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||| 14 de junho DE 2026 ||| domingo ||| dia mundial do doador de sangue ||| * Reflexão: “Um pouco de desprezo economiza bastante ódio.” (Jules Renard) |||

Bem vindo

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O Dia Mundial do Doador de Sangue é comemorado anualmente em 14 de junho. O objetivo desta data é homenagear a todos os doadores de sangue e conscientizar os não-doadores sobre a importância deste ato, que é responsável pela salvação de milhares de vida. A data foi criada por iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2014, e o dia escolhido é uma homenagem ao nascimento de Karl Landsteiner (14 de junho de 1868 - 26 de junho de 1943), um imunologista austríaco que descobriu o fator Rh e várias diferenças entre os diversos tipos sanguíneos. Dia Mundial do Doador de Sangue Quem pode doar sangue? Para doar sangue, a pessoa deve estar enquadrada dentro de algumas características específicas, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS): Homem ou mulher entre 16 e 68 anos; Ter acima de 50 quilos; Não ter Hepatite B, Hepatite C, Doença de Chagas, Sífilis, AIDS (HIV), HTLV; Estar bem alimentado e descansado; As parturientes devem esperar entre 90 e 180 dias após o parto; Se estiver gripado, esperar no mínimo 7 dias após a recuperação para poder doar; Após uma doação, as mulheres devem esperar 90 dias para fazê-lo novamente; enquanto os homens devem esperar 60 dias. Doação de sangue no Brasil No Brasil, segundo a campanha #PartiuDoarSangue, apenas 1,8% da população se dispõe a doar sangue, enquanto o ideal seria 5%. Esse cenário vem mudando com as sucessivas campanhas de esclarecimento junto à população para que aumente no número de doadores de sangue em todo país.

pensamento dia

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Frase

Frase
Charles Pierre Baudelaire (Paris, 9 de abril de 1821 — Paris, 31 de agosto de 1867) foi um poeta, ensaísta, tradutor e crítico de arte francês. É considerado um dos precursores do simbolismo e reconhecido internacionalmente como o fundador da tradição moderna em poesia, juntamente com Walt Whitman, embora tenha se relacionado com diversas escolas artísticas. Sua obra teórica também influenciou profundamente as artes plásticas do século XIX. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Baudelaire)

 

sábado, 16 de maio de 2009

César Maia escreve sobre Floriano Peixoto

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Já fazia algum tempo que não publicava a coluna de César Maia aqui na Oficina de Gerencia. É que o colunista escreveu muito sobre política partidaria (ou quase) e eu mantenho firme a linha de publicação do blog. Nada de política! Nada de Religião! Futebol, sim, pode!

Hoje, a coluna dele na Folha de São Paulo conta algumas histórias sobre um eminente personagem da História do Brasil. César Maia escreve sobre o Marechal Floriano Peixoto e traça uma relação entre o tumultuado governo dele (foi o 2º presidente do Brasil assumindo após a renuncia de Deodoro da Fonseca de quem era o vice) e o início do longo ciclo de políticos de São Paulo que exerceram um enorme período de hegemonia sobre as decisões do Brasil.
É uma tese interessante e eu mesmo não a tinha percebido ou lido nada a respeito. O estilo e a verve de César Maia garantem uma ótima leitura. Recomendo.




São Paulo, sábado, 16 de maio de 2009



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CESAR MAIA


Floriano Peixoto e SP
"170 ANOS do nascimento de Floriano Peixoto (30/4). Presidente de novembro de 1891 a 1894. Único oficial que participou do primeiro ao último dia da Guerra do Paraguai.
Dirigente maior do Exército, em 89, manteve uma postura profissional na conspiração que levou à República. Informado na última hora, foi neutralizado. A habilidade dos líderes políticos de São Paulo, no início da República, e a aliança com Floriano Peixoto explicam a hegemonia política que São Paulo (não tendo no Império) conquistou.
Compartilhou com Campos Sales o ministério no governo provisório e se aproximou do grupo paulista -Prudente de Moraes, Campos Sales e Rodrigues Alves. Promulgada a Constituição, o Congresso elegeu os primeiros presidente e vice da República. Formou na chapa Prudente de Moraes/Floriano Peixoto. Venceu Deodoro com 129 votos, contra 97 de Prudente. Floriano, com 153 votos, derrotou o almirante Wandenkolk, 57 votos, republicano de primeira hora.
Inconformado, Prudente de Moraes inicia uma obstrução parlamentar de forma a inviabilizar o governo de Deodoro. Este, sem vocação política, vai perdendo base parlamentar. Dissolve o Congresso em 3/11/1891 num golpe de Estado. O Congresso e a Marinha reagem e dão um ultimato a Deodoro, que renuncia. Floriano assume.
Abre-se um debate constitucional sobre se cabe ou não nova eleição. O relator é Campos Sales, que entende que Floriano é o presidente até o final do mandato de Deodoro. O Congresso ratifica. Floriano assume com seu estilo frio, sóbrio, impessoal. Em seu primeiro ministério, Rodrigues Alves é o ministro da Fazenda. Os primeiros motins são sufocados. O Senado, sob a liderança de Campos Sales, apoia Floriano.
Em 31/3/1892, 13 generais, Wandenkolk à frente, lançam um manifesto exigindo a renúncia de Floriano. São presos, reformados e, com líderes civis, desterrados. O processo não para. Articula-se uma revolta com parte da Marinha, liderada pelo almirante e ministro Custódio de Melo. Prudente de Moraes vacila, e Campos Sales contata o almirante. Leva-se ao ministério a proposta. Rodrigues Alves vota por nova eleição, fica isolado, acata e, junto ao grupo paulista, dá sustentação parlamentar a Floriano.
A Revolta da Armada -setembro de 1893- é respondida pelo Congresso, que autoriza Floriano a decretar estado de sítio quando precisar. Com tal apoio, Floriano reprime a rebelião até eliminá-la, em março de 1894, mês da eleição presidencial. Vence Prudente de Moraes. Os próximos presidentes após ele serão Campos Sales e Rodrigues Alves, abrindo o ciclo republicano de hegemonia paulista. Floriano morre em 1895, com 56 anos.


cesar.maia@uol.com.br

CESAR MAIA escreve aos sábados nesta coluna.


Esta publicidade é voluntária e publicada para compensar a utilização de material da Folha de São Paulo, no blog.

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