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O voto é uma conquista de muitas gerações: a liberdade de escolher, de discordar e de participar do destino do país. Na urna, cada cidadão tem voz; na democracia, essas vozes devem conviver com respeito. Neste 4 de outubro, vamos votar com consciência e esperança. A democracia vive quando participamos — e floresce quando respeitamos o direito de todos.

pensamento dia

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Frase

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Sir Winston Leonard Spencer Churchill (Woodstock, Oxfordshire, Inglaterra; 30 de novembro de 1874 – Londres, 24 de janeiro de 1965) foi um militar, estadista e escritor britânico que serviu como primeiro-ministro do Reino Unido de 1940 a 1945, durante a Segunda Guerra Mundial, e novamente de 1951 a 1955. Além de dois anos entre 1922 e 1924, foi membro do Parlamento (MP) de 1900 a 1964 e representou um total de cinco círculos eleitorais. Ideologicamente liberal econômico e imperialista, foi durante a maior parte de sua carreira um membro do Partido Conservador, que liderou de 1940 a 1955. Também foi membro do Partido Liberal de 1904 a 1924.Fora do governo durante seus chamados "anos selvagens" na década de 1930, Churchill assumiu a liderança ao pedir o rearmamento britânico para combater a crescente ameaça do militarismo na Alemanha Nazista. Com a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ele foi renomeado Primeiro Lorde do Almirantado. Em maio de 1940, tornou-se primeiro-ministro, substituindo Neville Chamberlain. Churchill formou um governo nacional e supervisionou o envolvimento britânico no esforço de guerra dos Aliados contra as Potências do Eixo, resultando na vitória de 1945. Após a derrota dos conservadores nas eleições gerais de 1945, tornou-se líder da oposição. Em meio ao desenvolvimento da Guerra Fria com a União Soviética, alertou publicamente sobre uma "Cortina de Ferro" da influência soviética na Europa e promoveu a unidade europeia. Entre seus mandatos como primeiro-ministro, ele escreveu vários livros contando sua experiência durante a guerra pela qual foi premiado com o Prêmio Nobel de Literatura em 1953. Perdeu a eleição de 1950, mas voltou ao cargo em 1951. No seu segundo mandato preocupou-se com as relações exteriores, especialmente as relações anglo-americanas e a preservação do Império Britânico. { https://pt.wikipedia.org/wiki/Winston_Churchill }

 

sábado, 21 de janeiro de 2012

As lições que o Costa Concórdia está nos passando.

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Em julho de 2008 publiquei um dos posts que considero estar entre os melhores que já produzidos aqui na Oficina de Gerência. Dei-lhe o título de "O Choro do Tenente". O tema versava sobre o julgamento de um jovem tenente do Exercito Brasileiro que apoiava ações da polícia militar nas favelas do Rio de Janeiro.  Ele prendeu três rapazes em uma batida na favela e os entregou a um grupo de traficantes que incontinenti os assassinou. Disse que queria apenas "dar um susto" nos rapazes. Durante o julgamento o tenente chorou copiosamente arrependido do seu erro. Leiam o texto que - sem falsa modéstia - é dos bons que já escrevi.
Lembrei-me desse artigo por conta dos fatos recentes que conduziram ao desastre com o transatlântico Costa Concórdia na Ilha de Giglio na Itália e que ainda repercutem na mídia internacional. Lá como cá prevaleceu a velha arrogância de que está exercendo o poder. Instalou-se a Marcha da Insensatez e os resultados - como sempre acontece - foram patéticos e dramáticos.
Além da monumental irresponsabilidade profissional do capitão do navio - já comprovada -  o que está vindo à tona com o avanço das investigações são as revelações sobre o comportamento e a atitude do comandante Schettino logo após o navio começar a naufragar e os passageiros e tripulantes iniciarem o abandono.
Os fatos. O Concórdia foi "ferido" (70 metros de rasgão) pelos rochedos às 21h42 e já condenado fez uma manobra desesperada para se aproximar da costa e facilitar a evacuação dos passageiros. A ordem para abandonar o navio só foi dada as 22h58.
Comandante De Falco
Páginas e páginas estão sendo escritas pelos especialistas para buscar interpretar o que aconteceu com a cabeça do capitão que falhou no momento decisivo. Ele não é um principiante e nem poderia ser. A companhia dona do Costa Concórdia não iria entregar o seu principal navio a um comandante inexperiente. O que houve com o comandante Schettino?
As especulações serão infinitas. Covarde, fanfarrão, irresponsável, arrogante, medroso... E mais quantos adjetivos de mesmo teor se possa assacar contra ele. Provavelmente merece-os todos, mas... É preciso haver um julgamento.
Sobre o erro de ter jogado o navio sobre as pedras não há duvidas e ele mesmo já confessou, todavia o seu comportamento como comandante ainda está sob análise. Todos os indícios indicam que ele realmente foi indigno de sua função. Basta ouvir o diálogo dele com o comandante De Falco da Guarda Costeira italiana. A voz de Schettino o trai. Ela é balbuciante e ele fala baixo a ponto de De Falco dar-lhe um "esporro" monumental para que falasse mais alto. Ouçam o diálogo logo abaixo em vídeo do YouTube.
Levanto esse ponto para chamar a atenção dos leitores do blog que se encontrem exercendo ou no futuro venham a ocupar funções de comando. Estejam sempre preparados para seus momentos decisivos. As decisões equivocadas, os erros materiais e estratégicos podem ser compreendidos e até desculpados, pois humanos somos. A covardia e a pusilanimidade de quem detém a liderança são imperdoáveis. A inépcia nos momentos decisivos determina o final de uma carreira por mais brilhante que tenha sido. É a lei da selva corporativa. 
Tivesse o comandante Schettino assumido a liderança dos resgates, das buscas e das ações de salvamento não estaria sendo execrado pela opinião publica do planeta. Seria responsabilizado pela manobra errada que fez. Teria de pagar por ela, mas sua honra de líder ainda estaria intacta. Tudo indica que ele sucumbiu ao peso do ser erro.
Coloquei abaixo uma série de reportagens, imagens e o vídeo do diálogo entre o capitão do navio e o comandante De Falco da Guarda Costeira italiana (hoje um herói no seu país por sua atitude de liderança quando notou que Schettino não estava em condições de comandar nada.  Parecia estar em estado de choque. Um covarde?). 
Exorto a todos os leitores, principalmente os que estejam em posições de liderança para que estudem com profundidade esse case do Costa Concórdia. Há muitas lições que podem ser retiradas dele.
Perguntas que estão sem respostas: onde estava o imediato do comandante. Porque ele não agiu para impedir que Schettino fizesse a burrada de desviar-se da rota do navio? O Em dado momento do diálogo Schettino diz que está com seu sub-comandante! Será que ambos se acovardaram? Muitas perguntas... Não desperdicem essa oportunidade.

Arrows gif fileLeiam o excelente comentário do colunista Contardo Calligaris da Folha de São Paulo analisando o comportamento do comandante Schettino. Ele acertou em cheio



Arrows gif fileEm texto leiam o já famoso "diálogo" entre os dois personagens principais da tragédia:

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