||| 03 de junho DE 2026 ||| 4ª feira ||| dia mundial da bicicleta ||| “Triste não é mudar de ideia. Triste é não ter ideias para mudar.” (Francis Bacon) |||

Bem vindo

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É a 3 de junho que se comemora o Dia Mundial da Bicicleta. Os objetivos da data passam por promover o uso da bicicleta como meio de transporte, por destacar os seus benefícios e por chamar a atenção para os direitos dos ciclistas. Neste dia a bicicleta está no centro das atenções. Por todo o mundo se realizam iniciativas que incentivam o uso da bicicleta e a mobilidade sustentável. Vantagens da bicicleta O primeiro meio de transporte de muita gente faz bem à saúde, é económico e é amigo do ambiente, para além de transmitir um sentimento de liberdade. Seja por conveniência ou como passatempo, andar de bicicleta é uma prática que tem aumentado a nível mundial. Em cidades como Amesterdão, Copenhaga, Estocolmo e Barcelona, a circulação de ciclistas prolifera, e mesmo Portugal se veem cada vez mais bicicletas na estrada, sobretudo ao fim de semana.

pensamento dia

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Frase

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Epiteto ou Epicteto (Hierápolis, 50 d.C. — Nicópolis, 138) foi um filósofo grego estoico que viveu a maior parte de sua vida em Roma, como escravo. Apesar de sua condição, conseguiu assistir às preleções do famoso estoico Caio Musônio Rufo. Sua vida é relativamente pouco conhecida e ele não deixou nenhum trabalho escrito de sua autoria. Seu discípulo Lúcio Flávio Arriano de Nicomédia, assegurou a transmissão de sua obra publicando as notas tomadas durante as aulas de seu mestre, em oito livros, metade dos quais já perdidos. De sua obra se conservam o Encheiridion de Epicteto (também conhecido como Manual de Epicteto) e as Diatribes (ou Discursos). A história da recepção do ensino de Epicteto é complexa. Os textos registrados por Arriano tiveram certa influência sobre o imperador Marco Aurélio. Após um primeiro breve apogeu no século II, Epicteto foi esquecido no ocidente durante a Idade Média. De forma indireta - por meio de escritos posteriores e transformações cristianizadas da tradição mais antiga - os conceitos de Epicteto influenciaram autores cristãos desde a antiguidade tardia até os tempos modernos, mesmo que esses escritos estivessem apenas vagamente ligados ao nome Epicteto. As notas de seu ensino tornaram -se conhecidas e influentes novamente durante o Renascimento.[https://pt.wikipedia.org/wiki/Epiteto]

 

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Paulo Gracindo interpreta "O Cântico Negro" de José Régio.

http://www.caotico.com.br/wp-content/uploads/2010/12/poesia4.jpgNão é a primeira vez que coloco no blog um post cuja tema seja a poesia. Uma tag existe no blog para abrigar os posts sobre o tema (clique aqui).

Nessa oportunidade postei um vídeo mágico e raro. Paulo Gracindo - no auge de sua carreira como extraordinário ator que foi - declama um poema chamado "Cântico Negro" cujo autor, um escritor português (além de poeta,  dramaturgo, jornalista...) de enorme prestígio nas terras lusitanas de nome José Régio.

Cântigo Negro é um daqueles poemas que nos fazem vibrar por dentro. Comove, emociona, enternece, impressiona, perturba... Na interpretação antológica de Paulo Gracindo ganha vida e toca profundamente nossa alma libertária.  


Não, não vou por aí! Só vou por onde

Me levam meus próprios passos... 
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?


Não percam a oportunidade de assistir essa rara e magistral expressão de arte poética e interpretativa por aquele que foi um dos maiores atores do Brasil em todos os tempos.


Cântico Negro
(José Régio)
 
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...

A minha glória é esta:
Criar desumanidade!
Não acompanhar ninguém.
- Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe

Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...

Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...

Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tectos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...

Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém.
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!


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