17 de set de 2008

Evitando as armadilhas da carreira (artigo)

Embora seja uma redundância, não canso de registrar que a Internet é uma surpresa a cada clique.
Vejam, vocês, que fui encontrar em um site do Rio Grande do Norte (Qualitymark) dedicado à Qualidade (alô, alô Ronaldo?) este excelente artigo de um renomado consultor - Harry Chambers - que eu também não conhecia.
Ele aborda uma questão sempre presente - eu diria que cotidianamente - na vida dos executivos. Sejam um "júnior" ou um "senior", todos aqueles que exercem funções de gerência, em suas corporações, estão sujeitos às miríades de armadilhas que surgem a cada momento; e podem destruir ou desgastar de forma irremediável uma carreira construída ao longo da vida.
Sugiro que o leiam com atenção. Releiam e imprimam para consultas regulares. Quem for chefe de setor, difunda-o com seus colaboradores e se possível, discuta as questões colocadas com sua equipe, amigos (e eventualmente, até com os "inimigos").
É uma "receita de bolo", mas muito prática, objetiva e - principalmente - atual.
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Evitando as Armadilhas da Carreira
Harry Chambers*
"Em sua busca por promoção, crescimento profissional e mais responsabilidades, alguns administradores se sentem barrados ou estagnados. É como se tivessem a mobilidade impedida diante de uma barreira profissional. Muitos não conseguem entender o que acontece, e vão atrás de causas externas, acusando os responsáveis pelas decisões, a política ou até o próprio local de trabalho.
Apesar da possível pertinência dessas observações, o profissional motivado avalia o impacto de seu desempenho e de suas atitudes sobre as futuras promoções e o avanço na carreira. A auto-avaliação exige maturidade para aceitar a responsabilidade pessoal. Muitos gerentes cortam seu potencial de crescimento ao se deixarem apanhar por uma ou mais “armadilhas” próprias do cargo, que criam problemas de desempenho e desvantagens para a atuação.

Quatro Armadilhas
São quatro as armadilhas que “amarram” o avanço da carreira:

1. Incapacidade de se submeter.
Em um mundo perfeito, todos os gerentes estariam de acordo com todos os planos, decisões ou políticas. Na vida real, porém, essa concordância permanente não existe. Quando os planos, as decisões e as políticas são implementados, alguns continuam a expressar em alto e bom som suas dúvidas e sua discordância. Eles não conseguem deixar de lado as opiniões contrárias e se submeter. Não organizam seu pessoal para o apoio aos esforços postos em prática. Ao resistir, esperam provar que estavam “certos” se as coisas derem errado. Querem estar em posição de dizer “Eu não falei?” Assim, se satisfazem e deixam outros em má situação. Mas os benefícios não duram muito. Uma vez tomadas as decisões, estabelecidos os planos e determinadas as políticas, você passa a ser julgado pela capacidade de alcançar resultados. Não apoiando, você logo se torna um pária, um alvo perfeito para acusações. A não ser que lhe peçam para agir de modo ilegal, imoral ou antiético, guarde as suas opiniões para si e apóie os esforços da organização. Os seus comandados não devem perceber que você discorda das decisões tomadas por seus superiores.
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2. A culpa vem de cima.
Todo gerente, em algum momento, vai precisar implementar ações impopulares entre aqueles a quem lidera. Reduções no orçamento, demissões, distribuição de tarefas desagradáveis e medidas disciplinares são alguns exemplos. Alguns gerentes responsabilizam os que estão acima deles pelas ações impopulares. Essa atitude traz alguns benefícios a curto prazo, já que, pelo menos inicialmente, pode reduzir a animosidade e o ressentimento contra eles. Mas quem joga a culpa sobre os superiores se apresenta como um fraco, vítima de uma administração opressiva, dando assim a impressão de ter pouca ou nenhuma influência sobre as decisões. E logo passa a ser ignorado. Responsabilizar os superiores também gera uma boa desculpa para um mau desempenho ou a falta de apoio dos comandados, que, quando acusados de desobediência, podem argumentar: “Ora, você também não queria fazer!” E toda falta de apoio ou falha no desempenho se reflete negativamente sobre o gerente.

