23 de jan de 2010

Administração elevada à máxima potência: The United States Army

Sou um confesso "caçador" de casos sobre administração e gerência. Principalmente se o tema central do "case" disser respeito a  crises, conflitos e emergencias. Como o que está ocorrendo no Haiti, por exemplo.
Em paralelo com o drama e a tragédia que são a marca registrada do que sobrou dos terremotos em Port-au-Prince há que se estar atento para as muitas soluções administrativas e gerenciais, dos colossais problemas  que estão assolando a vida da população sobrevivente dos terremotos . Sem a presença dos gerentes, dos executivos, dos líderes que lá estão com suas equipes e corporações seriam muitas vezes potencializados os efeitos do caos absoluto que impera naquele país.
A mídia não costuma destacar estas questões nos seus noticiários. Compreensivelmente  as emoções e os dramas dos salvamentos dos sobreviventes sob os escombros dá muito mais audiência do que explicar como um grupo dos "Médicos Sem Fronteiras", por exemplo, está organizando o seu time para prestar socorro às milhares de vítimas que vagam pelas ruas sem assistência nenhuma, sem hospitais, médicos, água, comida... sem tudo.
Esta é a força e o poder das ciências da administração a favor da humanidade. É neste ponto do "continuum" da vida corporativa que os profissionais da gestão devem se mirar. Como seria o mundo sem que os parâmetros, paradigmas, modelos e arquétipos das teorias e praticas administrativas não existissem?
No Haiti, em meio aquele oceano de calamidades, flagelos, infortúnios, tragédias pessoais e sinistros eis que surgiu algo para colocar a luz nas trevas e organizar o que parecia inadministrável. O exército dos EUA, sob os auspícios da ONU, em uma ação que surpreendeu até os mais otimistas, colocou em tempo recorde milhares de homens e equipamentos - militares e humanitários - no Haiti para dar suporte às ações imediatas de sua reestruturação. Longe de mim fazer o "merchandising" do poder militar dos EUA. Todavia, como administrador e executivo não posso deixar de registrar o show de competência em planejamento e execução que eles estão exibindo no controle da crise no Haiti.
http://www.army.mil/-images/2010/01/22/62244/size0-army.mil-62244-2010-01-22-070150.jpg
Ao lado, a imagem que está no site do "The United States Army" para simbolizar a operação de socorro. Eles não chegaram distribuindo flores e  sorrisos;  mas já sabiam o que fazer, assumiram suas posições e o caos já começou a ser dissipado.  
Vieram com um planejamento flagrantemente bem estruturado e que já devia estar pronto como se tivessem "previsto" a catástrofe há muito tempo. Isto tem nome. Chama-se planejamento estratégico de longo alcance (parece uma redundancia, mas não é). Inevitável imaginar este poderio colocado a favor da agressão e da guerra.
Obviamente a motivação humanitária existe, mas - opinião minha - não é a maior delas. A geopolítica deve falar mais alto na ação dos EUA. Afinal de contas o Haiti está na área de interesse estratégico deles e bem... Já conhecemos a história. Fica para outra oportunidade esta abordagem.
A reportagem que a revista Veja trouxe esta semana a respeito da "invasão" do exercito norteamericano no Haiti é bem oportuna a fim de ressaltar para nós, habitantes do mundo corporativo, a necessidade de valorizar e investir em gestão, gerencia, administração e liderança nos nossos currículos e nos de nossas empresas.
Terá sido a má gestão histórica (desde Papa Doc) ou foram as equivocadas decisões políticas e gerenciais assumidas interna e externamente em relação ao Haiti que levaram a estrutura do país a esfarelar-se com  o terremoto?; ou será que foi a falta de visão estratégica dos EUA ao decretar o embargo quinze anos atrás e mante-lo sem negociar que levaram o Haiti à condição de miséria humana que se encontra, só comparável às mais pobres nações africanas?
De qualquer sorte podemos dizer que se a má administração e a corrução levou o Haiti até onde está, a gestão mais moderna e atualizada vai ajudá-lo a retomar o seu caminho. Recomendo aos leitores do blog que não esqueçam disto.



Como num cenário pós-apocalíptico, o Haiti consome-se depois do terremoto. Os fracos se encolhem, os fortes se enfrentam e os mortos alimentam fogueiras humanas. No meio de tudo, cada resgate reacende as esperanças 

LUTA PELA SOBREVIVÊNCIA (foto de Orlando Barria/EFE)
Multidão no centro destruído de Porto Príncipe: saques, socos, brigas e uma única lei, a dos mais fortes
 

 Melhor com eles; impossível sem (por Duda Teixeira)

(Foto de Chris Hondros/Getty Images)

ELES RESOLVEM
Soldados dos EUA na capital devastada: atrasos e problemas, mas quem mais conseguiria enfrentar o pesadelo?

