3 de abr de 2011

Que destino terá a "Geração Y" nesses tempos de crise? (Wharton.Universia)

Mais do que interessante direi que o artigo abaixo, reproduzido da excepcional coleção de textos que a Wharton.Universia produz, é essencial para quem esteja no caldeirão fervente do jogo corporativo e mais que isso, pertença ao festejado e auto-confiante agrupamento conhecido como "Geração Y".
Vou direto ao ponto. O artigo trata - a partir das várias crises (principalmente) econômicas instaladas no mundo atual - do comportamento e das expectativas que envolvem os destinos dos jovens nascidos entre 1970 e 1990. Estas pessoas estão entre aquelas que estão atualmente atingindo níveis corporativos mais altos em suas carreiras ou iniciando suas vidas no mercado de trabalho.
Recomendo a leitura completa do texto apesar de ser um pouco extenso, como o são, aliás, todos os artigos da Wharton.Universia. Como de costume, chamo a atenção de quem queira aprender e informar-se seriamente que a leitura "fast-food" não é o melhor caminho.
Fiz uma breve seleção de trechos que estão no artigo. É uma forma de interessar àqueles mais refratários às leituras mais longas que o assunto é sério e do maior interesse para esse grupo de jovens que tem uma árdua caminhada pela frente. Leiam, fiquem curiosos e dirijam-se ao artigo para entender melhor.

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  • "Se a pessoa não consegue um trabalho decente nos seus primeiros cinco anos de vida profissional, será que um dia vai conseguir? Ela não cria hábitos estáveis de trabalho e nem desenvolve a autoestima necessária para progredir profissionalmente"
  • "Parece haver um grupo permanentemente preso a um nível inferior, de salários mais baixos. Se essas pessoas não tiverem acesso a empregos melhores dentro de um prazo crítico, dos 20 aos 30 anos, por exemplo, tudo indica que, na média, jamais o conseguirão."
  • A Geração Y é uma geração que "esperava que o mundo fosse do mesmo jeito que foi nos últimos 20 anos", acrescenta Allen. "Eles tinham expectativa de encontrar emprego e ganhar muito dinheiro. Essa será uma geração de desapontados."
  • "São jovens que confiam em si mesmos, que se adaptam e têm a mente aberta", diz ela. "Eles vivem em um mundo em transformação, portanto a mudança não é motivo de surpresa para eles. São flexíveis. É uma geração otimista. Existe a crença de que, de um jeito ou de outro, as coisas vão dar certo."
  • "Uma coisa que terão a seu favor: eles já sabem que terão de trabalhar em vários lugares — provavelmente terão de 12 a 15 empregos ao longo da vida profissional; além disso, terão várias carreiras", diz ela."Eles sabem que não existe mais segurança no emprego. Não existe mais uma carreira que seja linear."
  • "Os jovens que entram no mercado de trabalho durante os períodos de prosperidade tendem a acreditar que todos os empregos vêm facilmente, e esperam uma boa remuneração — porém tais expectativas desaparecem rapidamente no momento em que a economia depara com obstáculos ao crescimento. Formar-se em uma época de economia ruim proporciona uma experiência mais equilibrada." 


Clique e visite o link de RH da Wharton.Universia



Geração perdida? Não, desapontada: o impacto do mercado de trabalho sobre a Geração Y
 
