulo, apresenta sua visão sobre a crise mundial.

Emílio Odebrecht nos traz hoje um artigo de quem tem a visão (nova) de uma empresa multinacional genuinamente brasileira - é o caso do grupo empresarial que ele próprio dirige - e que está atuando em várias partes do planeta.
A disputa pelo mercado no plano internacional não é coisa para amadores. É selvagem, predadora e próxima do "canibalismo corporativo". O Grupo Odebrecht tem se dado bem nessa selva, assim como outras grandes organizações brasileiras. Por isto o colunista Emílio Odebrecht sabe o que diz quando defende posturas novas para as conquistas que empresas do Brasil pretendam empreender no mercado internacional.
Vejamos um pequeno trecho do seu artigo:
  • (...) "Defendo, entretanto, que as empresas brasileiras tenham com esses potenciais clientes uma atitude diversa da que muitas vezes é adotada pelas corporações do hemisfério Norte. O grande erro destas tem sido chegar a uma nação pobre e não ter a premissa de que o desenvolvimento de seus negócios deve estar alinhado com o crescimento econômico e social local." (...)
É isso ai! Recomendo a leitura do texto pela experiência de quem o escreve e por apresentar um paradigma novo para as abordagens - quase sempre daninhas aos biomas em que se inserem - das empresas que buscam expansão de seus horizontes.





São Paulo, domingo, 22 de fevereiro de 2009



http://www.digirolamo.com.br/images/emilio.jpg
EMÍLIO ODEBRECHT
A geração de riquezas

A EXPERIÊNCIA empresarial brasileira além das fronteiras nacionais é relativamente recente.

Até o final da década de 1980, podemos dizer que nossa economia era introvertida. Vendíamos pouco ao exterior e a presença de nossas empresas fora do país era mínima.

Por décadas, a política de substituição de importações estimulara os empresários a só cuidarem do mercado interno. Havia também pouco crédito para investimentos fora do país. Mas, com a abertura às importações nos anos 1990, tivemos de escolher: ou crescíamos ou acabaríamos esmagados pela concorrência externa.

Felizmente, crescemos. Hoje, o mundo se abastece com nossos produtos. E mais: organizações nacionais puseram-se a abrir filiais e a comprar empresas lá fora. Como resultado, em 2006, pela primeira vez, o volume de investimentos diretos do Brasil para o exterior foi maior que os aqui recebidos.

Foi valioso o apoio do governo para tanto, pois compreendeu que a internacionalização nos torna mais competitivos, traz novas tecnologias e estimula a agregação de valor nas várias cadeias produtivas.

Por isso, se o momento que o mundo vive é para alguns prenúncio de horizontes cada vez mais sombrios, para as empresas brasileiras pode oferecer novas janelas de oportunidades.

Nesse sentido, vejo amplos espaços de atuação, em especial nas nações da América Latina e da África. São, na maioria, países em busca do desenvolvimento e, portanto, carentes de quase tudo. Mas detentores de enorme potencial de riqueza, representado principalmente pelos recursos naturais de que dispõem.

Defendo, entretanto, que as empresas brasileiras tenham com esses potenciais clientes uma atitude diversa da que muitas vezes é adotada pelas corporações do hemisfério Norte.

O grande erro destas tem sido chegar a uma nação pobre e não ter a premissa de que o desenvolvimento de seus negócios deve estar alinhado com o crescimento econômico e social local.

Disso decorre um comportamento predador que tem feito com que países, principalmente na África, experimentem o drama de ver a exploração dos seus recursos inversamente proporcional à riqueza local que geram: quanto mais produzem, mais pobres ficam.

Sejamos diferentes. Nossas empresas globais devem, em cada país onde aportam, contribuir com o desenvolvimento local, gerando riquezas que sirvam à melhoria da qualidade de vida das pessoas, de forma que ocorra um crescimento casado.

Onde houver uma empresa brasileira, que esta atue como agente de prosperidade econômica e de justiça social.


EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingo nesta coluna.

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