||| 01 de novembro DE 2026 ||| domingo ||| dia de todos os santos ||| Reflexão: "Todas as grandezas do mundo não valem um bom amigo". --- Voltaire . |||

 

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O Dia de Todos os Santos é celebrado anualmente em 1º de novembro e não é feriado no Brasil. Esta data é dedicada à celebração e homenagem de todos os santos e mártires das igrejas cristãs, garantindo que aqueles que não têm uma data própria de festejo não sejam esquecidos. Ao longo do ano, todos os dias há a comemoração de um santo. Por exemplo, 4 de outubro é o Dia de Francisco de Assis, 28 de outubro é o Dia de São Judas Tadeu, mas há muitos santos que não são conhecidos. Assim, o dia 1 de novembro serve para homenagear esses santos. Santos são pessoas que praticaram o bem, que dedicaram a sua vida pelos outros e, por isso, a Igreja acredita que estejam junto de Deus. A celebração é reconhecida por várias denominações cristãs, como católicos romanos, ortodoxos, anglicanos e luteranos. O Dia de Todos os Santos é celebrado nesta data em todo o ocidente, enquanto nas igrejas do oriente, a comemoração acontece no primeiro domingo após o Pentecostes. Origem do Dia de Todos os Santos A ideia de homenagear todos os santos teria começado por volta do século IV, na Antioquia, quando se recordavam os santos mártires no primeiro domingo após Pentecostes. Nos primeiros anos da Igreja Católica, estima-se que mais de seis mil santos e beatos foram mortos pelos romanos. Mais tarde, no ano 835 d.C., o papa Gregório IV decidiu dedicar o dia 1º de novembro a todos aqueles que tiveram uma vida santa, mas não foram lembrados ao longo do ano, ou mesmo não foram reconhecidos como santos oficialmente pela Igreja. Como o Dia de Todos os Santos é celebrado? O Dia de Todos os Santos não é feriado no Brasil, mas sim no dia seguinte, dia 2 de novembro, que é o Dia de Finados. Em Portugal, o Dia de Todos os Santos é feriado, por isso, é nesse dia que as pessoas aproveitam para visitar as campas dos familiares nos cemitérios. No Peru, o Dia de Todos os Santos é bastante comemorado. Lá, além de visitar as campas dos entes queridos falecidos, os peruanos preparam pratos tradicionais para oferecer de forma simbólica aos mortos. As crianças são vestidas com roupas de festa. Ao encontrar uma criança semelhante a uma falecida, essa família presenteia tal criança com “anjos”. Os chamados "anjos" são pãezinhos típicos ou doce de batata-doce, que são decorados de forma bonita e cuidadosa. De acordo com as tradições da Igreja Católica, após a celebração da Festa de Todos os Santos (Festum Omnium Sanctorum, em latim) em 1º de novembro, celebra-se o Dia de Finados, em 2 de novembro.

pensamento dia

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Frase

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Ambroise-Paul-Toussaint-Jules Valéry (Sète, 30 de outubro de 1871 — Paris, 20 de julho de 1945) foi um filósofo, escritor e poeta francês da escola simbolista cujos escritos incluem interesses em matemática, filosofia e música. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Paul_Val%C3%A9ry }

 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

“O Poder do Porteiro” – Já foi vítima ou a mosca azul lhe visitou?



“O Poder do Porteiro” 

Ao tempo da minha trajetória de gerente tive a oportunidade de, por diversas ocasiões, observar - no mundo das corporações - o (falso) poder das posições de comando, aplicado com atitudes pequenas, injustiças e ações pouco dignas, por parte de quem os exercia.

Ao longo da carreira  - não sem ser tocado também - fui tomando consciência de como era comum a existência, nas corporações, de presidentes, gerentes, diretores, chefes de setores e até de funções menores, que não estavam preparados para exerce-las e mesmo assim estavam lá, sentados nas mesas de direção ou atrás de um guichê. Inevitavelmente, essas pessoas praticavam - umas eventualmente, outras habitualmente - o que resolvi chamar de “Poder do Porteiro”. 

Utilizo a expressão como ilustração, obviamente sem nenhum demérito ou preconceito em relação aos porteiros, mas para caracterizar a utilização de um cargo – seja em que nível for – para barrar, sem justificativas plausíveis as demandas legítimas e triviais de subordinados ou dependentes.