http://www.geracaointernet.com/wp-content/uploads/2010/11/genY.jpgEles são um dos maiores contingentes de jovens da história americana, e são sem dúvida os mais bem preparados. Contudo, para essa geração — a Geração Y, um grupo de jovens formado por cerca de 70 milhões de indivíduos de 15 a 30 anos — o futuro parece ser tudo, menos promissor. Com uma taxa nacional de desemprego de 9,6%, muitos não conseguem encontrar trabalho. Alguns tiveram de voltar para a casa dos pais; outros vão sobrevivendo à custa de funções elementares que mal chegam para pagar os empréstimos feitos para pagar a faculdade. "As perspectivas não são boas para a Geração Y", diz Matthew Bidwell, professor de administração da Wharton. "E não creio que as coisas devam melhorar até a data da formatura desses jovens, em maio. Muitas previsões indicam uma recuperação lenta e hesitante da economia. Vai demorar um pouco até voltarmos aos níveis de 2007."
A má notícia para a Geração Y, também conhecida como a Geração do Milênio, não para por aí: vários estudos mostram que o ingresso no mercado de trabalho durante os períodos de recessão tem impactos negativos imediatos e de longo prazo. Portanto, os membros dessa geração — que estão iniciando a vida profissional provavelmente no pior mercado de trabalho desde a Grande Depressão — podem ficar profissionalmente defasados durante os próximos anos.
"Observamos nas recessões anteriores que os grupos que ingressam na força de trabalho durante períodos de crise ficam prejudicados durante um bom tempo em termos salariais e de benefícios", observa Bidwell. "Como levam mais tempo para entrar na força de trabalho, não adquirem as habilidades de que necessitam. Além disso, são mais propensos a aceitar funções mais elementares ou estágios não remunerados. No momento, porém, em que a economia se recupera e eles conseguem um emprego melhor, levam mais tempo para crescer profissionalmente porque precisam aprender habilidades que deveriam ter adquirido logo depois de formados. Enquanto isso, correm o risco de ser superados pelos novos formandos."
http://3.bp.blogspot.com/_bdJVY_3sWEc/TQewcibbA7I/AAAAAAAAAOo/1USYA_3kDxI/s320/genY.jpg"Terrível desperdício de capital humano"
O grande receio dos economistas que estudam a questão do emprego está associado aos trabalhadores que são forçados a deixar o mercado de trabalho durante a recessão e nunca mais voltam. No caso dessa geração em especial, uma preocupação mais específica diz respeito àqueles que jamais tiveram a oportunidade de entrar no mercado. "Se a pessoa não consegue um trabalho decente nos seus primeiros cinco anos de vida profissional, será que um dia vai conseguir? Ela não cria hábitos estáveis de trabalho e nem desenvolve a autoestima necessária para progredir profissionalmente", diz ele. "É um desperdício terrível de capital humano."
Vários estudos recentes mostram que a entrada no mercado de trabalho durante períodos de recessão tem efeitos negativos duradouros sobre os salários. Um estudo, da autoria de Lisa Kahn, professora de economia da Escola de Administração de Yale, acompanhou os salários de indivíduos brancos do sexo masculino que saíram da faculdade antes, durante e depois da recessão profunda de início dos anos 80. Kahn avaliou como aqueles que haviam ingressado na força de trabalho num período econômico ruim se situavam em relação aos que haviam se formado em dias melhores. Ela constatou que para cada aumento de ponto percentual na taxa de desemprego, os que haviam se formado durante a recessão ganhavam de 6% a 8% menos no primeiro ano de trabalho em comparação com os que haviam se formado em tempos de progresso econômico. O efeito diminuía de tamanho em cerca de um quarto de ponto percentual para cada ano posterior à época de formatura.
Todavia, mesmo depois de 15 anos de formados, os que haviam saído da faculdade no período de recessão ainda ganhavam 2,5% a menos.
