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O Dia Internacional da Família é comemorado anualmente em 15 de maio e foi instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1993. Mais do que uma homenagem, essa comemoração visa destacar a importância da família na sociedade, promovendo discussões sobre temas que impactam diretamente seu bem-estar, como economia, saúde e relações interpessoais. A família, independentemente de sua configuração, é a base da formação moral, ética e cultural de cada indivíduo. Seja composta por pais e filhos, avós, tios, mães ou pais solteiros, casais do mesmo sexo ou laços afetivos construídos ao longo da vida, ela representa amor, proteção e pertencimento. No Brasil, além da celebração internacional, há também o Dia da Família, comemorado em 8 de dezembro. Ambas as datas reforçam a necessidade de reconhecer e valorizar todas as formas de família, incentivando o respeito, a união e o apoio mútuo como pilares essenciais para uma sociedade mais equilibrada. O Dia Internacional da Família foi instituído pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, durante reunião feita em 20 de setembro de 1993. A data foi celebrada pela primeira vez em 1994. A família é um projeto de Deus para refletir Seu amor e cuidado por nós. Feliz Dia da Família!


Kamal Ravikant é um autor e investidor indiano-americano, conhecido principalmente pelo livro motivacional Love Yourself Like Your Life Depends On It (em português: Ame a si mesmo: sua vida depende disso), que se tornou um best-seller mundial. Além de escritor, ele também atua como venture capitalist no Vale do Silício

MAIO


 



quarta-feira, 19 de julho de 2023

A lição dos dinossauros.


Ao ler a Folha de São Paulo deparei-me com o texto abaixo desse eminente brasileiro. Marcelo Gleiser escreve sobre os temas mais complexos como astronomia, física e filosofia com a facilidade e a fluidez de quem conhece muito do assunto e sabe como transmiti-los aos mortais comuns. O nível dos textos e do pensamento de homens como Marcelo Gleiser é tão alto que disponibilizá-los para os leitores do blog é quase um dever. 

Nesse artigo, um dos mais instigantes que já li do físico e astrônomo brasileiro ele apresenta uma tese interessantíssima e desenvolve raciocínio a partir da extinção dos dinossauros há 65 milhões de anos e conclui que - embora possa haver vida em outros planetas - nós, seres humanos, como somos, só existimos aqui na Terra.

Portanto, meus caros leitores e visitantes, recomendo a leitura embora não seja assunto do mundo corporativo é, sim, tópico para ser pensado e discutido nas melhores rodas de conversas que você possa frequentar...
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O que dinossauros nos ensinam

A história das colisões na Terra mostra que, se a história tivesse sido outra, não estaríamos aqui


Marcelo Gleiser
Às vezes, a morte vem de lugares inesperados. Para um dinossauro que vivia há 65 milhões de anos, o maior perigo eram outros dinossauros, especialmente o "T. rex", que só temia outros como ele.
Porém, mesmo que algumas populações de dinossauros estivessem em declínio já antes da extinção, o que deu cabo deles foi a colisão cataclísmica de um asteroide de 10 km de diâmetro.
O impacto deixou uma cratera de 150 km na península de Yucatán, no México. É difícil imaginar que uma única colisão possa causar tamanho dano. Mas uma rocha que viaja a 30 km por segundo (150 vezes mais veloz do que um jato) deposita uma energia no seu impacto equivalente a 100 mil vezes a energia da detonação simultânea de todas as bombas termonucleares que existiam na Guerra Fria. O refluxo de matéria viajou até a metade da distância entre a Terra e a Lua.
Nuvens de poeira bloquearam o sol durante meses e a temperatura caiu vertiginosamente. Após a poeira se assentar, um efeito estufa acelerado fez com que a temperatura subisse rapidamente; mais de 50% das espécies desapareceram.
Esse não foi o único impacto na Terra ou o que mais destruiu a vida. Felizmente, esse tipo de colisão é raro, ocorrendo em média a cada 30 milhões de anos. Uma das mais recentes ocorreu em 1908 em Tunguska, na Sibéria, destruindo cerca de 30 km2 de floresta com a energia de 185 bombas de Hiroshima. Esse tipo de impacto, com frequência média de cem anos, pode causar sérios danos, mas não extinções globais. (No caso de Tunguska, o fragmento explodiu antes do impacto.)




Será que isso pode acontecer de novo? A Nasa tem um programa dedicado à caça de asteroides e cometas, com eficiência de cerca de 75%.
Asteroides ou cometas considerados ameaças globais podem ser detectados com dois anos de antecedência. Uma missão poderia ser enviada com o intuito de desviar a órbita do asteroide, evitando o impacto, como explico no livro "O Fim da Terra e do Céu".
A história das colisões que ocorreram na Terra nos ensina algo crucial sobre a vida: se a história tivesse sido outra, a vida aqui teria evoluído de forma diferente e não estaríamos aqui. Nossa existência é produto de eventos cósmicos de dimensão apocalíptica, acidentes que causaram mudanças drásticas nas condições terrestres, afetando as espécies e destruindo muitas delas.
Quando o balanço ecológico muda, mudam o equilíbrio dinâmico entre presa e predador e a distribuição de alimentos. A pressão ambiental leva a novas condições que vão beneficiar certas espécies em detrimento de outras.
Como cada planeta tem a sua história e nenhuma é idêntica, mesmo supondo que outras "quase-Terras" existam pela galáxia afora e que a vida exista nesses planetas, ela terá características diferentes. Consequentemente, humanos só existem aqui, resultado dos detalhes da história única de nosso planeta.
A história da vida num planeta reflete a história da vida do planeta. Como histórias planetárias não são duplicáveis num universo finito, somos únicos no Universo. Uma boa lição que os dinossauros nos ensinam, especialmente naqueles dias em que você não se sente lá muito importante. 

MARCELO GLEISER é professor de física teórica no Dartmouth College, em Hanover (EUA), e autor de "Criação Imperfeita". Facebook

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