||| 21 de agosto DE 2026 ||| 6ª feira ||| Dia do Aniversário do C.R. Vasco da Gama (128 anos) ||| *Reflexão: "A virtude, o estudo e a alegria são três irmãos que não devem viver separados". -- Voltaire |||

 

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(Imagem criada pela IA do ChatGPT - Nano Banana) ... O Club de Regatas Vasco da Gama, fundado em 21 de agosto de 1898 por um grupo de remadores na cidade do Rio de Janeiro, é uma das instituições mais tradicionais e socialmente importantes do esporte brasileiro. Seu nome foi escolhido para homenagear o IV Centenário da descoberta do caminho marítimo para as Índias pelo navegador português Vasco da Gama.🚣‍♂️ As Origens e o RemoNascido sob a vocação do mar, o clube começou exclusivamente dedicado ao remo. Suas primeiras sedes foram na região da zona portuária e de Botafogo. O Vasco rapidamente se tornou uma potência nas águas cariocas, rivalizando com o Flamengo e o Botafogo, consolidando uma identidade de forte ligação com a comunidade de imigrantes portugueses no Rio de Janeiro.⚽ A Resposta Histórica e a Luta contra o RacismoEm 1915, o clube incorporou o futebol. Por aceitar atletas pretos, pardos e de extratos sociais mais humildes (operários e comerciantes), o Vasco começou a incomodar a elite do futebol carioca.Os Camisas Negras (1923): Com um time formado majoritariamente por jogadores negros e operários, o Vasco conquistou o Campeonato Carioca logo em sua primeira participação na divisão principal.A Resposta Histórica (1924): Diante do sucesso vascaíno, os clubes rivais criaram uma nova liga (AMEA) e exigiram que o Vasco dispensasse 12 de seus atletas sob alegações preconceituosas sobre suas profissões e origens. O presidente do Vasco, José Augusto Prestes, enviou uma carta histórica recusando-se a se filiar à nova liga se isso significasse abrir mão de seus jogadores. O clube preferiu não disputar o torneio da elite a compactuar com o racismo e o elitismo.🏟️ A Construção de São JanuárioComo os rivais tentaram boicotar o Vasco exigindo que os jogos fossem disputados apenas em estádios próprios e estruturados, a torcida e a colônia portuguesa se uniram em uma gigantesca mobilização financeira. Em 1927, foi inaugurado o Estádio de São Januário, que na época era o maior estádio da América do Sul. A força do clube obrigou o futebol carioca a se reunificar sob as condições do Vasco.🌟 Grandes Esquadrões e Títulos NacionaisO Expresso da Vitória (Décadas de 1940 e 1950): O Vasco montou um dos maiores times da história do futebol sul-americano, liderado por craques como Ademir de Menezes, Danilo Alvim e Barbosa. Esse time conquistou o Campeonato Sul-Americano de Campeões (1948), considerado o precursor da Copa Libertadores, de forma invicta sobre o River Plate de Di Stéfano.A Era Roberto Dinamite (Décadas de 1970 e 1980): O maior ídolo e artilheiro da história do clube, Roberto Dinamite, liderou o Vasco na conquista do seu primeiro Campeonato Brasileiro em 1974.O Centenário de Ouro (1997-2000): Com um ataque avassalador comandado por Edmundo, Romário e Juninho Pernambucano, o Vasco viveu uma era de ouro. Conquistou os Brasileiros de 1997 e 2000, a Copa Libertadores de 1998 no ano de seu centenário, e a Copa Mercosul de 2000 após uma virada histórica de 4 a 3 contra o Palmeiras.

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quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

O outro lado da moeda: corporativismo negativo.




Em relação ao post que coloquei na segunda feira (14) - Administração Pública: O Efeito Tuma - onde publiquei uma reportagem da revista Veja quero aproveitar para tocar tema que coloquei no título deste post, "O outro lado da moeda: corporativismo negativo".
Nas investigações subsequentes que estão sendo feitas a respeito da denúncia que a Veja publicou, saiu a notícia que a diretora do órgão citado, o DRCI - Carolina Yumi - estava criando problemas, corporativos, de relacionamento para o seu novo chefe, Secretário Romeu Tuma Júnior, conforme reportagem que está hoje em vários jornais. Ao final do post coloquei o link da "Folha on line" de hoje, que fala do assunto.




A menção que faço sobre o corporativismo negativo está implícito no texto da Folha e mais explicito ainda na mátéria do Correio Braziliense de hoje (folha 4). Pelo que está dito, a diretora não estava respeitando o novo secretário e sonegava informações básicas para quem, como ele, está assumindo um novo cargo executivo. Este é um problema comum nas trocas de comando em órgãos de governos, principalmente na esfera federal.




Pessoalmente, no curso da minha carreira, algumas vezes fui vítima desse tipo de corporativismo. É constrangedor e revoltante. Quem fica ligado - nos cargos de confiança principalmente - à administração que saiu não aceita plenamente a nova chefia e começa a criar problemas de toda ordem. Sempre silenciosos, camuflados; sempre sob o manto da formalidade, mas sempre mal intencionados e anti-profissionais.




Não duvido que o novo secretário tenha sofrido este "ataque corporativo" da diretora que estava lá, ligada à administração anterior. O pior é que estas pessoas não pedem exoneração dos seus cargos. Ficam "pregados" nas suas cadeiras, usufruindo das gratificações e passam a boicotar e trair o novo chefe com a maior desfaçatez.




Por isto faço este reparo ao meu post anterior, sem no entanto retirar nenhum dos argumentos que defendo contra as indicações políticas sem qualificação técnica. Este exemplo do corporativismo covarde que está sendo desnudado no DRCI, só vem confirmar a ineficácia da ocupação de cargos por esta via.




Para finalizar dou uma indicação: estamos prestes a assistir um novo capítulo desta eterna série. Vamos acompanhar o caso da provável nomeação do Senador Edison Lobão para ser o novo Ministro das Minas e Energia.
Ali também vamos ver alguns episódios da reação corporativa contra a indicação política que, no caso do Senador Lobão, nem pode ser taxada de não qualificada. Afinal de contas o currículo do Senador está recheado de funções executivas, como jornalista (foi chefe do departamento jornalístico da Rede Globo no Distrito Federal e como político (foi Governador do Maranhão entre 1991 e 1994). Mas mesmo assim a corporação vai reagir pesadamente, como reagiu e continua, no caso de Furnas e da Infraero. As notícias não aparecem nos jornais mas o caldeirão continua fervendo nestes órgãos.


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