Num estudo semelhante, Till Marco Von Wachter, professor de economia da Universidade de Columbia, acompanhou um grupo de formados de faculdades canadenses que entrou no mercado entre os anos de 1976 e 1995. Durante esses anos, a economia canadense, de modo semelhante à americana, passou por vários períodos e crescimento e duas grandes recessões — a primeira em 1982 e a segunda em 1991. A pesquisa revelou três dados importantes: em primeiro lugar, quem havia se formado durante a recessão teve perdas salariais iniciais expressivas de cerca de 10%, em média, nos períodos de crise; em segundo lugar, essas perdas de ganho iniciais persistiram por anos a fio, e seu efeito só desapareceu cerca de uma década depois.
http://4.bp.blogspot.com/_bdJVY_3sWEc/TQewiGfIb1I/AAAAAAAAAO0/pBeBmeVzsnQ/s1600/tecnologia-geracao-y-tendencia.jpgA terceira descoberta foi que o padrão de ganhos diferia basicamente com base na especialização do formado e na escola onde ele havia estudado. "Classificamos as pessoas com base no sucesso que se esperava delas no mercado de trabalho", afirma von Wachter. "Os que haviam se formado em escolas melhores e maiores, e os que tinham se especializado em áreas com mais conteúdo de matemática, como engenharia ou ciências exatas em geral, foram mais bem-sucedidos. Inicialmente, foram um pouco prejudicados, mas se recuperaram depois de alguns anos. Os que haviam se especializado em ciências sociais estavam no meio do espectro. Contudo, os que haviam se graduado em escolas menores e com especialização na área de humanidades não se saíram tão bem quanto os demais. Não conseguiram fazer carreira e jamais se recuperaram. Parece haver um grupo permanentemente preso a um nível inferior, de salários mais baixos. Se essas pessoas não tiverem acesso a empregos melhores dentro de um prazo crítico, dos 20 aos 30 anos, por exemplo, tudo indica que, na média, jamais o conseguirão."
Essas descobertas têm impacto direto sobre os formados de hoje. "Nada indica que esses mecanismos fundamentais seriam diferentes atualmente", diz ele. "Se o indivíduo se formou em 2008, e se não houver crescimento do emprego até 2011, é provável que ele fique preso a uma remuneração baixa. À medida que a economia for melhorando, e essa pessoa tiver acesso a empregos mais bem remunerados, ela começará a recuperar os ganhos perdidos. Isso não seria possível durante a recessão porque as oportunidades existentes eram poucas."
Uma segunda fase de recuperação ocorre quando os jovens profissionais adquirem a experiência necessária para ascender na carreira escolhida, diz ele. "A diferença hoje em dia é que temos uma recuperação sem melhoria no mercado de trabalho: quanto pior a recessão, mais baixo o ponto de partida e mais longo o processo de recuperação."
A opção da faculdade
http://3.bp.blogspot.com/_jJ5_faUwpKE/TFmrdnt12PI/AAAAAAAAAso/33O3maBuYIM/s1600/universitario.jpgAlguns jovens decidem esperar a recessão passar aprimorando suas habilidades na faculdade. As matrículas em escolas profissionais da área de negócios, direito e jornalismo tendem a disparar em períodos ruins da economia, e a crise atual não é exceção. De acordo com uma relatório de setembro de 2010 emitido pelo Conselho de Escolas Superiores, as matrículas nas faculdades americanas subiram 8,3% do outono de 2008 ao outono de 2009. Nos cinco anos anteriores — de 2003 a 2008 — o aumento das matrículas havia permanecido estável com aumentos, em média, inferiores a 1% ao ano.
A estratégia das faculdades não é necessariamente ruim, de acordo com Peter Cappelli, professor de administração da Wharton e diretor do Centro de Recursos de Humanos [Center for Human Resources] da instituição. "Os alunos inteligentes percebem que esse é um bom momento para estar na escola", diz ele. "Isso não significa necessariamente que poderão se equiparar aos que se formam em épocas de prosperidade econômica, mas sua situação é melhor do que se tivessem permanecido no mercado de trabalho, e muito melhor se tivessem se formado em períodos de prosperidade."
Contudo, Franklin Allen, professor de finanças da Wharton, adverte que a recessão atual é muito diferente de outras do passado. Os jovens que acham que basta ter um diploma para arrumar um bom emprego podem estar muito enganados. De acordo com a Pesquisa Global do GMAC 2010 sobre Educação Superior em Administração, o número de alunos de MBA com oferta de emprego em março caiu este ano — foi a segunda queda consecutiva depois que o percentual em questão passou por uma ascensão constante desde 2003. De modo geral, 50% de todos os formados da classe de 2010 tinham emprego ou oferta de emprego em março. Novos advogados enfrentam um destino semelhante; muitos competem com advogados desempregados pelas raras posições nos escritórios de advocacia e até por funções elementares.
