1 de jan de 2008

Entrevista com Kaká

Kaká - “Tudo o que faço é muito bem pensado”
Aos leitores de ÉPOCA, o craque defende decisões como casar-se virgem e doar seu troféu à igreja
REVISTA ÉPOCA
Para Kaká, o título da Copa América de 2007 e o bronze nas Olimpíadas de Pequim, neste ano, demonstram que Dunga tem feito um bom trabalho à frente da Seleção Brasileira. Detentor do título de melhor jogador do mundo concedido pela Fifa, o meia afirma que o grupo tem potencial para conquistar o hexa na Copa do Mundo de 2010, mas tem de obter uma série de vitórias para reconquistar a credibilidade. Nesta entrevista aos leitores de ÉPOCA, Kaká também fala sobre a derrota no Mundial de 2006 e explica por que decidiu casar-se virgem.
ENTREVISTA - KAKÁ

Grazia NeriQUEM É
Nascido em Brasília em 22 de abril de 1982, Ricardo Izecson Santos Leite é casado com Caroline Celico desde dezembro de 2005 e pai de Luca, de 5 meses de idade

CARREIRA
Revelado pelo São Paulo, em 2001, foi vendido ao Milan, da Itália, em 2003. Convocado para a Seleção pela primeira vez em 2002, participou das duas últimas Copas

PRINCIPAIS TÍTULOS 
Ganhou a Copa do Mundo de 2002 pelo Brasil e a Liga dos Campeões em 2007, ano em que foi eleito o melhor jogador do mundo

Qual é sua opinião sobre a atuação do Dunga como técnico da Seleção? Podemos acreditar nela para conquistar o hexa?
Ludimila Andréa Rosa dos Santos
Carapicuíba, SP
Kaká – A atuação do Dunga na Seleção, junto com sua comissão técnica, tem sido boa até aqui. Falo isso pelos resultados, já que ganharam a Copa América em 2007, foram bronze nas Olimpíadas e estão em segundo lugar nas Eliminatórias. Esse grupo tem um grande potencial e pode, sim, conquistar o hexa. Mas, claro, precisa até lá melhorar algumas coisas, ganhar mais experiência.
O que está faltando para que o Brasil volte a ter a melhor Seleção do mundo?
Mayra Cristina da Silva Costa,
 Alfenas, MG
Kaká – Acredito que continuidade. Neste momento, a Seleção Brasileira precisa ganhar e convencer. E, conquistando uma série de vitórias, acredito que teremos a credibilidade de volta.
Você se sente culpado pela derrota na Copa de 2006? Se pudesse voltar no tempo, o que mudaria?
Letícia Leite,
 Aracaju, SE
Kaká – Não me sinto culpado. Se eu pudesse mudar alguma coisa, como já falei, não teria jogado contra a França com dor. No jogo contra Gana, sofri um trauma no joelho esquerdo e essa dor acabou me limitando na partida contra a França. Talvez, com um pouco mais de experiência, eu não tivesse entrado em campo e, sim, deixado alguém que estava em melhores condições que eu.
Você, quando era pequeno, sonhava em jogar num time específico?
Guilherme Mendez,
 Jaguaruaíva, PR

Kaká – No São Paulo e na seleção brasileira.
Você voltará algum dia para o São Paulo?
Diego Campos,
 Cascavel, PR
Kaká – Sou muito grato ao São Paulo e tenho uma ligação muito forte com o clube. Por agora, penso em ficar aqui um bom tempo. Se, no futuro,tiver a oportunidade, voltarei a jogar pelo São Paulo.
Em 2002, quando o Brasil foi penta, você estava na reserva. Em 2006, o sonho do hexa naufragou. Como você encara a Copa de 2010 sendo o principal jogador da Seleção?
Antonio Geraldes,
 São Paulo, SP
Kaká – Encaro como uma grande oportunidade. Poder disputar minha terceira Copa do Mundo seria uma grande oportunidade. Por isso vou me preparar muito para poder estar lá e trazer o hexa.
Você acha justo que os jogadores ganhem salários altíssimos enquanto a maioria da população sobrevive com R$ 415 por mês?
Rita de Cássia Vasconcelos,
 Fortaleza, CE
Kaká – Eu acho. Infelizmente, foi criado em torno dos jogadores de futebol esse comentário de que se ganha muito dinheiro sem merecer. O futebol é um negócio, e em volta desse negócio giram bilhões. O centro desse negócio são os jogadores. Nada mais justo que aqueles que fazem o negócio girar sejam remunerados justamente. Se a empresa onde você trabalha consegue produzir, e você é um funcionário competente dessa empresa, nada mais justo que você venha a ser remunerado por isso.
Você acha que sua beleza mais ajudou ou atrapalhou sua carreira?
Raísa Aquino,
 Salvador, BA
Kaká – Eu sempre procurei me desvincular do jogador bonitinho. Eu sempre quis e quero ser reconhecido pelo meu trabalho, pelas minhas realizações em campo.

É mais fácil conviver com o assédio da imprensa, dos torcedores ou do público feminino?
Mateus Castanho,
 Brasília, DF

Kaká – No começo todo o assédio foi complicado, pois eram situações novas para mim. Depois fui aprendendo a lidar, ficando mais experiente, mais maduro, e hoje posso dizer que e fécil conviver com todo o assédio. Acho que o mais difícil é quando se perde a privacidade, seja com imprensa, com torcedor ou público feminino.

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Um comentário:

  1. Kaká a paz do senhor jesus escrevi domingo passado para te pedir uma ajuda para comprar uma casa moro em catole do rocha na paraiba e sou da igreja batista de catole do rocha sei se for da vontade de Deus vc le isso aqui e for tocado concerteza ser vai me ajudar no que vc puder amigo kaká e Deus ajuda quem dá com alegria e ele nos prospera a cada dia fico grato pela sua resposta abraço. minha conta é irmão kaká-17844-6 agencia-0585-1 catole do rocha paraiba meu endereço é rua avani suassuna mai n-73 batalhao perto da igreja batista e agradeço desde ja ... abraço

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