31 de ago de 2011

31 de Agosto: Calígula, o esquisito imperador romano nasceu (12 d.C.); Em Paris - Lady Di, a eterna Princesa Diana morre em acidente (1997); Netuno, o planeta, é descoberto (1846)

31 de agosto

31 de agosto é o 243º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 122 para acabar o ano.


Eventos históricos

Nascimentos

Falecimentos

Feriados e eventos cíclicos



Nasceu o cinetoscópio

    foto de sinopsis No dia de hoje, mas em 1897, Thomas Edison registou a patente do que viria a ser a invenção tecnológica mais revolucionária da História: o cinetoscópio, o primeiro projector de cinema. Quando a fotografia se tornou banal, foram muitas as pessoas que tentaram apresentar figuras com movimento. Para isso, utilizavam várias câmaras que colocavam em fila, de modo a que cada uma fotografasse uma imagem, quando passava o objecto móvel. Depois, as fotografias eram mostradas num rápido movimento de sucessão. E assim se conseguia uma certa ilusão de movimento.
    Mas Edison desenvolveu uma ideia muito mais ambiciosa: inventou uma câmara especial que, através de uma engenhosa disposição de obturadores que fecham e permitem a entrada da luz numa rápida sucessão e de um modo alternativo, capaz de capturar vinte e quatro imagens por segundo. Conseguiu simular o movimento real.
    Quando Edison conseguiu pôr o primeiro cinematógrafo a funcionar, o espectador tinha de olhar por uma abertura e ver as figuras movimentando-se dentro do aparelho. O cinematógrafo e outras formas de de fotografias movíveis são aperfeiçoamentos do cinetoscópio original inventado por Edison.


    Paparazzis perseguem Diana até o fim

    Jornal do Brasil: 1º de setembro de 1997

    • "A princesa deu uma grande contribuição para aliviar o sofrimento dos pobres doentes e fracos em todo o mundo. Seu firme compromisso com a proibição de minas terrestres não apenas ajudou a colocar esta causa no topo da agenda humanitária, mas conquistou os corações de milhões de pessoas em todo o mundo". Kofi Annan
     (Enviado por: Lucyanne Mano)
    Com a mesma singeleza que participava de campanhas humanitárias e cintilava em sofisticados eventos da alta sociedade mundo afora, Lady Diana, 36 anos, despediu-se da vida como a rainha dos sonhos de todo o mundo. Vítima de grave acidente envolvendo o carro em que estava com mais três pessoas em Paris, a princesa não resistiu aos ferimentos após ser socorrida no hospital Pitié-Salpêtrière. Dois outros ocupantes do veículo, seu namorado egípcio Dodi A-Fayed e o motorista Henry Paul morreram no local do desastre. Somente o guarda-costas de Dodi, Trevor Rees-Jones, sobreviveu.

    Jornal do Brasil: 1º de setembro de 1997
    "Eu quero que as pessoas
    se lembrem de mim
    como alguém
    que se importava com elas".

    Princesa Diana


    Para acompanhar toda a evolução do episódio, o JB chegou às bancas em 4 edições extras naquele domingo, todas se esgotando rapidamente. As primeiras informações sobre sua morte cogitavam que o motivo da tragédia teria sido uma tentativa mal sucedida do grupo de despistar um paparazzi.
    A comoção pela tragédia de Diana atingiu dimensões jamais presenciadas entre os britânicos, tradicionais por seu controle emocional e postura austera. Nos jardins do Palácio de Kensington, residência oficial de Diana desde o fim de seu casamento com o Príncipe Charles, a quantidade de flores depositadas foi tão grande que houve a necessidade de um caminhão para transportá-las. Também mensagens, bichos de pelúcias, velas, demonstraram o carinho e a admiração pela princesa. Mas o povo inglês não sofreu sozinho.
    A homenagem e o pesar ecoaram em vários países. E com mesma força, irradiou-se a indignação contra a mídia sensacionalista que, com recursos inescrupulosos de fazer notícia, focou na imagem da princesa um dos seus principais e mais ostensivos alvos.
    Uma homenagem especial
    Elton John fez para Diana uma versão de Candle in the Wind (composta por ele originalmente por ocasião da morte da atriz Marilyn Monroe) e a interpretou no funeral. O single foi um dos mais vendidos da história, com renda destinada a projetos sociais.


    E, mesmo após as polícias francesa e britânica terem concluído que a morte de Lady Di foi um acidente, outras teorias ainda são cogitadas, refletindo a desconfiança da sociedade.



