28 de nov de 2009

A arriscada carreira do empreendedor.


Empreendedorismo

Rumo a uma vida sem chefes

SONHO REALIZADO
Gica Mesiara deixou a carreira de bancária e hoje tem uma empresa de paisagismo

Quem conversa com um jovem sobre perspectivas de carreira costuma citar, como meta a ser perseguida, um bom emprego numa multinacional ou em um órgão governamental. Poucos se lembram de mencionar a possibilidade de ter um negócio como caminho para a realização e a estabilidade financeira. Talvez porque abrir uma empresa – e fazê-la sobreviver aos delicados primeiros anos – nunca tenha sido tarefa fácil no Brasil. A boa notícia é que as condições gerais estão ficando um pouco mais amigáveis. Nos últimos três anos, de acordo com pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o porcentual de empresas que conseguem completar dois anos aumentou de 51% para 78%, resultado que pode ser atribuído ao ambiente econômico mais favorável – com controle de inflação, maior disponibilidade de crédito, queda da taxa de juros e aumento de consumo – e à melhora no grau de preparo dos empreendedores. O porcentual de donos de novos negócios com nível superior, completo ou incompleto, já chega a 79%, e a proporção dos que têm experiência anterior em empresa privada subiu de 34% para 51%.
Conhecer o mercado em que se vai atuar é considerado o principal fator de sobrevivência das empresas recém-fundadas. Só assim é possível identificar oportunidades de negócio e desenvolver uma boa estratégia de vendas. Os engenheiros Gustavo Vieira, de 27 anos, e Bernardo Castro e Adriano Naspolini, de 29, por exemplo, perceberam que o agronegócio no Brasil demandava tecnologia a baixo custo e abriram uma empresa que desenvolve, entre outros produtos, sistemas automáticos de adubação. Com cinco anos de existência e baseada em Florianópolis, a Arvus deve fechar o ano com um faturamento de 1 milhão de reais. Do ponto de vista financeiro, a maior chance de sucesso está do lado de quem dispõe de recursos próprios para o investimento inicial e o capital de giro – recorrer ao dinheiro caro dos bancos é o primeiro passo para abrir um rombo irrecuperável nas contas. O investimento médio para abrir um pequeno negócio no Brasil é de aproximadamente 100 000 reais. O retorno é demorado, mesmo porque é preciso reinvestir o lucro na própria empresa, especialmente nos primeiros anos.

Ricardo Benichio
PRONTO PARA O FUTURO
Victor, aluno do Dante Alighieri, está aprendendo noções básicas de empreendedorismo

Na fase inicial, não é fácil remunerar bem os colaboradores, o que contribui para a dificuldade de contar com boa mão de obra – entre os funcionários das novas empresas, 82% ganham até dois salários mínimos por mês. "Foi nesse ponto que eu mais penei. No começo, contratava por afinidade pessoal e por confiar demais no meu instinto, e várias vezes me dei mal", diz a paisagista paulistana Gica Mesiara, de 35 anos, dona da Quadro Vivo, especializada em paisagismo vertical. Gica, que seis anos atrás trabalhava como gerente de banco, decidiu então repassar a uma empresa de recursos humanos a tarefa de selecionar profissionais com o perfil de que precisa. O consultor de empreendedorismo Luiz Fernando Garcia diz que um dos erros mais comuns entre os donos de novos negócios é tentar "abraçar o mundo" e não dar conta satisfatoriamente de nenhuma das tarefas. 

Eduardo Marques/Tempo Editorial
PERSISTÊNCIA
Gustavo, Adriano e Bernardo, da Arvus, dedicaram os três primeiros anos da empresa só a criar produtos

As características pessoais mais exigidas de um empreendedor, apontadas pela pesquisa do Sebrae, são a persistência, a criatividade e a disposição para correr riscos. Mas até que ponto o empreendedorismo pode ser considerado uma vocação ou, simplesmente, algo que se aprende? Resposta: é preciso mesclar as duas características. Algumas escolas já se deram conta disso e incluíram o empreendedorismo na grade curricular, preocupadas em apresentá-lo aos estudantes como uma possibilidade concreta para o futuro. É o caso do tradicional Colégio Dante Alighieri, em São Paulo. Neste ano, após palestras e grupos de discussão para estudantes do 9º ano e do ensino médio, será aberta uma miniempresa gerida pelos alunos sob orientação de especialistas da Junior Achievement, fundação voltada à difusão de conceitos de economia e negócios nas escolas. Para o estudante Victor Marelli Thut, de 14 anos, um dos quarenta participantes da primeira oficina, tornar-se empreendedor virou uma alternativa que até recentemente ele nem sequer cogitava. "Ter despertado cedo para o tema pode ser muito importante para o meu futuro", diz Victor. 

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