"Em uma recessão normal, superá-la na faculdade é uma boa saída. No caso, porém, da recessão atual, trata-se de uma estratégia arriscada", diz Allen. "Os jovens não estão conseguindo emprego como antes. Até mesmo os estudantes de escolas de renome estão tendo dificuldades nesse sentido. A situação hoje é diferente. Nas recessões normais, as coisas voltam rapidamente ao estágio anterior, mas não é o que está acontecendo agora."
Um raio de esperança?
O fosso de ganhos com que os formados da atual era recessiva têm de lidar não terá grande impacto sobre a economia americana. Os economistas dizem que um grupo dentro de uma população muito grande não tem poder para mexer com os níveis de consumo. Contudo, dizem, a discrepância terá implicações significativas sobre a forma como esses indivíduos conduzirão sua vida adulta. A Geração Y não terá o poder de gasto dos formados em tempos de prosperidade econômica. Isto significa que muitos marcos importantes da vida, como a aquisição da primeira casa, o casamento ou a vinda dos filhos, terão de ser adiados.
http://blogcursosonline.com/wp-content/uploads/2010/03/Curso-Online-de-Sucesso-Profissional.jpg"Haverá um atraso geral", diz Allen. "Trata-se de um problema que não foi bem avaliado. A carreira das pessoas está sendo prejudicada. Os jovens na faixa dos 20 e dos 30 anos não estão sendo promovidos, não estão recebendo aumento e não dispõem de oportunidades de avanço profissional, porque as pessoas acima deles não estão se movendo. Eles não podem sair do emprego porque, provavelmente, não conseguirão encontrar trabalho em outro lugar. Portanto, estão presos. É uma questão muito séria: as pessoas ficam atrasadas alguns anos e jamais se recuperam."
A Geração Y é uma geração que "esperava que o mundo fosse do mesmo jeito que foi nos últimos 20 anos", acrescenta Allen. "Eles tinham expectativa de encontrar emprego e ganhar muito dinheiro. Essa será uma geração de desapontados."
Nem todos, porém, pensam dessa forma. Dale Kalika, professora sênior da Escola de Negócios W. P. Carey, da Universidade Estadual do Arizona, trabalha atualmente em um projeto de pesquisa centrado na Geração Y. Ela diz que essa geração tem a reputação de se achar possuidora de direitos. A Geração Y, de modo geral, é assim mesmo. Mas ela é também muito flexível. "São jovens que confiam em si mesmos, que se adaptam e têm a mente aberta", diz ela. "Eles vivem em um mundo em transformação, portanto a mudança não é motivo de surpresa para eles. São flexíveis. É uma geração otimista. Existe a crença de que, de um jeito ou de outro, as coisas vão dar certo."
Além disso, diz Kalika, essa geração está plenamente cônscia do tipo de mercado de trabalho em que está entrando. Ela sabe que sua carreira é muito mais fluida do que a carreira de seus pais. "Uma coisa que terão a seu favor: eles já sabem que terão de trabalhar em vários lugares — provavelmente terão de 12 a 15 empregos ao longo da vida profissional; além disso, terão várias carreiras", diz ela."Eles sabem que não existe mais segurança no emprego. Não existe mais uma carreira que seja linear."
Segundo Cappelli, os jovens que entram no mercado de trabalho durante os períodos de prosperidade tendem a acreditar que todos os empregos vêm facilmente, e esperam uma boa remuneração — porém tais expectativas desaparecem rapidamente no momento em que a economia depara com obstáculos ao crescimento. Formar-se em uma época de economia ruim proporciona uma experiência mais equilibrada, diz ele. "Observamos que as pessoas formadas durante o boom de fins dos anos 90, que podiam escolher onde trabalhar, que recebiam bônus generosos e estavam comprando BMWs, tiveram muita dificuldade em se adaptar aos tempos de crise [...] Ela molda nossa visão de mundo, nos torna mais modestos e mais realistas."

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