    Calígula, imperador romano

    Imagem
    Moeda de Caligula

    http://www.numismatas.com/phpBB3/styles/getaway_green/imageset/topom.jpgCalígula nasceu em Antium (Anzio), em 31 de Agosto de 12 d.C.; morreu em Roma em 24 de Janeiro de 41 d.C. Último filho de Germânico, filho adoptivo de Tibério, segundo imperador de Roma, e de Agripina, filha de Agripa, tinha 25 anos quando se viu nomeado para o Império, devido à acção decisiva do perfeito do pretório Marco, que lhe obteve o juramento dos pretorianos, dos soldados e dos marinheiros da frota de Itália, e depois a investidura senatorial. Recebeu primeiro o título de imperator, e a seguir, e de uma só vez, todos os outros, com o poder tribunício e o pontificado, e por fim, um pouco mais tarde, foi considerado Pai da Pátria.
    Desta maneira, este jovem que só tinha a seu favor o ser o único filho sobrevivente de Germânico e o principal herdeiro civil de Tibério, conseguiu, de uma só vez, tal como um príncipe real, reunir todos os títulos, e todos os poderes, que Augusto, o primeiro imperador romano, tinha levado anos a acumular e que Tibério tinha em parte recusado. Assim, e muito rapidamente, o Principado deixou de ser uma lenta consagração política de uma pessoa, para se tornar uma instituição constitucional, de facto uma instituição monárquica, cuja nomeação dependia da aprovação do exército e da investidura formal pelo Senado.
    As legiões das províncias aceitaram o decidido em Itália e Roma, e prestaram juramento de fidelidade a Caio, que passou a realizar a cerimónia de juramento anualmente. Os primeiros meses do governo foram calmos, tendo o príncipe mostrado o desejo de governar com o Senado, chamando do exílio as vítimas de Tibério, honrando os membros da sua família - a sua avó Antónia, o seu tio Cláudio, esquecido por toda a gente, e mesmo Gemellus, nomeado co-herdeiro com Caligula por Tibero, que vestiu a toga viril e foi declarado Princeps juventutis. Não proclamou a apoteose de Tibério mas distribuiu o legado imperial como previsto, aumentando o seu valor.
    Imagem
    Pouco tempo depois a avó Antónia morreu, a única pessoa que poderia ter alguma influência sobre ele, já que o tinha educado na infância. Adoeceu gravemente, provavelmente com uma depressão nervosa, que terá actuado no seu carácter como um catalisador, mostrando a sua verdadeira natureza. Com pouca saúde, com várias doenças congénitas, como a epilepsia, a doença desequilibrou de uma forma irreversível este jovem dotado, inteligente e bom orador, fazendo com que os autores modernos ainda hoje discutam o significado dos seus actos. É também preciso ter em conta a sua inexperiência e a excitação do exercício do poder, para além da influência dos escravos e dos libertos orientais que conheceu em casa de Antónia, filha de António: é que parece haver em Calígula uma vontade infantil de reviver o sonho do seu antepassado, a «vida inimitável» do monarca helenístico, desdenhoso da austeridade conformista de Augusto e de Tibério.
    Logo após o seu restabelecimento, Caio lança-se numa política, se é que é disto que se pode falar, extravagante e cruel que representam o essencial da biografia de Suetónio. Gemellus foi morto, já que era fácil de prever que seria a base de uma oposição futura. Em relação ao Senado mostra-se, tanto irónico como ofensivo, como cruel e sádico. Os melhores servidores de Tibério, velhos e excelentes membros da classe consular, assim como experientes governadores são ridicularizados, subjugados, necessitando de se rebaixar às mais reles baixezas e aterrorizados. Muito são executados sumariamente, algumas vezes em pleno Senado, ou obrigados ao suicídio ouvindo as graçolas do algoz imperial. As enormes despesas em realização de Jogos, em festas e outros esbanjamentos assim como em construções inúteis levam o tesouro deixado por Tibério à exaustão, e para encher os cofres de novo volta-se às condenações de ricos, tanto em Roma como na Gália, com confisco dos bens.
