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Albert Einstein[a] (Ulm, 14 de março de 1879 – Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna ao lado da mecânica quântica. Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa–energia, E = mc² — que foi chamada de "a equação mais famosa do mundo" —, foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por suas contribuições à física teórica" e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico, que foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein}


segunda-feira, 10 de março de 2008

Pastelão ou Ópera Bufa?



Tinha prometido a mim mesmo não mais tocar neste assunto da "crise" Equador, Venezuela e Nicarágua versus Colômbia. Mas não dá para segurar a vontade de me expressar. O que vimos, ao término da recente reunião da OEA sobre a "quase guerra bolivariana"? Eu classificaria como um script (autêntico e ruim) de dramalhão mexicano. Outros classificariam como ópera bufa.

Um verdadeiro "barraco" tipo novela das oito, na Globo. Depois de se cobrirem mutuamente de adjetivos pejorativos - todos presidentes das repúblicas de seus países - onde não faltaram alguns como "narco-governo, lacaio, mafioso, criminoso, assassino, mentiroso, terrorista" e certamente muitos outros impublicáveis, todos os "atores" (literalmente canastrões) terminaram nos braços um do outro. Abraços efusivos, sorrisos e tapinhas nas costas em profusão. Só faltaram as lágrimas. Nem só no Brasil as crises terminam em pizza...

De tudo, o que eu achei mais engraçado foi a expressão teatral de Rafael Corrêa, do Equador (veja foto ao lado) quando Álvaro Uribe foi cumprimentá-lo. A seqüência não é exibida, mas logo em seguida ele, ostensivamente, virou as costas ao homem que acabara de cumprimentar.

Dá pra entender? Dá. É a America Latina meus caros...

No final de tudo o presidente da Colômbia passou a perna em todo mundo. Mordeu fundo nas FARC, invadiu o país vizinho e atingiu o objetivo. Tem 85 % de aprovação do seu povo. Foi o grande vencedor desse "Big Brother" onde os mais altos dirigentes dos países envolvidos não se mostraram à altura das posições que ocupam. São menores que os seus cargos. Todos eles. E ainda mostraram ao mundo (deve ter dado boas gargalhadas com a comédia) que por aqui, na Linha do Equador, ainda se vive à sombra dos bananais.

Alguém dirá que a paz foi conseguida. Eu retruco dizendo que ela nunca esteve ameaçada. Transcrevo abaixo o comentário do jornalista Clóvis Rossi, Folha de São Paulo de ontem (domingo, 9), que resume tudo que eu e, certamente, milhões de outras pessoas pensa a respeito dessa "chanchada" e seus canastrões.

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Valentões de palácio
MADRI - "Se você fosse chamado de canalha por alguém, se apressaria a apertar a mão do desafeto, no dia seguinte, todo sorrisos? Se você fosse acusado por alguém de financiar grupos delinqüentes, aceitaria, também todo sorrisos, o cumprimento de quem o acusou?
Se respondeu sim a ambas as perguntas, parabéns. Você está pronto para ser presidente de algum país da América Latina. Foi esse, afinal, o comportamento dos presidentes Álvaro Uribe (Colômbia), Hugo Chávez (Venezuela) e Rafael Correa (Equador), na cúpula do Grupo do Rio, recém-encerrada na República Dominicana.
Depois os políticos se queixam do crescente distanciamento entre representantes e representados, da crescente indiferença (ou repúdio ou nojo) dos mortais comuns ao jogo político.
Sempre haverá algum debilóide com aquela visão binária (e indigente) para retrucar: ah, então você queria que eles fossem à guerra? (Ou aos tapas, porque meter-se na selva mesmo e lá trocar tiros, nenhum deles nem passa perto).
O problema não é ir ou não à guerra ou aos tapas, mas ser sério ou não. É, no caso, não ter armado o formidável imbróglio que armaram. Se fossem sérios não precisariam depois praticar essas cenas explícitas de hipocrisia.
A América Latina está saindo da era do realismo mágico, tão bem narrado por Gabriel García Márquez, para cair na farsa. Ficam esses valentões de palácio a berrar contra o imperialismo, mas:
1) Correa não mudou a dolarização introduzida por um de seus antecessores, o que é ceder parte da soberania equatoriana ao império;
2) Chávez continua vendendo a maior fatia de seu petróleo para os Estados Unidos, segundo ele responsável por todos os males do planeta ou além dele.
Cães que ladram para a Lua são até engraçadinhos. Governantes que o fazem são ridículos."
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(1). Se tiver interesse leia mais sobre o assunto no link a seguir: Folha de S.Paulo . Só por curiosidade leia também o post que publiquei - Chávez e Correia querem repetir as Malvinas. - com um vídeo onde Hugo Chavez só não chama Álvaro Uribe de... bem, deixa prá lá.
(2). Para quem queira ter uma excelente opinião do que realmente aconteceu e as consequências da "crise" recomendo a leitura da entrevista - leia aqui - concedida à jornalista Andrea Murta pelo sociólogo argentino Juan Gabriel Tokatlian, especialista em Colômbia. Uma das frases na entrevista: "Desmoronou a noção de que a América Latina ia a caminho da união sul-americana. Esse projeto que o Brasil em particular defende tnto, caiu como um castelo de cartas. Há cada vez mais retórica de integração e prática de fragmentação."
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