||| 29 de agosto DE 2026 ||| sábado ||| Dia Nacional de Combate ao Fumo / Dia Nacional Sem Tabaco ||| *Reflexão: "O maior inimigo da criatividade é o bom senso". – Pablo Picasso |||

 

Bem vindo

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No dia 29 de agosto, o Brasil celebra o Dia Nacional de Combate ao Fumo. A ocasião vai além da simbologia do calendário. É um convite à reflexão sobre uma das maiores ameaças evitáveis à saúde pública. Apesar da redução histórica no número de fumantes nas últimas décadas, a epidemia da nicotina persiste no país, agora impulsionada pela iniciação precoce entre jovens, pelo avanço dos dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) e pelas desigualdades sociais que perpetuam a exposição e o consumo. Segundo o III Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (LENAD III), atualmente 15,5% da população brasileira com 14 anos ou mais — cerca de 26,8 milhões de pessoas — fazem uso de nicotina, seja por cigarro convencional, dispositivos eletrônicos para fumar (DEFs) ou ambos. A forma mais comum é o uso exclusivo do cigarro (9,9%), seguida do uso exclusivo de DEFs (3,7%) e do uso combinado, ou dual (1,9%). Apesar da crença difundida de que os DEFs poderiam reduzir o consumo de cigarros, os dados apontam que 77,6% dos usuários de DEFs afirmam que o dispositivo não diminuiu o hábito de fumar; apenas 8,9% pararam de fumar após a adesão a esses produtos. O quadro se agrava pelo fato de que 76,3% dos adolescentes que experimentaram DEFs mantiveram o uso e que 80,7% deles consideram fácil ter acesso a esses dispositivos, o que evidencia a vulnerabilidade dessa faixa etária. A iniciação em idade jovem é também preocupante, uma vez que 26,1% dos fumantes começaram antes dos 14 anos, e entre os adolescentes fumantes, 37,6% relataram início precoce. Esses dados indicam que o contato com a nicotina acontece cada vez mais cedo, ampliando o risco de dependência e comprometendo gerações futuras. Outro aspecto alarmante é o fumo passivo. O levantamento mostra que 45,2% dos adolescentes relatam que pelo menos um dos pais fuma ou fumou, enquanto 16,5% convivem com alguém que fuma dentro de casa, um índice superior ao observado entre adultos (11,7%). Além disso, quase metade dos fumantes (48,1%) admite fumar dentro da própria residência, perpetuando a exposição dos familiares.

pensamento dia

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Frase

Frase
Alexander Graham Bell (Edimburgo, 3 de março de 1847 – Beinn Bhreagh, 2 de agosto de 1922) foi um cientista, inventor e fonoaudiólogo britânico, naturalizado estadounidense, fundador da Bell Telephone Company, a empresa protagonista dos primeiros passos da implantação do telefone como meio de comunicação de massa à escala internacional. Embora historicamente Bell tenha sido considerado como o inventor do telefone, o italiano Antonio Meucci foi reconhecido como o seu verdadeiro inventor, em 11 de junho de 2002, pelo Congresso dos Estados Unidos, através da resolução N°. 269. Meucci vendeu o protótipo do aparelho a Bell na década de 1870. Bell desenvolveu muitas outras invenções, entre elas a construção do hidrofólio e vários estudos de aeronáutica. O seu pai, avô e irmão desenvolveram trabalho em fonologia e locução, o que influenciou profundamente o interesse de Alexander Bell pela investigação em som, e as suas experiências em aparelhos auriculares. Em 1888, Alexander Graham Bell foi um dos fundadores da National Geographic Society e em 7 de janeiro de 1898 assumiu a presidência da instituição. Além do trabalho como cientista e inventor, Bell era favorável à esterilização compulsiva, tendo liderado algumas organizações favoráveis à eugenia. [https://pt.wikipedia.org/wiki/Alexander_Graham_Bell]

 

domingo, 4 de janeiro de 2009

A morte de Henfil

Jornal do Brasil: O cartunista Henfil


Henfil foi criador de personagens inesquecíveis de histórias em quadrinhos, como os fradinhos Baixim e Cumprido, a ave Graúna, o bode Orellana, Capitão Zeferino e Ubaldo, o paranóico. Os seus textos mordazes são documentos de uma época sombria e tinham como alvo o regime militar. "As palavras para mim não são gratuitas, não consigo usar nenhuma palavra de forma gratuita", dizia o cartunista, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores. 

O mineiro Henrique Souza Filho começou a carreira na Revista Alterosa, em Belo Horizonte, em 1964. Lá nasceram os fradinhos e o pseudônimo Henfil. O apelido foi invenção do editor Roberto Drumond, que juntou as primeiras sílabas dos nomes Henrique e Filho. Um ano depois, Henfil foi para o Diário de Minas. Em seguida, para o Jornal dos Sports, além de colaborar com as revistas VisãoRealidadePlacar O Cruzeiro. Em 1969, estreou os fradinhos no semanário O Pasquim. Os personagens neuróticos e passionais fizeram sucesso e chamaram a atenção da censura, que impôs cortes às histórias. Em 1972, ingressou no Jornal do Brasil, onde criou Zeferino e seus amigos da caatinga, Graúna e Orellana. Com esse personagens, o cartunista intensificou a crítica à ditadura. 
De 1977 a 1980, na Revista Isto É, escreveu suas Cartas da Mãe, que comentavam os assuntos mais importantes do momento. Naquela época, estavam em pauta o exílio do irmão Herbert de Souza, o Betinho, e de outros companheiros, a tortura, as greves dos trabalhadores no ABC, o surgimento de Lula como líder sindical, a campanha pela anistia, e a criação do PT. 

Também foi o autor dos livros Hiroxima, meu humorDiário de um cucarachaDiretas Já,Henfil na China, Fradim de libertação, e Como se faz humor político. Foi co- autor da peça A Revista do Henfil, além de escrever, dirigir e atuar no filme Tanga - Deu no New York Times 

Luta contra a aids

A notícia da morte de Henfil chegou durante o show que os amigos faziam em um teatro paulista para arrecadar fundos para custear o caro tratamento contra a aids A doença foi contraída em uma transfusão de sangue. Henfil era hemofílico e tinha saúde precária, assim como seus dois irmãos, Herbert de Sousa, e Francisco Mário, que também morreram de aids. Além dos irmãos, tinha mais cinco irmãs.
Henfil não se deixava abater pelas dificuldades da vida, e dizia: "Se não houver frutos, valeu a beleza das flores, se não houver flores, valeu a sombra das folhas, senão houver folhas, valeu a intenção da semente"
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