    No começo da sua governação Calígula contrariou muitas das decisões de Tibério, projectando entregar aos comícios as eleições que lhes tinham sido retiradas em 14, mas a ideia não foi para a frente. Queria governar, dizia, para o povo e a classe equestre, rodeando-se de libertos. Nomeia-se cônsul todos os anos, tirando o ano de 38, para sublinhar a preeminência do princeps na constituição. Retirou ao procônsul de África o comando da 3.ª Legião, Augusta, para que todas as tropas estivessem nas mãos dos legados imperiais. Mas, de facto, não mudou praticamente nada o pessoal administrativo das províncias, que não sofreram das suas loucuras, tirando a Gália, em que residiu entre 38 e Imagem40, tendo em Lyon uma corte magnífica, rodeado de príncipes orientais, como Júlio Agripa, ou helenizados como Ptolomeu da Mauritânia, neto de António e Cleópatra, pela sua mãe Cleópatra Selena). A sua política externa opõem-se também aqui à de Tibério, e mesmo à de Augusto, que pretendiam acabar com os vários estados clientes existentes no Oriente. Calígula entregou vários territórios, como a Trácia, a Arménia, a Itureia, Damasco, uma parte da Judeia aos herdeiros dos reis desapossados, o que teve como resultado aumentar a confusão.
    Mas há outro fio condutor. Calígula quis, e claramente desta vez, governar como um monarca oriental, como um déspota, de acordo com o seu bel-prazer. O mais grave é que para realizar o que pretendia não necessitava de modificar as bases do principado fundado por Augusto, já que os princípios de uma monarquia sem controlo estavam presentes na obra do «restaurador da liberdade» (vindex libertatis). Algumas das iniciativas de Calígula foram arcaizantes, como as festas em honra de Jupiter Latiar ou a reconstituição do rito do Rex Nemorensis (regresso às origens : aos montes Albanos), possivelmente inspirados pelo seu tio Cláudio, um sábio «antiquário». Os outros aspectos da política religiosa são mais lógicos; exaltação da ideologia oriental helenistica e de auto-deificação. Fez construir templos, sobretudo no Oriente, onde a sua estátua era colocada ao lado da divindade no naos. Tentou impor aos senadores a genuflexão como forma de saudação (proskysene), como Diocleciano fará dois séculos e meio mais tarde. Divinizou Drusila, a sua irmã referida, tanto em Roma como nas províncias, após a sua morte em 38, e rendeu-lhe culto como às mulheres-irmãs dos reis Ptolomeus do Egipto helenístico, o que fez nascer os boatos sobre relações incestuosas entre os dois. Tentou que o Senado mandasse construir um templo em sua honra no Capitólio, e enquanto esperava aumentou o templo de Castor e Polux, onde era adorado em pessoa. Fez ligar o seu palácio no Palatino ao Capitólio por uma passagem imensa, afim de poder contactar Júpiter mais facilmente, segundo as suas próprias palavras. A lembrança de António, a recordação da sua visita a Alexandria, acompanhando os pais, em 18 quando tinha 6 anos, a sua preferência pela monarquia Ptolemaica explica a sua devoção ao culto de Ísis. Por isso autorizou o culto, proscrito por Tibério, construiu no Campo de Marte um Isaeum, e inscreveu o culto de Ísis no calendário romano. As províncias orientais aceitaram  facilmente esta política que irritava os Romanos. Mas ao querer colocar a sua estátua no templo de Jerusalém entrou em conflito com os Judeus.Em Roma, onde tudo ainda se decidia, se as províncias se mantivessem calmas, as coisas não podiam manter-se assim durante muito tempo. Depois de ter alienado as classes dirigentes, Calígula teve a imprudência de criar impostos para os artífices e os comerciantes da capital, não perdendo também uma ocasião de insultar os tribunos das coortes pretorianas, que eram o único apoio que lhe restava. Após o falhanço sangrento de numerosas conspirações, foi finalmente assassinado pelo tribuno do pretório Cassius Chaerea, que foi o executor de uma conspiração onde se encontravam senadores, um dos dois perfeitos do pretório e de libertos importantes, cansados de tanto loucura.
    O reinado trágico e louco de Calígula acabava em sangue, o primeiro de uma longa série. Mas, sob muitos pontos de vista, a política de Calígula não era completamente demente nem prematura: a hora do despotismo oriental é que ainda não tinha chegado a Roma. E de facto, havia outras maneiras de resolver as contradições deste regime monárquico fundado no respeito da tradição republicana, e o reinado seguinte, de Cláudio, iria mostrá-lo. 


    http://operamundi.uol.com.br/images/logo.jpg.pagespeed.ce.m-O7AWkhgv.jpg Primeira vítima de Jack, o Estripador é encontrada

