||| 31 de agosto DE 2026 ||| 2ª feira ||| Dia Internacional do blog ||| *Reflexão: "Se você deseja manter um segredo, você também precisa escondê-lo de si mesmo". — George Orwell. |||

 

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O Dia Internacional do Blog é celebrado anualmente em 31 de agosto.A data surgiu em 2005 por iniciativa do blogueiro israelense Nir Ofir. A escolha do dia esconde uma curiosidade divertida: os números da data (31/08) se assemelham visualmente com a palavra BLOG.Como funciona a celebração?A proposta original da data incentiva uma dinâmica de rede simples:Indicações: Blogueiros do mundo todo publicam um texto recomendando 5 novos blogs aos seus leitores.Diversidade: O objetivo é indicar páginas com temáticas e culturas diferentes das habituais.Descoberta: Ajuda os leitores a descobrirem novos conteúdos e fortalece a comunidade da web.

pensamento dia

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Frase

Frase
Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord (Paris, 2 de fevereiro de 1754 – Paris, 17 de maio de 1838) foi um político e diplomata francês. Ele ocupou em quatro ocasiões diferentes o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e também foi o primeiro Primeiro-Ministro da França entre julho e setembro de 1815 sob Luís XVIII depois da restauração francesa. Carreira Talleyrand demonstrou admirável capacidade de sobrevivência política ao ocupar altos cargos no governo revolucionário francês, sob Napoleão Bonaparte, durante a restauração da monarquia da Casa de Bourbon e sob o rei Luís Filipe. Embora de ascendência aristocrática, ele não pôde seguir a carreira militar por causa de um defeito físico (Pé torto). Opcionalmente, foi preparado para a carreira religiosa e, como seminarista, estudou teologia e leu a obra dos filósofos progressistas contemporâneos.[https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles-Maurice_de_Talleyrand]

 

domingo, 11 de maio de 2008

"Crimes há, criminosos não há" - por Eliane Cantanhêde


Já disse antes e repito agora, que considero Eliane Cantanhêde a melhor colunista do jornalismo brasileiro. Assim, direto e reto. Leio tudo que ela escreve e muito de outros grandes colunistas. Ela é a minha preferida. Sei que não é (e nem poderia) ser uma uninimidade, mas é a minha opinião. Por isto, entre outras motivações, claro, estou transcrevendo sua coluna de hoje na Folha de São Paulo.
Não farei comentário sobre o artigo, mas recomendo que todos os visitantes do blog o leiam com muita atenção. Raras vezes um jornalista, em espaço de jornal tão exíguo, terá conseguido resumir o lamentável momento que o Brasil vive no que diz respeito à sua cidadania. Basta a lembrança da absolvição do mandante do covarde assassinato da missionária Dorothy Stang, para nos deixar, os brasileiros, envergonhados e dar razão à jornalista.

Crimes há, criminosos não há

Em março de 1998, as queimadas em Roraima evoluíram para o que se chamou de "megaincêndio do século", mas a primeira foto de capa dos jornais foi de uma agência estrangeira. Só aí a imprensa nacional tomou-se em brios e deu o devido destaque.
O Norte volta à pauta. O principal mais-que-suspeito mandante do assassinato da irmã Dorothy foi inexplicavelmente (ou não?) inocentado, para espanto geral e vergonha brasileira, reforçados pela informação da Comissão Pastoral da Terra de que, de 1971 a 2007, houve 819 mortes por conflitos agrários no Pará, mas não há hoje um só mandante preso. Crimes houve, criminosos não há.
A reserva Raposa/Serra do Sol também virou um palco de guerra, com fazendeiros e índios armados, as autoridades da região divididas, a polícia sem saber para onde (e de quem) correr, enquanto o Planalto finge que é pró-todos, e o Supremo não decide pró-ninguém.
E o que dizer dos mortos no naufrágio de um navio que transportava pessoas como gado, sem registros legalizados, dando de ombros para a fiscalização e até para as multas? Foram 45 (ao que se saiba) pessoas, 45 brasileiros mortos. E pode ter mais. Quantas embarcações estão irregulares? Quantos passageiros estão ao deus-dará?
Vimos, com todo o horror que o caso merece, uma menina de cinco anos ser espancada, esganada e jogada do quinto andar de um apartamento de classe média em São Paulo. A comoção não pára nunca. Mas uma menina índia de cinco anos foi morta por dois homens armados que invadiram sua aldeia no Maranhão, na segunda-feira, na calada da noite. E a comoção, se houve, durou um dia, talvez algumas horas.
O Brasil é maior do que sua mídia, do que sua imprensa. Maior do que São Paulo, Rio, Brasília. Maior do que PT e PSDB. Maior do que Lula, Dilma, Agripino e dossiê. Mas continua um gigante sonolento quando quem sofre é o pobre, a periferia. Acorda, Brasil! (elianec@uol.com.br)

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