            Se não fossem os Estados Unidos, a hecatombe no Haiti teria consequências mais devastadoras ainda. Nenhum outro país teria condições de fazer tanto em tão pouco tempo. No dia seguinte ao terremoto, 1 000 soldados já seguiam para a capital, Porto Príncipe. Drenaram a pista do aeroporto e instalaram uma torre de controle improvisada, substituindo a danificada no desastre. Foi a medida mais importante para começar a resolver o maior desafio da ajuda humanitária ao Haiti: o gargalo logístico. O país ocupa metade de uma ilha, e a infraestrutura de transportes, já precária, literalmente desapareceu. Ao contrário do grande tsunami de 2004 na Ásia, que se espalhou pelas zonas costeiras de doze países, no Haiti foi tudo concentrado em Porto Príncipe e adjacências, que viraram uma espécie de porta-aviões avariado – com centenas e centenas de voos em volta.
            A intervenção de emergência feita pelos americanos no aeroporto, que até o ano passado atendia no máximo a cinco voos internacionais diários, permitiu acomodar até 150 aeronaves por dia. Mesmo assim, centenas de aviões foram desviados para a vizinha República Dominicana. Os americanos enviaram ao todo 20 000 soldados para, na prática, assumir o coração da ajuda humanitária: desentupir as vias de acesso e distribuir comida – e também, pela intervenção extensa, prevenir um eventual êxodo pelo mar rumo à Flórida. A presença maciça mexeu com o ego de diplomatas brasileiros e europeus. Além da preocupação, necessária, com o socorro aos próprios cidadãos, afloraram os habituais sentimentos antiamericanos. A certa altura, os americanos foram acusados de restringir o acesso ao aeroporto que eles mesmos colocaram em operação. Houve atrasos inexplicáveis e outras complicações desesperadoras, mas, se alguém estiver no meio de um desastre épico e puder escolher quem irá ajudar, vai preferir Barack Obama ou Hugo Chávez?

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Um comentário:

  1. Como vai o meu amigo Drummond? A Oficina de Gerência continua excelente. Andei um pouco longe com meus comentários, em razão de estar organizando melhor a minha nova vida de aposentado. Agora, com as coisas mais definidas no meu ateliê e os rumos estratégicos selecionados para minha vida como artista plástico, estou com o tempo necessário para retomar as visitas ao blog. Lendo as matérias sobre o Haiti x Ocupação Americana (?) percebo muitas afinidades entre o que eu penso e aquilo que foi escrito e divulgado na Oficina.
    Em 1992, quando trabalhei na Defesa Civil federal, fui um dos integrantes do primeiro curso de pós-graduação em planejamento e gestão de defesa civil, realizado no Brasil. Éramos 80 pessoas, com as mais diversas formações profissionais, a estudar na FGV de Brasília, questões ligadas aos estudos e à preparação para emergências e desastres.
    Como administrador, em 1990, fui chefiar a Divisão de Planejamento da SEDEC, logo no início do governo Collor. Uma das dificuldades notadas era a inexistência de um planejamento estratégico para o estudo dos desastres no Brasil. Com orgulho, fiz parte do núcleo criador daquele que foi o primeiro curso de alto nível, para a formação de profissionais de planejamento e gestão em Defesa Civil no nosso País.
    Assim, caro Drummond, quando surgem notícias como essas que dão conta das grandes calamidades pelo mundo, meu interesse é grande, posto que sei tirar o proveito do estudo das situações de sofrimento das pessoas diretamente colhidas pelos efeitos dos desastres.
    Os sistemas de estudos para prevenção de calamidades sempre são amplamente superados, mormente quando a natureza se apresenta com seu dinamismo e brutais energias, capazes de provocar as apavorantes mudanças de posição de suas placas tectônicas. Contudo, nos países onde se investe cientificamente no desenvolvimento de sistemas para preparação para emergências e para desastres (planejamento e gestão), as estatísticas demonstram muito bem a importância disso, com números absolutamente pequenos de vítimas humanas. Nos países onde não há esse tipo de investimento, os números de mortos e feridos são altíssimos.
    No Brasil, após 1992, eu acredito que já foram realizados muitos outros cursos semelhantes ao que fiz, mas não chegam a atender à demanda. Não estou referindo a cursos de primeiros socorros ou assemelhados; falo sobre a necessidade de se ter em todo o país um contingente de civis e de militares treinados para serem os multiplicadores do conhecimento necessários para a organização nacional de uma cultura de planejamento e gestão par emergências e desastres.
    Na área militar eu diria que o problema no Brasil se resume a recurso financeiros e materiais, posto que nossos homens e mulheres militares recebem uma formação profissional competente, porém, no mundo civil, nas nossas comunidades, empresas e organizações a carência de pessoal especializado é uma verdadeira calamidade pública.
    Felizmente, até hoje no Brasil não foram feitos registros da ocorrência de grandes fenômenos de destruição de causa natural.
    Um abraço e parabéns pelo sempre excelente blog.

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