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Umberto Eco OMRI (Alexandria, 5 de janeiro de 1932 — Milão, 19 de fevereiro de 2016) foi um escritor, filósofo, professor, semiólogo, linguista e bibliófilo italiano de fama internacional. Foi titular da cadeira de Semiótica e diretor da Escola Superior de ciências humanas na Universidade de Bolonha. Ensinou temporariamente em Yale, na Universidade Columbia, em Harvard, Collège de France e Universidade de Toronto. Colaborador em diversos periódicos acadêmicos, dentre eles colunista da revista semanal italiana L'Espresso, na qual escreveu sobre uma infinidade de temas. Eco foi, ainda, notório escritor de romances, entre os quais "O nome da rosa" e "O pêndulo de Foucault". Junto com o escritor e roteirista Jean-Claude Carrière, lançou em 2010 "N’espérez pas vous débarrasser des livres" (publicado em Portugal com o título "A Obsessão do Fogo", e no Brasil como "Não contem com o fim do livro". (https://pt.wikipedia.org/wiki/Umberto_Eco)


quarta-feira, 11 de junho de 2008

Depoimento de Denise Abreu é uma aula - negativa - sobre relações, gerenciais, na Administração Pública.

Sob o ponto de vista do blog o depoimento de Denise Abreu reflete, com exatidão, o ambiente e as relações entre executivos de empresas públicas, fundações, autarquias, agências outras instituições subordinadas (ou não, como é o caso da ANAC) com os gabinetes dos ministérios a que estejam vinculados e da Casa Civil da Presidência da República.
O que revelou a ex-diretora é verdadeiro quanto a forma de criar e transmitir pressões e intimidações veladas entre as altas autoridades dos escalões superiores do Poder Executivo. É bom que isto seja conhecido do grande público e percebido por todos que almejam funções executivas no âmbito federal. É uma "selva" daquelas, dos antigos filmes de Tarzan. Nas esferas dos estados e das prefeituras - guardadas as devidas proporções - ocorre o mesmo. É a "regra do jogo". Quem não tiver competência e brilho próprios se submete à opressão ou perde o emprêgo e... as mordomias (cartões corporativos, por exemplo).
É nesse ambiente que grandes decisões - e as pequenas também - são construídas, tomadas e assumidas pelos executivos de governo. Tudo isto é fruto do famigerado processo das indicações políticas para os cargos da Administração Pública.
Clique nestes links para ter idéia de trechos e repercussões do depoimento:
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2 comentários:

  1. Amigo Herbert.
    Vivemos em um belíssimo país, porém, podre em tudo se que refere à política. Infelizmente.
    Nada que parte dessa corja me surpreende mais.
    Meu desejo, e faz tempo, é fazer o que você fez recentemente: ir para a Europa, mas, sem bilhete de volta.
    Abraço

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  2. NEGAR AS PRESSÕES DO ESTADO É DEFENDER O NEOPOSITIVISMO

    João dos Santos Filho

    Antes de expressar nossa opinião sobre a ANAC devo registrar que acredito na integridade moral e política da Ministra Dilma Rousseff, por seu passado, e presente de lutas em prol do retorno da democracia e justiça social. Acrescento ainda, que administrar e dar encaminhamento às ações do governo Lula, não deve ser nada fácil, pois, queiramos ou não, a postura da atual administração esta voltada para as classes menos favorecidas, em que interesses econômicos e políticos das grandes corporações estão sendo objeto de questionamentos.
    Salientamos por último, que por ser petista e crítico inconteste da Política Nacional de Turismo, por ser equivocada, preconceituosa, parcial, privatizante, medíocre e de ter tornado o Ministério do Turismo e a EMBRATUR instrumentos para acordos políticos e passagem de pessoas na busca por melhores cargos. Com a preocupação de preservar a “imagem ufanista” mesmo que a realidade aponte para outra direção, de um turismo cada vez mais elitizado e de apartheid. Com a destruição da orla marítima, manguezais, vegetação nativa e impactos culturais junto aos moradores ribeirinhos, tudo isso, com o apoio da lógica do Capital que dá “legalidade” para a criação de Resort´s e condomínios fechados e privativos para estrangeiros.
    Diante dos fatos narrados anteriormente, devo dizer que assisti por nove horas o depoimento da ex-diretora da ANAC Denise Abreu, não a conheço pessoalmente, mas me impressionou sua capacidade assertiva de responder as questões dos senhores senadores. Com um discurso de linguagem clara, e o uso gramatical correto, a diretora foi impecável, manteve a calma e se tornou enérgica quando precisou sem perder a linha de raciocínio argumentativa.
    Para o governo as provas documentais não apareceram, e não poderiam aparecer, pois nenhum administrador, de qualquer escalão da administração pública seria tão infantil em produzi-las, a não ser o ex-presidente Jânio da Silva Quadros, com seus famosos bilhetinhos. Para a chamada oposição que, quer, sim tirar “caldo de uma laranja seca” o depoimento de Denise Abreu foi bombástico, revelador e fantástico, nem uma coisa e nem outra. O que na verdade sobrou para a oposição foi se agarrar ao pressuposto do pensamento neopositivista da neutralidade, isto é, condenar “as determinações de existência” como se, os homens, a sociabilidade e a história da humanidade não fossem compostos de “formas moventes e movidas da própria matéria”, (filósofo húngaro George Luckács), ou seja, a neutralidade não existe, mesmo que a mesma seja garantida legalmente. O que existe na verdade é um entendimento filosófico por parte da oposição de encurtamento intelectual.
    Nesse sentido devo esclarecer que, parabenizamos a ex-diretora da ANAC, por ter confirmado as pressões que recebeu da maquina administrativa do governo e dos advogados representantes da Gol. E repudiamos a fala neopositivista do senhor Nilton Zuanazi que negou que a ANAC sofreu pressão.
    Entendo que pensar a estrutura societária sem as inter-relações é entender a realidade composta por um objeto morto, como o faz a oposição e Zuanazi.

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