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John Ronald Reuel Tolkien, conhecido mundialmente como J. R. R. Tolkien (Bloemfontein, 3 de janeiro de 1892 – Bournemouth, 2 de setembro de 1973), foi um escritor, professor universitário e filólogo britânico, nascido na atual África do Sul, que recebeu o título de doutor em Letras e Filologia pela Universidade de Liège e Dublin, em 1954. É autor das obras como O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion. Em 28 de março de 1972, Tolkien foi nomeado Comendador da Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth II. As suas obras foram traduzidas para mais de cinquenta idiomas, vendendo mais de 200 milhões de cópias e influenciando continuadamente gerações e gerações. Em 2008, The Times listou Tolkien como o sexto entre os maiores escritores Britânicos desde 1945. Em 2009, a revista Forbes listou as 13 celebridades mortas que mais lucraram no respectivo ano. Tolkien alcançou a quinta posição, com ganhos estimados em 50 milhões de dólares.[https://pt.wikipedia.org/wiki/J._R._R._Tolkien]


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

“O Poder do Porteiro” – Já foi vítima ou a mosca azul lhe visitou?



“O Poder do Porteiro” 

Ao tempo da minha trajetória de gerente tive a oportunidade de, por diversas ocasiões, observar - no mundo das corporações - o (falso) poder das posições de comando, aplicado com atitudes pequenas, injustiças e ações pouco dignas, por parte de quem os exercia.

Ao longo da carreira  - não sem ser tocado também - fui tomando consciência de como era comum a existência, nas corporações, de presidentes, gerentes, diretores, chefes de setores e até de funções menores, que não estavam preparados para exerce-las e mesmo assim estavam lá, sentados nas mesas de direção ou atrás de um guichê. Inevitavelmente, essas pessoas praticavam - umas eventualmente, outras habitualmente - o que resolvi chamar de “Poder do Porteiro”. 

Utilizo a expressão como ilustração, obviamente sem nenhum demérito ou preconceito em relação aos porteiros, mas para caracterizar a utilização de um cargo – seja em que nível for – para barrar, sem justificativas plausíveis as demandas legítimas e triviais de subordinados ou dependentes.

Já vi acontecer negativas “gratuitas" a pedidos legítimos – realização de um mestrado, por exemplo; ou impedindo uma viagem ao exterior para participar de cursos ou eventos técnicos – simplesmente para demonstrar poder ou porque “não estava no dia de aprovar nada”. Isso mesmo! Já vi essa versão do “poder do porteiro”.

A figura da metáfora que visualizo é a daquele porteiro que, no tumulto da entrada de um evento, onde não se exigem convites, utiliza seu poder exclusivo e naquele momento único, para barrar quem quer e “escolher” quem entra no recinto do qual ele está encarregado de cuidar do acesso. Faz suas escolhas pela sua falta de empatia com o barrado, pela fisionomia, pela roupa... e não tem conversa, não tem argumento que o convença. Naquele momento  glorioso, ele é o todo poderoso e sua palavra é definitiva e sumária. Quem nunca viu isto ocorrer?

No casos das organizações - administração pública principalmente - esse "porteiro",  que tem um dever a cumprir considerando mérito,  imparcialidade e circunstância e é pago para isso, denigre seu trabalho deixa-se corromper às vezes pelos simples deleite de exercer o "prazer de mandar". 

O “poder do porteiro” fica caracterizado pela sua irrelevância e pelo mero uso da faculdade de decidir contra quando todas as regras e circunstâncias indicam que poderia  simplesmente decidir a favor.

Fui buscar algo sobre o tema no Google e descobri que a ciência da psicologia trata dessa questão sob a denominação de “Síndrome do Pequeno Poder”. Existem diversos outros links no Google sobre o tema.

Quem não terá sido vítima deste mau comportamento corporativo? Ou quem não terá aplicado, no exercício de uma função de mando, o “poder do porteiro”? A utilização repetida dessa atitude indica que a pessoa tem sérios problemas psicológicos e ,provavelmente, sofre da síndrome. O famoso “tapa na mesa” em reuniões, como hábito, é uma ótima ilustração, exemplar, dos executivos que precisam demonstrar seu poder de porteiro em situações banais e corriqueiras.

Particularmente utilizo a expressão “uso dos pequenos e podres poderes” quando essa é uma conduta habitual e se refere a casos de pequena expressão. A caracterização do Poder do Porteiro, na essência, será sempre a de uma decisão contra algo - de qualquer importância - que poderia, sem prejuízo para ninguém, ter sido favorável. 

Ninguém está livre de ser  "contaminado"  pelo Poder do Porteiro.  Eu mesmo já estive nesse grupo, mas consegui sair muito cedo e passei a  identificar casos e  procurar ajudar amigos e colegas que estavam sendo  afetados. Não foram poucos...

Clique aqui  para ter acesso a um excelente artigo sobre a síndrome do pequeno poder. 


5 comentários:

  1. O texto é sensacional.... e mostra como "Poder do Porteiro" tem sido usado indistintamente.

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  2. Excelente artigo Drummond!
    Infelizmente percebo um certo despreparo, atrelado a ausência de características básicas para um gestor, principalmente no serviço público. Em suma, estamos cheios de porteiros!

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  3. Bem colocado,amigo,ao longo da minha vida profissional, enfrentei alguns Porteiros . Um traço comum que identifiquei era que na maioria das vezes eram pessoas inseguras que necessitavam de afirmacao . Não raramente eram inclusive despreparadas para o cargo de "Porteiro" ! Aí piorava , queriam mostrar poder, e se sentiam a encarnação do Super-homem. E como vc falou, existe tanto no setor privado como público !!

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    1. Caro Antônio Henrique, excelente comentário. Para quem tem experiência e vivência no mundo corporativo, como você, é perceptível reconhecer os "porteiros". Infelizmente eles são numerosos. Obrigado pela visita e principalmente pelo comentário. Volte sempre. Abraço.

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    2. Caro Leandro, prazer em tê-lo aqui, comentando no blog. Comentário verdadeiro o seu. Realmente em nossas trajetórias profissionais temos que estar preparados para nos depararmos com os "porteiros". Eles fazem parte da natureza humana. Grande abraço e volte sempre.

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