||| 13 de agosto DE 2026 ||| 5ª feira ||| Não à violência contra a criança ||| *Reflexão: “Um amigo é alguém que gosta de você, apesar do seu sucesso" . --- ( Murilo Felisberto ) |||

 

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A violência contra a criança engloba qualquer ação ou omissão — física, sexual, psicológica ou de negligência — cometida por pais, responsáveis ou pessoas próximas que prejudique o desenvolvimento, a integridade ou a vida dos menores, ocorrendo majoritariamente no ambiente doméstico.Tipos de ViolênciaFísica: Uso de força corporal (como tapas, surras ou queimaduras) para causar dor ou lesão.Psicológica/Emocional: Ameaças, humilhações, xingamentos e rejeição contínua.Sexual: Abuso, exploração ou exposição de menores a conteúdos impróprios.Negligência: Ausência de cuidados básicos essenciais, como alimentação, saúde, afeto, higiene e educação.Onde Buscar Ajuda e DenunciarDisque 100: Serviço gratuito do governo federal para denúncias de violações de direitos humanos (funciona 24 horas).Conselho Tutelar: Órgão municipal encarregado de zelar pelos direitos da criança e do adolescente.Delegacias Especializadas: Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) ou delegacias comuns em caráter de urgência.Polícia Militar (190): Em situações de flagrante ou risco imediato de vida.Proteção e Deveres no ECA Proibição total: O Artigo 5º determina que nenhuma criança sofra violência ou opressão, punindo quem atente contra seus direitos por ação ou omissão. www.planalto.gov.br Obrigatoriedade de denúncia: O Artigo 13 obriga qualquer pessoa — especialmente médicos, professores e profissionais de saúde — a comunicar imediatamente ao Conselho Tutelar ou autoridades qualquer suspeita ou confirmação de maus-tratos. Ocultar esses crimes gera consequências legais. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Medidas de proteção: O Artigo 101 prevê ações rápidas para afastar a vítima do perigo, como acolhimento institucional, afastamento do agressor do lar e atendimento médico ou psicológico. Canal de denúncia: Casos de violência infantil podem ser denunciados anonimamente pelo Disque 100 (Direitos Humanos) ou diretamente aos órgãos de proteção locais. Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo.

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sábado, 10 de dezembro de 2011

Transposição do São Francisco - Estadão denuncia um descalabro técnico nas obras.

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Assisti constrangido as imagens do vídeo abaixo, divulgadas no site do jornal Estado de São Paulo no dia quatro p.p. denunciando as obras do sistema de transposição de águas da bacia do São Francisco. Mas não é uma denúncia só por denunciar ou como gostam de dizer ultimamente alguns personagens da nossa política, não simples denuncismo.
O que vemos nas imagens é um jovem padre da diocese de Floresta em Pernambuco  - que foi encarregado pelo seu Bispo para fiscalizar as obras da transposição naquele trecho - apresentar uma situação real e mostrada ao vivo em vídeo. Esse tipo de fiscalização, diga-se de passagem, é mais do que legítima e abro um parentesis aqui para dizer que não só a Igreja, mas uma série de outras instituições com credibilidade deveriam fazer o mesmo ou seja colocar seus agentes para fiscalizar e acompanhar as obras públicas em suas regionais.
O vídeo apresentado no site do jornal Estado de São Paulo é uma denúncia gravíssima contra as obras da chamada "Transposição do São Francisco". Mais que isso, é um escândalo técnico. O que ocorreu naquele trecho de canal exibido no vídeo é impossível de acontecer se existir projeto sério, construção responsável e fiscalização presente. É caso típico para, no mínimo, o Ministério Público Federal investigar. 
As placas de concreto do fundo do canal foram "levantadas" como se tivessem sido atingidas por um terremoto que passou ali. Mas não foi nada disso! 
Conheço muito bem esse tipo de obra e posso afirmar (só pela sequência de imagens) que além de existirem defeitos profundos no projeto, principalmente no que se refere a sua geotecnia, a execução e a fiscalização foram no mínimo irresponsáveis por haver executado a obra naquelas condições. 
Aquilo ali não acontece do dia para a noite. Claramente houve um movimento de terreno nas bermas (os aterro laterais que formam as bordas) do canal que comprimiu as placas de concreto no fundo e levantou-as. Ali tem defeito grave de projeto, de execução e de fiscalização. Fico muito triste porque a engenharia brasileira domina há muitos anos a tecnologia para a construção de canais de grande porte e essa barbaridade não poderia ter acontecido.
Com toda minha experiência inclusive de ver muita coisa errada nunca me deparei com algo assim. Já construí - como engenheiro de firma empreiteira e de empresa pública  e como diretor de Engenharia da Codevasf - mais de 300 quilômetros de canais para transportar água. Nunca vi nada igual a esse descalabro. Vejam a que ponto pode chegar uma gestão que faz as coisas com pressa e sem os cuidados técnicos devidos. Uma lástima!
Espero que os órgãos de controle, as autoridades do Governo Federal (pois sei que as altas esferas do comando do Ministério da Integração Nacional não concordam com isso), as entidades de classe da construção civil e o Ministério Público não deixem essa denúncia passar em branco. 
Observo que o vídeo no Estadão é do dia quatro desse mês e até agora (dez de dezembro) não vi nada nos outros jornais, nos tele-jornais ou nas revistas. É muito grave o que este vídeo do Padre Sebastião nos mostra.


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