22 de mai de 2010

Facebook é bom, mas cuidado com seus dados pessoais.

Estou no Facebook (FB, como os usuarios se referem à rede) há pouco tempo e estou gostando. É muito melhor e mais facil de mexer do que o ORKUT (já passei por lá e não me dei muito bem). 
Não sou muito simpatico às redes sociais. Sei lá... Acho que os usuarios se deixam invadir um pouco. Não fico muito à vontade. Ainda mais um cara que já está na faixa dos "velhinhos" como eu. Para a turma jovem talvez tudo pareça mais fascinante e vejo que alguns se entregam entusiasmados aos cliques e interações. Um dos meus filhos é usuario frequente do FB. Como ele reside fora da minha estou "conversando" muito com ele pelo Facebook. É agradável.
Até agora estou gostando e vou na "linha do vento" como dizem os marujos. Para mim é otima experiencia pois tenho a oportunidade de estar antenado com as coisas que os jovens e os nem tanto estão fazendo, pensando e dizendo. É uma forma de manter-me "up to date" em relação ao mundo que me cerca.
Nessa linha deparei-me com a materia abaixo que é capa da Time desta semana (clique aqui-em ingles) porquanto há uma grita enorme de usuarios contra a invasão de privacidade visto que dados pessoais foram disponibilizados pelo FB sem aviso prévio aos seus usuarios, aliás, quase 500 milhões deles.
Nós todos que nos divertimos e/ou trabalhamos com a internet e todos os seus "produtos" devemos estar atentos às coisas que lhe dizem respeito. Este é o mote pelo qual postei esta materia suja leitura eu recomendo.

Cada vez mais exposição no Facebook

20 de maio de 2010 - Por Rafael Sbarai



 

Há pouco mais de três meses, o Facebook anunciou que havia superado uma marca inédita. Mais de 400 milhões de pessoas usavam a rede social para se comunicar com o mundo e expor ideias. Essas pessoas querem, em tese, ganhar o mundo. Simultaneamente ao avanço da ferramenta, porém, crescem as críticas à política de privacidade do Facebook - ou melhor, às constantes mudanças dessa política. Na prática, o site vem seguidamente afrouxando as regras e, assim, ampliando a exposição de dados de usuários. Ao menos uma vez, isso aconteceu sem um aviso claro ao principal interessado: o dono da informação.
O exemplo mais recente dessa prática ocorreu em abril. Dados de todos os usuários como nome, profissão, cidade, lista de amigos e álbum de fotos passaram a ser considerados públicos. Em outras palavras, essas informações podem ser vistas por qualquer outro usuário do serviço. Mais preocupante: a novidade foi introduzida sem aviso. Para alterar essa situação, cabe agora ao usuário visitar a página de configuração de sua conta. Ali, deve escolher entre 36 opções. Pouca gente sabe disso.
"Sinceramente, eu não sabia", diz a economista Maria Ilka Padilla, de 38 anos. "Tenho preguiça de mexer nessas funções, mas vou ler", promete. Para o publicitário Arthur Koenig Beppler, de 28 anos, a postura do Facebook no episódio foi infeliz. "Soube da discussão envolvendo privacidade e optei pela restrição de informação. Sou do pensamento que o usuário deve escolher como e com quem compartilhar conteúdo”, diz.
A alteração promovida pelo Facebook em sua política de privacidade não é inédita. Em seis anos de vida, as regras já mudaram 17 vezes, média de quase três reformulações por ano. As autoridades de proteção de dados da União Européia consideraram "inaceitáveis" as mudanças introduzidas em abril. A gigante das redes sociais reagiu, mas vagarosamente. O chefe de relações públicas do Facebook, Tim Sparapani, garantiu que o site vai simplificar a tarefa do usuário que busca decidir o que compartilhar em seu perfil, mas ainda não há data para isso acontecer.
O fundador da rede, Mark Zuckerberg, argumenta que a tendência de revelar cada vez mais dados segue um único objetivo: "Tornar o mundo mais aberto e conectado". Analistas, contudo, acrescentam que o Facebook tem motivações menos altruístas. Com a política, a empresa pode colher um dividendo nada desprezível: um modelo de negócio sustentável. Afinal, uma vez disponíveis, as informações de usuários permitem mapear hábitos e preferências - uma mina de ouro para ações publicitárias nas páginas internas da rede.
Em 2007, Zuckerberg já havia dado a primeira tacada nesse sentido, com o Facebook Beacon, recurso já desativado que apresentava propagandas direcionadas a usuários. O serviço foi acusado de violação de privacidade. Semanas após o lançamento, seu fundador apresentou um pedido de desculpas aos usuários. Resta saber como usuários e o próprio Facebook reagirão agora.

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