3. Não foi idéia minha.
Esta armadilha identifica a rejeição impulsiva, reativa e radical de qualquer idéia que não tenha sido gerada pessoal ou internamente. Isso inclui a recepção negativa a sugestões dos empregados, a avanços no setor ou a tendências da administração. Cair presa do “não foi idéia minha” demonstra a resistência a aprender com a experiência alheia e aceitar inovações que deram certo em outros lugares. Esta armadilha fica evidente em declarações como: “Aqui é diferente.” “Aqui não vai dar certo.” ou “Você não sabe como são as coisas aqui.” Os administradores que caem nesta armadilha dão a impressão de se sentirem ameaçados pela criatividade e inovação alheias. O administrador eficiente aprende com os outros, valoriza a contribuição do empregado e procura outras fontes de informação. A rejeição da experiência, do intelecto e das idéias alheias é uma espécie de auto-exílio que impede o desempenho e o crescimento. As pessoas que trabalham para gerentes que caíram na armadilha do “não foi idéia minha” logo aprendem a não oferecer sugestões, a não tomar iniciativas nem assumir riscos.
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4. Do meu jeito ou a porta da rua.
Alguns administradores tentam fazer de “My Way”, imortalizada na voz do falecido Frank Sinatra, sua canção-tema. Eles criaram e mantêm uma ilha de influência e controle fechada, isolada. “My Way” é o hino do gerente controlador que não é visto com bons olhos pelos funcionários. As declarações indicativas desta armadilha incluem: “Não importa como foi que lhe ensinaram. Aqui, fazemos assim” ou “Agora, vamos fazer do meu jeito”.
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Os gerentes eficientes incluem os empregados nas decisões e identificam com clareza para eles os três “Q”:
  • Que vamos fazer?;
  • Qual o motivo de fazermos assim?; e
  • Quando vamos fazer?
Incentivar cada um a encontrar o próprio jeito de atuar aumenta a dedicação, eleva o moral e melhora o desempenho. As pessoas trabalham com mais empenho, para provar que estão certas. Tendemos a apoiar o que ajudamos a criar. Os administradores “My Way” tentam exercer controle total sobre as metodologias e julgam com severidade ou repreendem os que não se conformam. Assim, logo se tornam ultrapassados e pouco eficientes, por criarem um ambiente de exclusão, gerando alta rotatividade de empregados, moral baixo e problemas de desempenho.
Essas quatro armadilhas estão entre as mais comuns. Todo administrador, por mais bem-sucedido que seja, só tem a ganhar com a auto-avaliação e a eliminação de comportamentos negativos nessas quatro áreas. Ao evitar essas armadilhas, você estará garantindo a produtividade, o sucesso e o crescimento. "
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* Harry E. Chambers é especialista em desempenho e presidente da Trinity Solutions, empresa de consultoria com sede em Atlanta. Entre seus livros publicados, incluem-se Getting Promoted (Perseus) e Finding, Hiring and Keeping Peak Performers (Perseus).
** Para ler o a artigo no site original.
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O artigo está marcado com restrição de publicação e direitos reservados à Qualitymark Editora, embora publicado em um outro site - o Movimento pela qualidade no RN - onde não vo autorização expressa, mas citação da editora. Faço o mesmo. Abaixo o logotipo do site. É só clicar para ir direto à página inicial da Qualitymark.

Todos os direitos deste artigo são reservados à Qualitymark Editora Ltda. É proibida a duplicação ou reprodução deste volume, ou parte do mesmo, sob qualquer meio, sem autorização expressa da Editora.

Nota: as imagens foram copiadas do site Gettyimages
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