14 de jul de 2011

Felicidade é mito ou realidade? (Revista Época)


O
utro dia, passeando pelo site da revista Época, descobri uma reportagem intitulada "O Mito da Felicidade". Ora, falar de felicidade é uma ousadia como (quase) todos os seres viventes bem o sabem. Nada mais fluido, mais subjetivo e mais almejado do que ela.
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Mesmo assim tomei coragem e lá fui eu ler a matéria escrita pelas jornalistas Letícia Sorg e Juliana Elias. Li tudo. Ótima reportagem. Extensa para se colocar tudo em um post; poderia "espantar" os leitores, mas mesmo assim arrisquei colocar a primeira parte dela e os quadros ilustrativos.
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http://4.bp.blogspot.com/_x-VRtxf2ukM/SvMApK7GcWI/AAAAAAAAAK8/uo4TXMrAt-A/s1600/alegria.jpgQuem quiser ler a reportagem completa é só clicar no banner que está ao final do post. O foco da matéria está no que escreve em seu novo livro "Flourish" (Florescer) o psicólogo norteamericano Martin Seligman criador da "psicologia positiva" e conhecido como "Doutor Felicidade". Ele, que é considerado uma autoridade no tema, defende que "é preciso restringir o conceito de felicidade. Perseguir só a felicidade é enganoso"... E ainda que "as emoções positivas são só parte do que motiva as pessoas."
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É uma tese interessante uma vez que nós humanos realmente colocamos "a busca da felicidade" no topo de nossos desejos pessoais. "Ser feliz" é tudo que desejamos nessa vida! 

Pois bem, o psicólogo Seligman diz que isso é apenas um de cinco fatores para se viver bem. Os outros quatro são "propósito, "realização", "engajamento" e "relações pessoais". Será? 

Pessoalmente tendo a não concordar muito com o psicólogo, todavia a questão colocada da busca incessante pela felicidade como fator de bem viver também me parece exagerada. Onde estará a verdade? A sabedoria popular diz que "a verdade sempre está no meio". Como não sabemos onde está esse "meio", por enquanto vamos conhecer o que pensa esse guru. Como não sabemos onde está esse "meio", por enquanto vamos conhecer o que pensa esse guru.


O mito da felicidade
 (LETÍCIA SORG. COM JULIANA ELIAS)
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Fotos: reprodução


Clque no logotipo e visite o site da revista
reprodução/Revista Época 







 "A resposta de qualquer pai ou mãe, questionado sobre o que deseja para os filhos, está sempre na ponta da língua:“Só quero que sejam felizes”.

A frase não deixa dúvidas de que, numa sociedade moderna, livre de muitas das restrições morais e culturais do passado, a felicidade é vista como a maior realização de um indivíduo. 

Até governos nacionais se viram na obrigação de fazer algo a respeito. Neste ano, a China e o Reino Unido anunciaram a intenção de medir o grau de felicidade de seus habitantes. Os governantes, espera-se, querem o melhor para seu país, assim como os pais querem o melhor para seus filhos. Mas a ambição de sempre colocar um sorriso no rosto pode ter um efeito contrário. A pressão por ser feliz, condição nada fácil de ser definida, pode acabar reduzindo as chances de as pessoas viverem bem. 

“Quero que meus filhos sejam felizes, mas também que encontrem um propósito e conquistem seus objetivos”, diz o americano Martin Seligman, considerado o mestre da psicologia positiva. Depois de estudar a busca da felicidade por mais de 20 anos, ele afirma ser tolice elegê-la como a única ambição na vida. Ex-presidente da Associação Americana de Psicologia, professor da Universidade da Pensilvânia, pai de sete filhos e avô pela quarta vez, Seligman reviu suas teorias e concluiu que é preciso relativizar a importância das emoções positivas.

“Perseguir apenas a felicidade é enganoso”, diz Seligman a ÉPOCA (leia a entrevista dele). Segundo ele, a felicidade pode tornar a vida um pouco mais agradável. E só. Em seu lugar, o ser humano deveria buscar um objetivo mais simples e fácil de ser contemplado: o bem-estar. 
Em seu novo livro, Flourish (Florescer), Seligman apresenta cinco fatores fundamentais para viver bem. A felicidade (emoções positivas), quem diria, seria apenas um deles, ao lado de propósito, realização, engajamento e relações pessoais (saiba mais no quadro abaixo). “O que eu pensava dez anos atrás era parecido com o que Aristóteles dizia, que havia um único objetivo final, a felicidade”, afirma o americano. Mas ele observou que, muitas vezes, decidimos fazer coisas que não melhoram exatamente nosso humor. Como, por exemplo, ter filhos." [...]

O que importa para viver bem

O psicólogo Martin Seligman afirma que a felicidade é só um dos elementos responsáveis por nosso bem-estar. Conheça os outros

Ilustrações: Andrea Ebert; Foto: Eugenio Sávio/ÉPOCA 

   Reprodução
   Reprodução

[...] "Embora parte dos brasileiros cite a juventude como um fator importante para se sentir feliz, estudos mostram que nosso bem-estar aumenta com o passar dos anos. É verdade que a infância é uma fase propensa a uma grande dose de felicidade, mas o mesmo pode ser dito da terceira idade. Pesquisadores descobriram que, com o envelhecimento, há um aumento de bem-estar. As dificuldades surgem mesmo durante a vida adulta, repleta de desafios, pressões e inevitáveis frustrações. 
A explicação para essa evolução estaria nas mudanças internas, e não em nosso entorno. Com o passar do tempo, nosso comportamento muda. As pessoas mais velhas brigam menos, sabem como solucionar um conflito, controlam melhor suas emoções e aceitam mais os infortúnios. Há várias teorias sobre por que isso acontece. Laura Carstensen, professora de psicologia da Universidade Stanford, afirma que os mais velhos sabem o que realmente importa e, por isso, focam no essencial. Com isso, aliviam a pressão pela felicidade imediata e se aproximam do bem-estar. 
Como diz o historiador Richard Schoch, autor do recém-lançado A história da (in)felicidade, quando a felicidade está ligada a algumas condições, deixa de ser um direito de todo ser humano e se torna um privilégio de poucos. Ele diz que basta que tenhamos nascido para termos o direito e a capacidade de ser feliz. Para que esse objetivo não pese sobre nossos ombros, em vez de nos lançarmos numa incessante busca da felicidade – muitas vezes infrutífera –, deveríamos apenas descobrir como viver bem, a nossa própria maneira." 



Um comentário:

  1. Grande amigo Herbert,
    Tudo bem contigo meu brother querido?
    Sai da blogosfera mas não deixarei de ler o que os amigos escrevem.
    Olha só, o artigo é legal e me considero feliz porque vivo bem, sem envolver grana nem nada. Vivo bem porque tenho saúde, amigos e Deus sempre presente. Acho que para ser feliz é tão facinho e as pessoas complicam tudo. Basta amar a vida do jeito que ela é. Eu não encano com mais nada nessa vida e retirei dela o que chamam de estresse e preocupação com a vida alheia. Não assisto nada que seja negativo, como esses programecos policiais e também não vejo essa tal 'grobo', até removi da tv esse canal, que é pura cultura inútil.
    Todos nós devemos nos sentir felizes pelo simples fato de sermos independentes e donos de nós mesmos.
    A matéria é boa para um bate papo longo, mas acho que as pessoas são felizes sempre e algumas não conseguem ver isso.
    Abraço

    ResponderExcluir

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