||| 16 de março DE 2026 ||| 2ª FEIRA ||| Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas ||| "O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons". (Martin Luther King) |||

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O Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas é celebrado em 16 de março no Brasil. A data tem como objetivo alertar a sociedade sobre os impactos das mudanças no clima do planeta e incentivar atitudes que contribuam para a preservação do meio ambiente. Criado pela Lei nº 12.533, de 2 de dezembro de 2011, o dia busca promover debates, campanhas educativas e ações que estimulem a população a refletir sobre o papel de cada pessoa na proteção do clima e dos recursos naturais. O que são mudanças climáticas? As mudanças climáticas referem-se às alterações significativas e duradouras nos padrões do clima da Terra. Embora o clima do planeta sempre tenha passado por variações naturais, as mudanças atuais estão fortemente relacionadas às atividades humanas, especialmente à emissão de gases de efeito estufa. Esses gases — como o dióxido de carbono (CO₂) e o metano (CH₄) — são liberados principalmente pela queima de combustíveis fósseis, pelo desmatamento e por certas atividades industriais e agrícolas. imagem com paisagem divida ao meio mostrando impacto ambiental decorrente de mudanças climáticas Impactos no planeta O aumento da temperatura global pode provocar diversos efeitos ambientais, sociais e econômicos, como: elevação do nível do mar; eventos climáticos extremos mais frequentes, como secas e tempestades intensas; perda de biodiversidade; alterações nos ciclos agrícolas; impactos na disponibilidade de água e na segurança alimentar. Essas mudanças afetam não apenas os ecossistemas naturais, mas também a qualidade de vida das populações humanas. A importância da conscientização O Dia Nacional de Conscientização sobre as Mudanças Climáticas reforça a necessidade de informação, educação ambiental e mobilização social. Quanto mais pessoas compreenderem os desafios climáticos, maiores serão as chances de adotar soluções sustentáveis. Governos, empresas e cidadãos podem colaborar com ações como: redução das emissões de gases de efeito estufa; incentivo ao uso de energias renováveis; proteção de florestas e ecossistemas naturais; promoção do consumo consciente e da economia circular. Como participar da data A data também é uma oportunidade para adotar pequenas atitudes no dia a dia que ajudam a proteger o planeta: economizar energia e água; reduzir o uso de plásticos e resíduos; utilizar transporte coletivo, bicicleta ou caminhar sempre que possível; apoiar iniciativas ambientais e projetos de reflorestamento; compartilhar informações confiáveis sobre o tema.




segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Invasão de Gaza não trará solução alguma (Opinião/Deutsche Welle)

Tenho pesquisado e lido muito nestes últimos dias procurando me inteirar sobre os fatos que estão centralizando a atenção do mundo com a guerra que Israel desencadeou na Faixa de Gaza contra os partidários do Hamas. Já escrevi dois comentários a respeito (clique nos links: O mundo assiste, abismado, ao conflito de ódios e paixões entre judeus e palestinos. Uma barbárie! e Faixa de Gaza - Quanto vale esta vida?) li inúmeros outros, de jornalistas de diversos órgãos de imprensa, escutei e assisti muitos outros mais. Diria que estou "ligado" nesta violência absurda que o mundo assiste (quase) ao vivo pelas televisões e pelo You Tube.

Entretanto não consegui, ainda, sintonizar uma opinião que possa estar ajustada ao meu próprio pensar. A que mais se aproximou, até agora, foi a que li, hoje, no site da Deutsche Welle, e que transcrevo abaixo.


Peter Philipp
Peter Philipp

O texto é de Peter Philipp, respeitado jornalista internacional que é chefe da equipe de correspondentes da Deutsche Welle e especialista em Oriente Médio*.

Para quem estiver interessado no assunto - e acho que, pelo potencial do conflito se transformar em algo maior no Oriente Médio e alhures, todos deveriam estar muito preocupados - recomendo que leia o artigo com atenção. Está perfeito nas colocações e escrito por quem demonstra, realmente, conhecer de perto as intrincadas relações existentes entre israelenses e palestinos.


Mundo | 04.01.2009

Invasão de Gaza não trará solução alguma

Ofensiva terrestre tem pouco a ver com a interrupção dos ataques com mísseis contra Israel e muito mais com a tentativa de eliminar o Hamas. Seria hora de proteger Israel de si mesmo, comenta Peter Philipp.

"O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e outros representantes do governo israelense garantem que o objetivo da ofensiva terrestre de suas tropas não é pôr fim ao domínio do Hamas na Faixa de Gaza, mas apenas impedir que mais mísseis sejam lançados contra Israel a partir dos territórios liderados pelo grupo radical islâmico.

Mas os fatos – desde que se tornem conhecidos apesar da exclusão da imprensa internacional – falam outra língua: ataques dirigidos contra líderes do Hamas, destruição de ministérios e prédios administrativos e naturalmente também mortos e feridos entre a população civil. Estima-se que, até agora, um em cada quatro mortos seja civil. Tudo isso tem sinceramente pouco a ver com a interrupção dos ataques com mísseis contra Israel e muito mais com a tentativa de eliminar o Hamas.Como nenhuma das metas pode ser alcançada – nem a curto, nem a médio prazo – com aviões de bombardeio, tropas terrestres israelenses estão em ação desde o sábado (03/01). E, por mais que se notara a concentração das tropas na fronteira com a Faixa de Gaza, sua ordem de marcha ainda assim causou um choque. Pois a invasão de Gaza representa uma nova fase neste conflito armado, cujo desfecho se tornou ainda menos previsível.

Ataques aéreos podem ser imediatamente suspensos, mas não uma ofensiva terrestre. Do ponto de vista dos responsáveis, a retirada das tropas não pode ser vista como uma derrota ou fuga, senão todas as vítimas – inclusive do próprio lado – teriam sido completamente sem sentido. Por isso, a retirada deve necessariamente ser conectada a uma vitória. Mas que vitória Israel pode esperar alcançar em Gaza?

Dificilmente a certeza de que um dia nenhum míssil mais será lançado de lá. Antes a certeza de que o poder do Hamas em Gaza será suspenso e que o Fatah, do presidente palestino Mahmud Abbas, retornará ao poder, de forma que Israel terá novamente um parceiro aceitável para negociar.

Isso pode parecer forçado, mas em última análise, é o cálculo do governo Olmert, apesar de, no passado, ele já haver dados provas suficientes de não levar a sério um parceiro aceitável do lado palestino. A única alternativa seria uma nova ocupação permanente da Faixa de Gaza. Mas isso ninguém deseja em Israel.

Assim, a invasão de Gaza provavelmente não trará solução alguma para as questões e problemas existentes e, no fim, é de se supor que haverá um frágil armistício com a próxima rodada já pré-programada. A única diferença é que centenas de novas vítimas envenenam ainda mais a atmosfera e o conflito piora cada vez mais.

Isso é o que deveriam levar em consideração aqueles especialmente em Washington, mas também nas capitais européias – inclusive em Berlim – que, em solidariedade mal compreendida, apoiam Israel e até bloqueiam exigências de cessar-fogo, pois Israel tem o direito de se autodefender. Claro que tem. Mas já que o país parece cada vez mais afundar em caos, seria hora de proteger Israel de si mesmo."

* Clique aqui e leia outro brilhante artigo de Peter Phillp que o Folha Online publicou ontem intitulado "O mundo espera um reinício".

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Um comentário:

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