OFICINA NA COPA

OFICINA NA COPA

||| 07 de julho DE 2026 ||| 3ª feira ||| dia nacional da liberdade de imprensa ||| *Reflexão: "Melhor lutar por algo do que viver para nada". (Winston Churchill) |||

 

Bem vindo

Bem vindo

O Dia Nacional da Liberdade de Imprensa é uma data comemorada no Brasil em 7 de junho, tendo como objetivo a celebração da importância da liberdade de expressão para a nossa sociedade, além de ser um momento para combater a censura e denunciar os problemas que os jornalistas enfrentam no Brasil. Essa data comemorativa é celebrada no dia 7 de junho porque esse foi o dia em que um manifesto contra a censura da Ditadura Militar foi divulgado e assinado por quase três mil jornalistas em 1977. A data brasileira não é celebrada no mesmo dia que a comemoração internacional, ocorrida em 3 de maio.

pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
Alexis-Charles-Henri Clérel, visconde de Tocqueville, dito Alexis de Tocqueville (29 de julho de 1805 — 16 de abril de 1859), foi um pensador político, historiador e escritor francês. Tornou-se célebre por suas análises da Revolução Francesa, cuja pertinência foi destacada por François Furet, no contexto da democracia americana e da evolução das democracias ocidentais em geral. Raymond Aron pôs em evidência sua contribuição à sociologia. Baseando-se na observação das interações sociais e na análise de suas causas e efeitos, Tocqueville defendeu a liberdade individual e a igualdade na política, sendo os dois conceitos, para ele, inseparáveis. Ele defendeu a democracia e identificou os riscos inerentes que dela derivam. Tocqueville enfatizou, em particular, a possível evolução da democracia em direção a uma ditadura da maioria em nome da igualdade e rejeitou claramente qualquer orientação socialista a esse respeito. Ele também insistiu no papel fundamental dos organismos intermediários e na descentralização de poderes, posicionando-se em oposição ao jacobismo centralizador. Por fim, ele identificou o fato de que a democracia pode promover, através da perda de laços sociais, comportamentos individualistas contrários aos interesses da sociedade como um todo. Tocqueville é uma das maiores referências da filosofia política liberal. (https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexis_de_Tocqueville)

 

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rubens Paiva foi preso pelo governo militar do Brasil, desapareceu e nunca foi encontrado (1971).

Jornal do Brasil: Matéria ganha Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo

O nome do deputado cassado em 1964 Rubens Beyrodt Paiva figura na lista dos desaparecidos da ditadura militar desde 1971. O ex-deputado foi preso em casa e obrigado a sair dirigindo o seu próprio carro para não despertar suspeitas. Três dias depois, o Fusca do ex-deputado foi encontrado crivado de balas no Alto da Boa Vista. Segundo a versão sustentada pelos órgãos de segurança, o veículo transportava um prisioneiro para interrogatório quando foi interceptado por outro carro com cinco ocupantes armados, possivelmente terroristas. Houve confronto e o grupo conseguiu resgatar o preso, que teria sido ferido. A ação teria ocorrido às 4h30 de 22 de janeiro. 

Em 1979, os jornalistas Fritz Utzeri e Heraldo Dias, do jornal do Brasil, ganharam o Prêmio Wladmir Herzog, com a matéria Quem Matou Rubens Paiva, em que revelam as contradições dos militares ao tentarem explicar o caso.

Segundo a matéria, uma testemunha afirmara ter visto Rubens 30 horas antes do suposto ataque no Alto da Boa vista, bastante machucado, deitado no fundo de um carro. A testemunha e o ex-deputado estavam sendo transportados da Terceira Zona Aérea, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, para o quartel da PE, no Rio. 

Ainda de acordo com a matéria, o desaparecimento de Rubens está ligado ao primeiro voo Santiago–Rio, logo depois da chegada ao Chile de 70 presos políticos trocados pelo embaixador suíço Enrico Bucher. Entre os passageiros estavam duas mulheres, que voltavam de uma visita ao filho e à irmã, ambos exilados. Elas traziam várias cartas entre elas duas tinham destinatários identificados – Rubens Paiva e o ex-deputado Almino Afonso. As cartas foram confiscadas pelos agentes de segurança da Aeronáutica e Rubens em seguida foi preso, possivelmente confundido como um contato dos grupos de esquerda no Brasil.

Caso foi arquivado

Na época, Eunice Facciolla Paiva, mulher de Rubens, e a filha do casal Eliana também foram presas. Eunice ficou incomunicável por 12 dias e Eliana, 15 anos, ficou detida por 24 horas. O corpo de Rubens não foi encontrado, e as circunstâncias do seu desaparecimento continuam um mistério até hoje.

O processo que apurava o desaparecimento de Rubens Paiva foi arquivado. O ex-deputado só foi considerado legalmente morto em 1996, depois da aprovação da Lei dos Desaparecidos, que determinou o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de 136 desaparecidos políticos.
***********************************************************************

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Sua participação me incentiva e provoca. Obrigado.