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||| 27 de abril DE 2026 ||| 2ª feira ||| Dia Nacional da empregada doméstica ||| "Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade." (Carlos Drummond de Andrade) |||

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O Dia da Empregada Doméstica é comemorado anualmente em 27 de Abril. A data celebra as profissionais responsáveis pela arrumação e organização do lar, preparar o almoço e jantar para as crianças, fazer o supermercado para a casa, entre outras tarefas que ajudam a manter o equilíbrio e bom funcionamento de uma residência familiar, por exemplo. A Lei nº 5.859, de 11 de Dezembro de 1978, regulamenta a profissão de Empregado Doméstico, estipulando os direitos e deveres do profissional. No entanto, mesmo sendo oficializada, muitos profissionais da área reclamam das condições de precárias de trabalho. Caracteriza-se como empregada doméstica quem trabalha durante cinco dias numa residência. Estima-se que 4% dos lares brasileiros tenham empregadas domésticas mensalistas. Origem do Dia da Empregada Doméstica O Dia Nacional da Empregada Doméstica é comemorado em 27 de Abril em homenagem à Santa Zita, considerada a padroeira das(os) empregadas(os) domésticas(os). Santa Zita nasceu em 1218, na cidade de Lucca, na Itália, e trabalhou desde os seus 12 anos de idade até sua morte para uma família italiana. Zita era conhecida por ser bastante generosa com os pobres, sendo que tirava sempre o seu (pouco) dinheiro para oferecer aos menos favorecidos que sempre batiam à porta da família para a qual trabalhava. A empregada doméstica morreu em 27 de Abril de 1271, e devido a seu exemplo de santidade, o Papa Inocêncio XII a canonizou em 1696 e declarou-a como a "Santa das Empregadas Domésticas".


Anne-Louise Germaine de Staël-Holstein (Paris, 22 de abril de 1766 – 14 de julho de 1817), mais conhecida como Madame de Staël, foi uma intelectual, ensaísta e romancista francesa, que presenciou em primeira mão a Revolução Francesa, a Era Napoleônica e a Restauração. Ao lado de Benjamin Constant, ela formou um dos casais intelectuais mais celebrados de seu tempo. Ela foi uma das mais conhecidas opositoras a Napoleão e, com sua obra Da Alemanha, despertou o interesse do restante da Europa na cultura alemã. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Germaine_de_Sta%C3%ABl]


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

“O Poder do Porteiro” – Já foi vítima ou a mosca azul lhe visitou?



“O Poder do Porteiro” 

Ao tempo da minha trajetória de gerente tive a oportunidade de, por diversas ocasiões, observar - no mundo das corporações - o (falso) poder das posições de comando, aplicado com atitudes pequenas, injustiças e ações pouco dignas, por parte de quem os exercia.

Ao longo da carreira  - não sem ser tocado também - fui tomando consciência de como era comum a existência, nas corporações, de presidentes, gerentes, diretores, chefes de setores e até de funções menores, que não estavam preparados para exerce-las e mesmo assim estavam lá, sentados nas mesas de direção ou atrás de um guichê. Inevitavelmente, essas pessoas praticavam - umas eventualmente, outras habitualmente - o que resolvi chamar de “Poder do Porteiro”. 

Utilizo a expressão como ilustração, obviamente sem nenhum demérito ou preconceito em relação aos porteiros, mas para caracterizar a utilização de um cargo – seja em que nível for – para barrar, sem justificativas plausíveis as demandas legítimas e triviais de subordinados ou dependentes.

Já vi acontecer negativas “gratuitas" a pedidos legítimos – realização de um mestrado, por exemplo; ou impedindo uma viagem ao exterior para participar de cursos ou eventos técnicos – simplesmente para demonstrar poder ou porque “não estava no dia de aprovar nada”. Isso mesmo! Já vi essa versão do “poder do porteiro”.

A figura da metáfora que visualizo é a daquele porteiro que, no tumulto da entrada de um evento, onde não se exigem convites, utiliza seu poder exclusivo e naquele momento único, para barrar quem quer e “escolher” quem entra no recinto do qual ele está encarregado de cuidar do acesso. Faz suas escolhas pela sua falta de empatia com o barrado, pela fisionomia, pela roupa... e não tem conversa, não tem argumento que o convença. Naquele momento  glorioso, ele é o todo poderoso e sua palavra é definitiva e sumária. Quem nunca viu isto ocorrer?

No casos das organizações - administração pública principalmente - esse "porteiro",  que tem um dever a cumprir considerando mérito,  imparcialidade e circunstância e é pago para isso, denigre seu trabalho deixa-se corromper às vezes pelos simples deleite de exercer o "prazer de mandar". 

O “poder do porteiro” fica caracterizado pela sua irrelevância e pelo mero uso da faculdade de decidir contra quando todas as regras e circunstâncias indicam que poderia  simplesmente decidir a favor.

Fui buscar algo sobre o tema no Google e descobri que a ciência da psicologia trata dessa questão sob a denominação de “Síndrome do Pequeno Poder”. Existem diversos outros links no Google sobre o tema.

Quem não terá sido vítima deste mau comportamento corporativo? Ou quem não terá aplicado, no exercício de uma função de mando, o “poder do porteiro”? A utilização repetida dessa atitude indica que a pessoa tem sérios problemas psicológicos e ,provavelmente, sofre da síndrome. O famoso “tapa na mesa” em reuniões, como hábito, é uma ótima ilustração, exemplar, dos executivos que precisam demonstrar seu poder de porteiro em situações banais e corriqueiras.

Particularmente utilizo a expressão “uso dos pequenos e podres poderes” quando essa é uma conduta habitual e se refere a casos de pequena expressão. A caracterização do Poder do Porteiro, na essência, será sempre a de uma decisão contra algo - de qualquer importância - que poderia, sem prejuízo para ninguém, ter sido favorável. 

Ninguém está livre de ser  "contaminado"  pelo Poder do Porteiro.  Eu mesmo já estive nesse grupo, mas consegui sair muito cedo e passei a  identificar casos e  procurar ajudar amigos e colegas que estavam sendo  afetados. Não foram poucos...

Clique aqui  para ter acesso a um excelente artigo sobre a síndrome do pequeno poder. 


5 comentários:

  1. O texto é sensacional.... e mostra como "Poder do Porteiro" tem sido usado indistintamente.

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  2. Excelente artigo Drummond!
    Infelizmente percebo um certo despreparo, atrelado a ausência de características básicas para um gestor, principalmente no serviço público. Em suma, estamos cheios de porteiros!

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  3. Bem colocado,amigo,ao longo da minha vida profissional, enfrentei alguns Porteiros . Um traço comum que identifiquei era que na maioria das vezes eram pessoas inseguras que necessitavam de afirmacao . Não raramente eram inclusive despreparadas para o cargo de "Porteiro" ! Aí piorava , queriam mostrar poder, e se sentiam a encarnação do Super-homem. E como vc falou, existe tanto no setor privado como público !!

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    1. Caro Antônio Henrique, excelente comentário. Para quem tem experiência e vivência no mundo corporativo, como você, é perceptível reconhecer os "porteiros". Infelizmente eles são numerosos. Obrigado pela visita e principalmente pelo comentário. Volte sempre. Abraço.

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    2. Caro Leandro, prazer em tê-lo aqui, comentando no blog. Comentário verdadeiro o seu. Realmente em nossas trajetórias profissionais temos que estar preparados para nos depararmos com os "porteiros". Eles fazem parte da natureza humana. Grande abraço e volte sempre.

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Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Sua participação me incentiva e provoca. Obrigado.