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Frase

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Esopo (Nessebar, 620 a.C. – Delfos, 564 a.C.) foi um escritor da Grécia Antiga a quem são atribuídas várias fábulas populares. A ele se atribui a paternidade da fábula como gênero literário. Sua obra, que constitui as Fábulas de Esopo, serviu como inspiração para outros escritores ao longo dos séculos, como Fedro e La Fontaine. Malgrado sua existência permaneça incerta e pouco se saiba quanto à origem de várias de suas obras, seus contos se disseminaram em muitas línguas pela tradição oral. Em muitos de seus escritos, os animais falam e têm características humanas. Biografia: O fabulista grego teria nascido no final do século VII a.C. ou no início do século VI a.C. Heráclides do Ponto na obra Acerca dos Samios, afirmava que Esopo nascera na Trácia. Em suas origens, porém, várias hipóteses foram formuladas: Frígia, Egito, Etiópia, Samos, Atenas, Sardes e Amório. A hipótese de sua origem africana hoje é bastante creditada: o mesmo nome "Esopo" poderia ser uma contração da palavra grega para "etíope", um termo usado pelos gregos para se referir a todos os africanos subsaarianos. Além disso, alguns dos animais que aparecem nas fábulas de Esopo eram comuns na África, mas não na Europa (devemos ter em mente a diferente distribuição na época de animais como o leão berbere, hoje extinto). Também deve ser notado que a tradição oral de muitos povos africanos (mas também dos povos do Oriente Próximo e dos Persas) inclui contos de fadas com animais personificados, cujo estilo muitas vezes se assemelha ao de Esopo.* Certo é que morreu em Delfos, tendo sido executado injustamente, segundo descreve Heródoto (Histórias, II, 134) e a Suda. Segundo Heródoto, Esopo foi escravo do filósofo Janto (Xanto), um cidadão de Samos, juntamente com uma outra escrava chamada Rodópis [https://pt.wikipedia.org/wiki/Esopo]

 

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

De Gaulle toma posse na Quinta República da França (1959)

08/01: 1959 -- A posse do general De Gaulle

Jornal do Brasil: De Gaulle assume a presidência Quinta República


O general Charles De Gaulle recebeu a Ordem da Grande Corrente da Legião de Honra ao assumir o cargo de primeiro presidente da Quinta República francesa. Depois de uma tentativa de golpe militar na Argélia, a Assembléia Nacional pressionada pelos militares convidou De Gaulle para resolver a crise argelina. O governo anterior fracassara e o general só aceitou o cargo sob a condição de que a presidência tivesse amplos poderes. A Constituição foi alterada e De Gaulle conquistou o cargo.

O general decepcionou parte do eleitorado ao estabelecer negociações oficiais com a Frente de Libertação da Argélia (FNL). Por causa dessas conversações de paz, militares de direita rebelaram-se contra De Gaulle, que foi vítima de um atentado em 1961. Um ano depois, o presidente francês assinou o Tratado de Évian que estabeleceu a paz e a independência da Argélia, pondo fim um conflito sangrento de oito anos. Nos anos seguintes, conseguiu reerguer a economia francesa. 

O general foi prisioneiro dos alemãs na Primeira Guerra e, na Segunda Guerra, liderou de Londres o movimento de resistência francês contra o nazismo. Os grupos de sabotagem e a rede de informações de inteligência militar comandados por ele foram fundamentais para a retomada da França pelos aliados. Aclamado como herói foi eleito presidente em 1945. Não conseguiu maioria na Assembléia Nacional e renunciou em 1946. Retornou à presidência em 1958, reelegendo-se em 1965. Entretanto o seu governo não resistiu às s revoltas estudantis de maio de 1968. De Gaulle renunciou novamente em 1969 após ser derrotado no plebiscito sobre a reforma constitucional que pretendia fazer. Morreu aos 80 anos.

Frase cria mal-estar

O presidente Charles De Gaulle negava ter dito a frase "O Brasil não é um país sério". O autor da expressão foi o embaixador do Brasil na França Carlos Alves de Souza. O diplomata fez essa observação durante a Guerra da Lagosta, no início dos anos 60, ao conceder uma entrevista ao jornalista Luiz Edgar de Andrade. A crise entre os dois países foi motivada pela apreensão de pesqueiros franceses que capturavam lagostas nas costas do nordeste brasileiro. O conflito foi resolvido mas o mal-estar continuou. Alves de Souza assumiu a autoria da frase em seu livro Embaixador em tempos de crise e absolveu De Gaulle.
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