    O cadáver de Mary Ann Nichols, uma prostituta chamada Polly, é encontrada na noite de 31 de agosto de 1888, horrivelmente mutilada, na Passagem Buck em Whitechapel, um dos bairros pobres do East End de Londres. Entre 31 de agosto e 9 de novembro, cinco outras mulheres seriam assassinadas nesse mesmo bairro. A polícia da Scotland Yard passaria a investigar, sem qualquer resultado, o misterioso assassino em série, alcunhado de Jack o Estripador, cujo nome foi tirado de uma carta, enviada à Agência Central de Notícias de Londres por alguém que se dizia o criminoso.
    Suas vítimas eram mulheres que ganhavam a vida como prostitutas. Duas delas tiveram a garganta cortada e o corpo mutilado. Teorias sugerem que, para não provocar barulho, as vítimas eram primeiro estranguladas, o que talvez explique a falta de sangue nos locais dos crimes. A remoção de órgãos internos de três vítimas levou os policiais a acreditar que o criminoso possuía conhecimentos anatômicos ou cirúrgicos.
    Anúncio em jornal da época sobre a procura do assassino
    Os jornais, cuja circulação crescia consideravelmente naquela época, deram ampla cobertura ao caso devido à natureza selvagem dos crimes e ao fracasso da polícia em efetuar a captura do criminoso, que se tornou famoso justamente por conseguir escapar impune.
    Em virtude do mistério em torno do assassino jamais ter sido desvendado, as lendas envolvendo seus crimes tornaram-se um emaranhado complexo de pesquisas históricas genuínas, teorias conspiratórias e folclores duvidosos. Diversos autores, historiadores e detetives amadores apresentaram hipóteses acerca da identidade do assassino e de suas vítimas.
    As vítimas
    Na Inglaterra Vitoriana o East End d Londres era uma favela fervilhante ocupada por cerca de um milhão dos mais pobres habitantes da cidade. Muitas mulheres eram obrigadas a recorrer à prostituição para sobreviver e em 1888 estimava-se que havia mais de mil prostitutas em Whitechapel. Naquele verão um ‘serial killer’ começou a ter por alvo aquelas mulheres oprimidas.
    Em 8 de setembro, o assassino atribuiu-se uma segunda vítima e em 30 de setembro mais duas prostitutas, Liz Stride e Kate Eddowes, foram assassinadas e esquartejadas numa mesma noite. À ocasião, a polícia de Londres já havia definido o padrão dos assassinatos. O criminoso, oferecendo-se pagar pelo sexo, atraia a vítima a uma rua ou praça isolada para então cortar seu pescoço. Enquanto a mulher rapidamente morria esvaída em sangue, ele a mutilava brutalmente com a mesma faca de 15 centímetros.
    Capa da edição de 21 de setembro de 1888 da revista Puck,
    apresentando a versão do cartunista Tom Merry de Jack o Estripador
    Devido à natureza excessivamente brutal dos crimes e a cobertura jornalística dos eventos, o público passou a crer cada vez mais em um único assassino em série. Apesar de as investigações não terem sido capazes de conectar as mortes posteriores aos assassinatos de 1888, a lenda de Jack o Estripador já havia se consolidado.
    A polícia, que não dispunha à época as modernas técnicas forenses como impressões digitais e tipologia sanguinea, não tinha a menor ideia de possíveis suspeitos. Dezenas de cartas supostamente escritas pelo assassino foram enviadas à Scotland Yard, porém a vasta maioria delas foi imediatamente considerada fraudulenta. Contudo, duas cartas, escritas pelo mesmo indivíduo, aludiam a fatos do crime que eram do conhecimento apenas da polícia e, evidentemente, do criminoso. Essas cartas, assinadas como Jack o Estripador, só fizeram tornar ainda mais popular o apelido do matador em série.
    Em 7 de novembro, após um mês de completo silêncio, Jack eliminou sua quinta e última vítima, a irlandesa Mary Kelly, uma prostituta ocasional. De todos os cadáveres de suas vítimas, o de Kelly é que estava mais espantosamente mutilado. Em 1892, sem nenhuma pista adicional nem mais registro de mortes, o caso Jack o Estripador foi arquivado. 



    Arrows gif fileAbaixo estão os logotipos das principais fontes que utilizei para a produção do post. Clique sobre eles e leia os textos completos nos sites de origem.
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