||| 24 de setembro DE 2026 ||| 5ª feira ||| Campanhas e cores de setembro:🟡 Setembro Amarelo: Prevenção ao suicídio e valorização da vida. 🟢 Setembro Verde: Conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, além da prevenção do câncer de intestino. 🔴 Setembro Vermelho: Alerta para a prevenção e o tratamento de doenças cardiovasculares e saúde do coração. 🟠 Setembro Dourado: Conscientização sobre o diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil. 🟣 Setembro Roxo: Conscientização sobre a fibrose cística e a doença de Alzheimer. 🔵 Setembro Azul: Visibilidade, luta pelos direitos e inclusão da comunidade surda ||| .............. Reflexão: "Nenhum preço é alto demais para pagar pelo privilégio de pertencer a si mesmo". – Friedrich Nietzsche. . |||

 

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Bertrand Arthur William Russell, 3.º Conde Russell (Trelleck, País de Gales, 18 de maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos do século XX. Em diversos momentos, considerou-se liberal, socialista e pacifista, embora tenha admitido que jamais pertenceu a essas correntes num sentido profundo. Como divulgador da filosofia, Russell foi respeitado por muitos como um porta-voz da vida racional e da criatividade, embora as suas posturas em vários temas tenham sido controversas. Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e faleceu em 1970, vítima de uma gripe, numa época em que o império já se havia desmoronado e o seu poder fora exaurido por duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Russell foi um pacifista e defensor do anti-imperialismo. Inicialmente, chegou a defender a pressão nuclear preventiva como forma de evitar conflitos maiores. Foi preso pelo seu pacifismo durante a Primeira Guerra Mundial. Mais tarde, concluiu que a guerra contra Adolf Hitler era um "mal necessário" e criticou severamente o totalitarismo estalinista, além de condenar o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietname. Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais lutou por ideais humanitários e pela liberdade de pensamento". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell]

 

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Brasil - Autópsia da corrupção

"Em maio de 2005, VEJA publicou uma reportagem revelando o monstro que se cria quando se misturam no mesmo ambiente interesses públicos, privados e políticos. Um diretor da ECT (Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos) foi flagrado em uma gravação de vídeo recebendo propina e narrando em detalhes o funcionamento de uma estrutura clandestina de arrecadação de dinheiro. As imagens correram o mundo e provocaram o maior escândalo político desde o impeachment do presidente Fernando Collor. O Congresso instaurou uma comissão parlamentar de inquérito e, a partir dela, desvendou-se uma enorme rede de corrupção envolvendo gente graúda do governo, parlamentares e empresários. O esquema, batizado de mensalão, arrecadava dinheiro em empresas públicas para subornar deputados. Quarenta pessoas estão sendo processadas por crimes de corrupção e formação de quadrilha. Agora, quase três anos depois, a Polícia Federal concluiu a investigação sobre a gênese do escândalo. Os Correios eram exatamente aquilo que as imagens mostraram – um covil usado pelos políticos para desviar dinheiro público mediante a indicação de pessoas para ocupar cargos estratégicos.
Funcionava nos moldes de uma organização criminosa, com chefes, escalões de comando, contabilidade própria, ameaças, extorsões e pagamentos de propina.

VEJA teve acesso ao relatório final da Polícia Federal sobre o caso. O documento revela o poder de destruição de uma das piores pragas da política brasileira: o loteamento de cargos. Em 130 páginas, a Polícia Federal disseca, a partir dos Correios, a maneira como os políticos tomam de assalto empresas públicas para satisfazer interesses pessoais e partidários. O relatório ajuda a entender por que deputados e senadores, independentemente de credo ou ideologia, vivem numa guerrilha permanente para indicar seus afilhados para cargos no governo federal, estadual ou municipal. Fica evidente que a meta a ser perseguida é o binômio poder e dinheiro – principalmente dinheiro, que compra o poder. Maurício Marinho, o funcionário filmado recebendo propina, foi escolhido para ocupar o cargo pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), uma das catorze agremiações aliadas ao governo. Por sua mesa, em três anos, transitou boa parte dos negócios realizados pela companhia. A polícia, com a ajuda de auditores, constatou que os contratos assinados por Marinho e outros diretores dos Correios, em sua maioria, foram "cavilosamente fraudados". Há casos de licitações dirigidas, compras sem necessidade, conluio entre empresas e superfaturamento em índices inacreditáveis de 400%. Tudo isso envolvendo mais 8 bilhões de reais em recursos. Parte desse dinheiro, segundo a polícia, foi desviada dos cofres públicos para os bolsos dos corruptos e alimentou campanhas políticas." (continua)
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Este é o trecho inicial da reportagem de capa da Revista Veja dessa semana. Para quem não teve oportunidade de ler a revista veja a matéria completa clicando no título Autópsia da Corrupção.
Após ler a reportagem considerei que reflete o que de mais próximo já foi publicado sobre o funcionamento dos mecanismos da corrupção nos órgão públicos "dirigidos" pelas indicações políticas de baixa extração.
Por isto estou postando-a aqui no blog; porque diz respeito ao funcionamento das instituições da administração pública quando corrompidas pelos interesses da "politicalha" e da corrupção mais deslavada.
Para se defender e combater a corrupção é preciso conhecer como funciona. Esse é o objetivo de repetir, aqui no blog, a excelente máteria da VEJA. Para quem se interessar pelo tema, é imperdível.
Coloquei dois vídeos que copiei do site da Veja (se for assinante clique aqui) com a figura patética do Maurício Marinho recebendo a propina e - falastrão, confiante na impunidade e no "padrinho" - descrevendo onde e como poderiam ser recebidas.

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