||| 06 de setembro DE 2026 ||| domingo ||| Dia Internacional de Ação pela Igualdade da Mulher ||| *Reflexão: “Agir com raiva é o mesmo que içar a vela na tempestade.”― Eurípedes . |||

 

Bem vindo

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Celebramos nesta sexta-feira, 6 de setembro, o Dia Internacional da Ação pela Igualdade da Mulher, data originada nos Estados Unidos em 26 de agosto de 1920, quando foi aprovada a 19ª Emenda da Constituição Americana – que dava às mulheres o direito ao voto. Esta data comemorativa é mais um dos tantos marcos instituídos para a conscientização da necessidade da igualdade entre gêneros na sociedade atual. Em que pesem as diversas lutas em prol dos direitos das mulheres, o progresso para se alcançar tal objetivo continua lento, de modo que em 2020 foi feito um balanço para se verificar a implementação do Plano de Igualdade de Gênero (firmado por diversos países em 1995 – Plataforma de Ação de Pequim), que constatou* que nenhum país, até hoje, alcançou a efetiva igualdade de gênero. A situação que temos hoje, de uma sociedade ainda dominada pelo machismo estrutural, no entanto permite vislumbres de uma mudança positiva justamente pelas lutas travadas pelos movimentos de mulheres em todo o mundo. Diversos movimentos globais reivindicam a necessária igualdade de gênero e logram êxito em muitas ações. Segundo Phumzile Mlambo-Ngcuka (ex-vice presidenta da África do Sul e atual diretora-executiva da Onu Mulheres), “a igualdade de gênero não é apenas um quarto dos assentos nas mesas de poder”, mas sim, é “a realidade atual da representação das mulheres em geral”. Sabemos que apesar dessas vitórias pontuais, ainda há muito a ser feito a fim de se alcançar mudanças mais profundas e consolidadas para as gerações futuras.

pensamento dia

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Frase

Frase
Gustave Le Bon (Nogent-le-Rotrou, 7 de maio de 1841 – Marnes-la-Coquette, 13 de dezembro de 1931) foi um polímata francês cujas áreas de interesse incluíam antropologia, psicologia, sociologia, medicina, e física. Ele é mais conhecido por seu trabalho em 1895, A Multidão: Um Estudo da Mente Popular, considerado um dos trabalhos seminais da psicologia das multidões. [Ignorado e difamado pelo meio acadêmico francês durante sua vida devido a suas visões políticas consideradas conservadoras pelo establishment, Le Bon criticava a democracia e o socialismo. As obras de Le Bon foram influentes para diversas figuras como Theodore Roosevelt, Benito Mussolini, Sigmund Freud, José Ortega y Gasset, Vladimir Lenin e Monteiro Lobato.

 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

Pesquisa aponta stress alto nos executivos mais jovens.

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Jovens executivos na faixa etária entre 20 e 30 anos estão com nível de estresse mais alto do que os profissionais mais ve­lhos, indica pesquisa do setor de psicologia do Hospital do Coração de São Paulo (HCor).


O trabalho avaliou 441 pa­cientes que passaram pelo se­tor de check-up clínico do hos­pital entre julho e dezembro do ano passado. Desse total, 43% tinham alto nível de estresse.
No grupo de 34 executivos entre 20 e 30 anos, 59% pos­suíam índice elevado de estres­se contra 45% dos que tinham entre 30 e 40 anos. O estudo mostra que o nível de estresse tende a diminuir conforme a idade avança. Entre 40 e 50 anos, a taxa ficou em 43%, entre 50 e 60, em 38%, e acima dos 60 anos, em 21%.


O estudo foi realizado a par­tir de questionários aplicados aos pacientes. Para cada res­posta havia uma pontuação es­pecífica, e a somatória dos pon­tos indicou o grau de estresse. O método é validado pelas enti­dades de psicologia. Segundo Silvia Cury Ismael, chefe do setor de psicologia do HCor, os jovens estão mais es­tressados porque sofrem cada vez mais cedo as pressões de um mercado de trabalho com­petitivo e cheio de metas. "A cobrança por um bom de­sempenho é muito grande. Na maioria das empresas há metas de produtividade e se eles não as atingem não ganham os bó­nus, as promoções. E comum eles não tirarem férias, levar trabalho para casa e não conse­guirem se desligar do trabalho."

Ela cita o exemplo de uma paciente que trabalha em uma s multinacional e que fica "plugada" 24 horas na empresa e em casa. "É comum ela ser acordada às 2h, 3h, 4h para atender aos pedidos da matriz."

De acordo com Ismael, "a maioria dos pesquisados já apresenta interferências negativas e não conseguem ter uma qualidade de vida saudável pelo ritmo de trabalho que têm." É o caso do administrador de empresas carioca Lucas James Santiago, 28. Ele diz que desde que se mudou para São Paulo, há dois anos, não sabe mais "o que é surfar ou qualquer outra atividade física regular". Santiago, que diz trabalhar entre 12 e 14 horas por dia, tam­bém se queixa de irritabilidade, dificuldades de dormir e conta que já foi parar no pronto-socorro com queixas de dor no peito. "Sei que preciso mudar esse ritmo, mas ainda não des­cobri como", relata.

Já o executivo Caio Albino de Souza Filho, 29, gerente de uma área de consultoria tribu­tária da Ernest & Young, afirma que está "antenado" para os males do estresse e tenta com­pensar a correria do dia a dia com uma alimentação mais equilibrada, atividade física re­gular e check-up rotineiro. "Ano passado parei a acade­mia por causa da mudança de trabalho. Mas agora vou me matricular novamente." Ele diz que a empresa onde trabalha — que já foi citada co­mo uma das melhores empre­sas para se trabalhar em publi­cações como a revista "Fortu­ne" (EUA) — possui uma políti­ca de qualidade de vida voltada aos funcionários, o que ajuda a não tornar o trabalho ainda mais estressante.

Outros fatores

Na pesquisa com os executi­vos, foi verificado ainda que 87% têm dificuldade em reali­zar atividades de lazer, 29% apresentam prejuízo na quali­dade do sono e 82% possuem indicação para psicoterapia. Segundo a psicóloga Silvia Is­mael, quando os profissionais detectam que o paciente têm dificuldades para, sozinho, en­contrar caminhos para uma mudança de hábitos, há indica­ção de psicoterapia. Dos executivos que partici­param da pesquisa do Hospital do Coração, 21% fazem psicote­rapia e outros 7% são acompa­nhados por psiquiatras. A pró­xima etapa do estudo será fazer cruzamento entre a população de estressados e os fatores de risco cardiovasculares.

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O texto é a íntegra de uma excelente reportagem publicada na Folha de São Paulo, na semana passada - acho que foi na sexta feira (8) - assinada pela jornalista Claudia Colucci. Resolvi transforma-la em post, aqui no blog, porque tem perfeita sintonia com os temas que examinamos nas bancadas da Oficina de Gerência. A imagem foi copiada do jornal e faz parte da reportagem. Recomendo que não façam a leitura de forma superficial porque o assunto é muito sério e merece ser discutido nos gupos informais da empresa, na família e com os amigos. Conheço muitos jovens executivos que sofrem - terrivelmente - dos mais diversos problemas por conta do stress que foi objeto da pesquisa em tela.

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