||| 29 de maio DE 2026 ||| 6ª feira ||| Dia Internacional dos Mantenedores da Paz das Nações Unidas ||| “Tudo parece impossível até que seja feito.” ― Nelson Mandela |||

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O Dia Internacional dos Soldados da Paz das Nações Unidas celebra-se anualmente a 29 de maio e presta homenagem a todos os homens e mulheres que participam nas missões de paz da ONU em diferentes regiões do mundo. Quem são os Soldados da Paz? Conhecidos popularmente como “capacetes azuis”, os soldados da paz integram forças militares, policiais e civis que atuam sob a coordenação das Nações Unidas. O seu principal objetivo é contribuir para a estabilidade em regiões afetadas por conflitos armados, violência ou crises humanitárias. Estes profissionais trabalham frequentemente em condições extremamente difíceis, enfrentando elevados riscos enquanto procuram proteger populações civis e apoiar processos de reconstrução, mediação e reconciliação. Missões de paz no mundo Atualmente, milhares de capacetes azuis encontram-se destacados em várias regiões do mundo, participando em diferentes missões de manutenção da paz. Estas operações têm como objetivos: proteger civis em zonas de conflito; apoiar processos de cessar-fogo; monitorizar acordos de paz; promover os direitos humanos; auxiliar na reconstrução de instituições locais. As missões das Nações Unidas desempenham também um papel importante na assistência humanitária e no apoio às populações deslocadas por guerras ou catástrofes. soldados de paz em missão Origem das missões da ONU As primeiras missões de manutenção da paz da ONU tiveram início em 1948, no contexto dos conflitos no Médio Oriente. Desde então, estas operações evoluíram significativamente, tornando-se uma das principais ferramentas internacionais para a prevenção de conflitos e promoção da estabilidade global. Reconhecimento internacional Pelo seu contributo para a paz e segurança internacionais, as forças de manutenção da paz das Nações Unidas foram distinguidas com o Prémio Nobel da Paz em 1988. A distinção reconheceu o esforço contínuo dos capacetes azuis na promoção da cooperação internacional, da proteção dos direitos humanos e da resolução pacífica de conflitos. (https://www.calendarr.com/portugal/dia-internacional-dos-soldados-da-paz-das-nacoes-unidas/)

pensamento dia

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Frase

Frase
Mohandas Karamchand Gandhi (Porbandar, 2 de outubro de 1869 — Nova Deli, 30 de janeiro de 1948), mais conhecido como Mahatma Gandhi ("Venerável Gandhi", sendo Mahatma um título), foi um advogado estadista, líder espiritual e ativista indiano. Considerado também um líder religioso, além de nacionalista, anticolonialista e especialista em ética política indiana. Ficou conhecido por ter empregado a resistência não violenta para liderar a campanha bem-sucedida pela independência da Índia do Reino Unido e, por sua vez, por inspirar movimentos pelos direitos civis e pela liberdade em todo o mundo. O título honorífico Mahātmā (do sânscrito: "de grande alma", "venerável"), aplicado-lhe pela primeira vez em 1914 na África do Sul, é agora usado em todo o mundo. O aniversário de Gandhi, 2 de outubro, é comemorado na Índia como Gandhi Jayanti, um feriado nacional e em todo o mundo como o Dia Internacional da Não Violência. Gandhi nasceu e foi criado em uma família hindu no litoral de Guzerate, oeste da Índia, e se formou em Direito no Inner Temple, Londres, Inglaterra. É comumente — embora não formalmente — considerado o Pai da Pátria indiana, também chamado de Bapu (Guzerate: carinho por pai, papa). Seguia o princípio da não violência incorporado à desobediência civil, e empregou pela primeira vez a desobediência civil não violenta como advogado expatriado na África do Sul, na luta da comunidade indiana pelos direitos civis. Após seu retorno à Índia em 1915, começou a organizar camponeses, agricultores e trabalhadores urbanos para protestar contra o imposto sobre a terra e a discriminação excessiva. Assumindo a liderança do Congresso Nacional Indiano em 1921, Gandhi liderou campanhas nacionais para várias causas sociais e para alcançar o Swaraj ou o autogoverno. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Mahatma_Gandhi}

 

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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Rubens Paiva foi preso pelo governo militar do Brasil, desapareceu e nunca foi encontrado (1971).

Jornal do Brasil: Matéria ganha Prêmio Wladimir Herzog de Jornalismo

O nome do deputado cassado em 1964 Rubens Beyrodt Paiva figura na lista dos desaparecidos da ditadura militar desde 1971. O ex-deputado foi preso em casa e obrigado a sair dirigindo o seu próprio carro para não despertar suspeitas. Três dias depois, o Fusca do ex-deputado foi encontrado crivado de balas no Alto da Boa Vista. Segundo a versão sustentada pelos órgãos de segurança, o veículo transportava um prisioneiro para interrogatório quando foi interceptado por outro carro com cinco ocupantes armados, possivelmente terroristas. Houve confronto e o grupo conseguiu resgatar o preso, que teria sido ferido. A ação teria ocorrido às 4h30 de 22 de janeiro. 

Em 1979, os jornalistas Fritz Utzeri e Heraldo Dias, do jornal do Brasil, ganharam o Prêmio Wladmir Herzog, com a matéria Quem Matou Rubens Paiva, em que revelam as contradições dos militares ao tentarem explicar o caso.

Segundo a matéria, uma testemunha afirmara ter visto Rubens 30 horas antes do suposto ataque no Alto da Boa vista, bastante machucado, deitado no fundo de um carro. A testemunha e o ex-deputado estavam sendo transportados da Terceira Zona Aérea, próximo ao Aeroporto Santos Dumont, para o quartel da PE, no Rio. 

Ainda de acordo com a matéria, o desaparecimento de Rubens está ligado ao primeiro voo Santiago–Rio, logo depois da chegada ao Chile de 70 presos políticos trocados pelo embaixador suíço Enrico Bucher. Entre os passageiros estavam duas mulheres, que voltavam de uma visita ao filho e à irmã, ambos exilados. Elas traziam várias cartas entre elas duas tinham destinatários identificados – Rubens Paiva e o ex-deputado Almino Afonso. As cartas foram confiscadas pelos agentes de segurança da Aeronáutica e Rubens em seguida foi preso, possivelmente confundido como um contato dos grupos de esquerda no Brasil.

Caso foi arquivado

Na época, Eunice Facciolla Paiva, mulher de Rubens, e a filha do casal Eliana também foram presas. Eunice ficou incomunicável por 12 dias e Eliana, 15 anos, ficou detida por 24 horas. O corpo de Rubens não foi encontrado, e as circunstâncias do seu desaparecimento continuam um mistério até hoje.

O processo que apurava o desaparecimento de Rubens Paiva foi arquivado. O ex-deputado só foi considerado legalmente morto em 1996, depois da aprovação da Lei dos Desaparecidos, que determinou o reconhecimento da responsabilidade do Estado pela morte de 136 desaparecidos políticos.
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