Já vi acontecer negativas “gratuitas" a pedidos legítimos – realização de um mestrado, por exemplo; ou impedindo uma viagem ao exterior para participar de cursos ou eventos técnicos – simplesmente para demonstrar poder ou porque “não estava no dia de aprovar nada”. Isso mesmo! Já vi essa versão do “poder do porteiro”.

A figura da metáfora que visualizo é a daquele porteiro que, no tumulto da entrada de um evento, onde não se exigem convites, utiliza seu poder exclusivo e naquele momento único, para barrar quem quer e “escolher” quem entra no recinto do qual ele está encarregado de cuidar do acesso. Faz suas escolhas pela sua falta de empatia com o barrado, pela fisionomia, pela roupa... e não tem conversa, não tem argumento que o convença. Naquele momento  glorioso, ele é o todo poderoso e sua palavra é definitiva e sumária. Quem nunca viu isto ocorrer?

No casos das organizações - administração pública principalmente - esse "porteiro",  que tem um dever a cumprir considerando mérito,  imparcialidade e circunstância e é pago para isso, denigre seu trabalho deixa-se corromper às vezes pelos simples deleite de exercer o "prazer de mandar". 

O “poder do porteiro” fica caracterizado pela sua irrelevância e pelo mero uso da faculdade de decidir contra quando todas as regras e circunstâncias indicam que poderia  simplesmente decidir a favor.

Fui buscar algo sobre o tema no Google e descobri que a ciência da psicologia trata dessa questão sob a denominação de “Síndrome do Pequeno Poder”. Existem diversos outros links no Google sobre o tema.

Quem não terá sido vítima deste mau comportamento corporativo? Ou quem não terá aplicado, no exercício de uma função de mando, o “poder do porteiro”? A utilização repetida dessa atitude indica que a pessoa tem sérios problemas psicológicos e ,provavelmente, sofre da síndrome. O famoso “tapa na mesa” em reuniões, como hábito, é uma ótima ilustração, exemplar, dos executivos que precisam demonstrar seu poder de porteiro em situações banais e corriqueiras.

Particularmente utilizo a expressão “uso dos pequenos e podres poderes” quando essa é uma conduta habitual e se refere a casos de pequena expressão. A caracterização do Poder do Porteiro, na essência, será sempre a de uma decisão contra algo - de qualquer importância - que poderia, sem prejuízo para ninguém, ter sido favorável. 

Ninguém está livre de ser  "contaminado"  pelo Poder do Porteiro.  Eu mesmo já estive nesse grupo, mas consegui sair muito cedo e passei a  identificar casos e  procurar ajudar amigos e colegas que estavam sendo  afetados. Não foram poucos...

Clique aqui  para ter acesso a um excelente artigo sobre a síndrome do pequeno poder. 


5 comentários:

  1. O texto é sensacional.... e mostra como "Poder do Porteiro" tem sido usado indistintamente.

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  2. Excelente artigo Drummond!
    Infelizmente percebo um certo despreparo, atrelado a ausência de características básicas para um gestor, principalmente no serviço público. Em suma, estamos cheios de porteiros!

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  3. Bem colocado,amigo,ao longo da minha vida profissional, enfrentei alguns Porteiros . Um traço comum que identifiquei era que na maioria das vezes eram pessoas inseguras que necessitavam de afirmacao . Não raramente eram inclusive despreparadas para o cargo de "Porteiro" ! Aí piorava , queriam mostrar poder, e se sentiam a encarnação do Super-homem. E como vc falou, existe tanto no setor privado como público !!

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    1. Caro Antônio Henrique, excelente comentário. Para quem tem experiência e vivência no mundo corporativo, como você, é perceptível reconhecer os "porteiros". Infelizmente eles são numerosos. Obrigado pela visita e principalmente pelo comentário. Volte sempre. Abraço.

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    2. Caro Leandro, prazer em tê-lo aqui, comentando no blog. Comentário verdadeiro o seu. Realmente em nossas trajetórias profissionais temos que estar preparados para nos depararmos com os "porteiros". Eles fazem parte da natureza humana. Grande abraço e volte sempre.

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