18 de fev de 2011

Vergonha! Inacreditável o que policiais de elite praticaram em nome da lei.

http://2.bp.blogspot.com/_LLy5HkM_Ck8/S60Gm1vv6RI/AAAAAAAABEY/WE9XKIbSidM/s1600/Abuso+da+autoridade.jpg
H
oje à noite no Jornal da Band  vi uma das cenas mais indignas e humilhantes que já tive oportunidade de assistir. 
Um grupo de policiais civis, dentro de uma delegacia em São Paulo, revistou uma mulher, na verdade uma colega de trabalho (escrivã) tirando-lhe a roupa à força em busca de R$ 200,00 que a policial  - ela estava sendo interrogada - supostamente teria recebido como propina. momentos antes Tudo foi placidamente gravado e na presença de vários delegados (oito policiais) que em nenhum momento tentaram deter o crime que estava sendo ali cometido pelos seus colegas com o beneplacito de todos. Incrível! Absurdo! Grotesco! Indigno!
De repente, sem que tenha sido filmado com os mesmos cuidados e detalhes que existiram ao mostrar a nudez da mulher, aparecem os R$ 200,00 após baixarem as calças da escrivã. deixando-a completamente exposta. Ela recebe voz de prisão. Aparentemente estava mesmo com a propina, pois não protesta contra o aparecimento do dinheiro. Todavia o crime que aqueles policiais cometeram ultrapassa em muito que eles estavam querendo provar. Imediatamente nos vem à cabeça o pensamento sobre o que aqueles policiais - delegados -  são capazes de fazer com um cidadão comum, pobre principalmente, dentro de uma delegacia quando querem "provar" alguma coisas. Chega a dar arrepios...
Detalhe importante. O fato aconteceu em 2009 e só agora apareceu. Certamente alguém da própria policia vazou (tipo Wikileaks) para a reportagem do Jornal da Band. Aparentemente o fato foi ocultado, pois segundo a reportagem não houve nenhum inquerito ou punição. Ops! Exceto para a escrivã - vitima da violencia -  que foi demitida sem ter sido julgada. 
http://4.bp.blogspot.com/_i8NO8wBsQEM/TAaIelYVB1I/AAAAAAAAACA/Q27Uli_4Pxo/S1600-R/banner-policia.jpgO texto que está colocado após o vídeo é o resumo do que foi apresentado na reportagem do jornal. Todos esperamos do Ministério Publico, que tomou conhecimento do vídeo, uma investigação que possa oferecer denuncia contra aqueles "policiais" (assim mesmo entre aspas) para que a justiça apure tudo e possa julgá-los. É uma exigencia de quem quer que veja as cenas. Pessoalmente não acredito que aconteça nada. A corporação é muito auto-protetora e afinal de contas sabe como é... a escrivã era mesmo culpada...
Alguém poderá alegar que é um exagero condená-los, que a mulher era mesmo corrupta e que os policiais agiram no cumprimento do dever ou coisas semelhantes. Lamento discordar mas quem pensa assim não está em seu perfeito equilibrio moral, intelectual e social, mas deixo para cada um fazer o seu proprio julgamento.  
Como pano de fundo desse lamentável episódio está uma constatação que nos interessa como gerentes e estudiosos (desculpem a pretensão) das questões de liderança corporativa. Vejam no video e na matéria que os profissionais presentes não são simples agentes policiais ou soldados. São delegados inclusive um deles era o titular da delegacia onde o ato criminoso ocorreu. Pior ainda, são policiais de corregedoria que existem para coibir os atos criminosos dos proprios policiais. São aqueles que chegaram ao topo da suas carreiras Como é que essas pessoas se deixam, se permitem quebrar as regras que eles proprios se comprometeram a defender? Em nome do que fazem isso?
http://t3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSqQCLGHxe_d1oCZ0T4lbIlpTfDrg5sdfsAFpsFfhk_W63AhVPr&t=1Faço o registro para alertar todos aqueles que trabalham e fazem carreiras em seus ambientes corporativos; empresas, associações, sindicatos, seja o que for... Cuidado com a obsessão do poder.  Fujam dos exageros no cumprimento do dever. 
Todos nós estamos sujeitos a praticar atos como esse. O que nos impede? Só os nossos valores, a nossa formação humana e social e a liderança que exercemos ou é exercida sobre nós e nosso trabalho. Conheço alguns casos que podem ser assemelhados. Os de assédio moral estão entre eles. O que vemos no vídeo certamente poderia ser classificado com o assédio moral mais radicalizado exercido por um chefe contra seu subordinado?  
O que vocês fariam se estivessem ali naquele ambiente? Imaginem a pressão dos assistentes. Com certeza alguém ali não concordou com o que estava vendo, mas ninguém reagiu. Teria sido por mêdo? Afinal eram os chefes quem estavam no comando. É um bom exercicio para que deseja trabalhar em corporações fechadas como as militares ou mesmo algumas empresas com rigidas regras de comportamento. Vejam o vídeo e tirem suas conclusões. 
Ah! Eu acho que esse assunto ainda vai bombar na Web.

O jornal da Band mostrou nesta sexta-feira (18 de fevereiro de 2011) um caso de humilhação, no qual delegados e policiais de São Paulo tiraram à força a roupa de uma colega, em busca de provas que supostamente a incriminariam. O fato aconteceu no 25° Distrito Policial em Parelheiros, zona sul de São Paulo.
A reportagem teve acesso com exclusividade a imagens gravadas pela corregedoria da polícia civil, que mostram um suposto caso de corrupção praticado por uma ex-escrivã. Segundo a denúncia, a policial teria recebido R$ 200 para ajudar um acusado a se livrar de um inquérito. A investigação transcorria normalmente até que o delegado Eduardo Henrique de Carvalho Filho, decide que a acusada seria revistada. Ela não se recusa, mas pede a presença de policiais femininas.

O pedido é feito nada menos do que 20 vezes em pouco mais de 12 minutos. Além do delegado Eduardo, está na sala o delegado Gustavo Henrique Gonçalves - que também é da corregedoria da Polícia Civil - e o delegado titular da delegacia, Renato Luiz Hergler Pinto, chefe da acusada.

Em vários momentos da gravação, feita pelos próprios policiais, a acusada pede a ajuda do chefe. No vídeo é possível identificar pelo menos seis homens e duas mulheres, todos agentes públicos.
Os policiais não se importam com a presença da câmera e mesmo sem a policial se recusar a ser revistada, ela é algemada a força e depois é despida.
As imagens foram feitas em 2009, mas foram mantidas em sigilo pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A suspeita ainda não foi julgada, mas mesmo assim, foi expulsa da polícia civil. Para a corregedoria a ação dos envolvidos foi correta e moderada. Ninguém mais foi punido ou processado.
Agora, o Ministério Público está investigando a conduta dos policiais e já cobrou explicações da corregedora e do Secretário Estadual da Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto."

http://4.bp.blogspot.com/_oG9WOEk_Jco/S8hnWSUAe5I/AAAAAAAAIo4/-CLwNAFVMuE/s1600/violencia_1191998297_bastadeviolencia_mariacastro_flickr_2007.jpg

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