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Frase

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Aristóteles (Estagira, 384 a.C. – Atenas, 322 a.C.) foi um filósofo e polímata da Grécia Antiga. Ao lado de Platão, de quem foi discípulo na Academia, foi um dos pensadores mais influentes da história da civilização ocidental. Aristóteles abordou quase todos os campos do conhecimento de sua época: biologia, física, metafísica, lógica, poética, política, retórica, ética e, de forma mais marginal, a economia. A filosofia, definida como "amor à sabedoria", passou a ser compreendida por Aristóteles em sentido mais amplo, buscando se tornar uma ciência das ciências. Embora o estagirita tenha escrito muitos tratados e diálogos formatados para a publicação, apenas cerca de um terço de sua produção original sobreviveu, nenhuma delas destinada à publicação. Na concepção aristotélica, a ciência compreende três áreas principais: teórica, prática (práxis) e aplicada ou (poiética). (https://pt.wikipedia.org/wiki/Arist%C3%B3teles)

 

domingo, 15 de novembro de 2009

Este poderia ser... Você ????


Antigo este vídeo, mas sensacional e atualizado.
Um tributo natural a muitos chefes que persistem em "ser demasiadamente queridos" por seu subordinados.
Normalmente quando são substituidos, por razões de promoção, (naturalmente) deixam muitas saudades e são objetos de intensas e sinceras homenagens pelos seus ex-comandados.
Tenho certeza que você conhece alguns com este... carisma e tem (ou teve) uma uma enorme vontade de participar do evento em que lhe fizessem uma "honraria" assim.




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A perda da promoção. O que você vai fazer? (New York Times/Folha SP)

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        Olha só o tema que foi abordado pelo "The New York Times"!
        O artigo abaixo trata da frustração causada pela "perda" de uma promoção na empresa onde trabalhamos. Já aconteceu com você? Não?  Então pode esperar que em algum momento acontecerá.
        Todos nós passamos ou passaremos por este descontentamento. Se não for uma promoção será uma posição de destaque, um curso no exterior, um mestrado, a coordenação de projeto, enfim um agrado qualquer da direção que demonstre o prestigio que gozamos com os níveis de gerencia acima de nós.
        É uma frustração infinita enquanto durar (plágio de um trecho do Soneto de Felicidade de Vinicius de Moraes). E é mesmo!
        Já passei algumas vezes por esta contrariedade. Guardo na memória um gostinho travoso de cada uma delas. Entretanto aprendi - com cada uma também - que as piores reações  que podemos apresentar é o ressentimento, a mágoa e o melindre.
        Meu conselho é que aquele período de "TPM corporativa" pelo qual todas as "vitimas" passam seja o mais rapidamente possível abreviado e imediatamente se retorne ao trabalho com ímpeto total. Pelo menos foi o que fiz sempre. Voltava com raiva e garra para mostrar ao chefe que ele tinha se enganado desprezar minha indicação. 
        Acredito que seja um bom conselho, pois, no meu caso, sempre deu certo. 
        O artigo que escolhi para postar aqui, ilustrando o tema, é apresentado em forma de "duvidas e respostas". São apenas quatro situações colocadas, mas as respostas são verdadeiras aulas sobre o comportamento que devemos adotar quando formos atingidos por esta adversidade que o mundo corporativo nos reserva.
         Repito que vai acontecer, com um de vocês que estão lendo o artigo (e os que não estejam também), mais de uma vez e por mais ascendente e vitoriosa que seja a carreira de qualquer um de nós. Portanto, esteja preparado...

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Quando você não consegue aquela promoção
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Dúvida.Você acaba de ser preterido em uma promoção que acreditava merecer. Você está chocado, mas não quer piorar a situação. O que deve fazer?
92866121, Doug Berry /iStock ExclusiveResposta.Em primeiro lugar, acalme-se. Você pode se sentir como se tivesse levado um soco, mas precisa de tempo para colocar essa decisão em perspectiva e analisá-la. Se estiver se sentindo emotivo, tente falar muito pouco no início, para evitar fazer algo contraproducente, disse John Beeson, fundador da Beeson Consulting, de Manhattan. “Seu chefe provavelmente se sente culpado e não está preparado para lhe dar bons motivos para a decisão”, disse Beeson. “Apenas diga: ‘Estou decepcionado. Não vou discutir a decisão, mas gostaria de falar com você daqui a alguns dias e ter um ‘feedback’ que me ajude a administrar minha carreira’. Isso diz ao seu chefe que você não está desistindo e quer mais informação.”

Dúvida.Depois de se acalmar, qual é a melhor maneira de descobrir por que não foi promovido?
Resposta.Primeiro responda algumas perguntas básicas. Você estava consciente da possibilidade de que outra pessoa poderia ganhar a promoção? Quão importante era essa promoção para você? E como a empresa está se saindo em geral —você foi a única pessoa que não teve promoção neste ano? “As respostas vão lhe permitir compreender a decisão de maneira pragmática”, disse Ana Dutra, CEO do grupo Korn/Ferry International’s Leadership and Talent Consulting, de Chicago.

http://www.corbisimages.com/images/42-15288224.jpg?size=67&uid=46fc7626-91b3-43c1-b2f1-75fff22e9029&uniqID=8657c3a6-d699-4527-a26e-17c886799806Dúvida.Quando você se reunir com seu chefe para discutir a decisão, deve tentar convencê-lo a reconsiderar?
Resposta.Não. Você deve considerar a decisão definitiva. O que você quer agora é “feedback”, disse Jane S. Goldner, consultora e autora de “Driven to Success: A 10-Point Checkup for Achieving High Performance in Business” (Voltado para o sucesso: Um check-up de 10 pontos para alcançar o alto desempenho nos negócios).
Perguntar por que não foi promovido só vai colocar seu chefe na defensiva. “É muito mais produtivo perguntar o que você deve fazer para ser a pessoa mais qualificada na próxima vez”, ela disse.

Dúvida.Como administrar a raiva e a frustração enquanto isso?
Resposta.Administrar esses sentimentos é vital, porque a negatividade no escritório pode acabar com uma carreira, disse Shawn Achor, professor de psicologia na Universidade Harvard e CEO da consultoria Aspirant.
Achor estuda os efeitos das atitudes positivas e negativas no desempenho no trabalho. Ele diz que as pessoas que têm uma atitude amarga começam a desconstruir seus sistemas de apoio social no trabalho e perdem a conexão com os colegas. “Então elas se tornam a pessoa tóxica na equipe”, disse. Uma atitude positiva traz mais inteligência para uma tarefa, permite que você veja mais possibilidades e trabalhe melhor, ele disse.

EILENE ZIMMERMAN

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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

UNIBAN recua e revoga expulsão da sua aluna.

 
Conforme escrevi no post de ontem a UNIBAN não suportou a pressão popular contra a expulsão da moça - Geisy - que vem a ser a dona do vestido (mini saia) rosa mais famoso do Brasil.


Hoje mesmo o reitor da UNIBAN revogou o ato anterior e mostrou mais uma vez o quanto é fraca de ideias e pobre de atitude  a sua diretoria  (que eles chamam de "Conselho") para dar suporte.


"O reitor da Universidade Bandeirante, Heitor Pinto, determinou a revogação da expulsão da estudante de Turismo Geisy Arruda, 20. O desligamento de Geisy da Uniban havia sido publicado em anúncio em jornais paulistas neste domingo, 8, e definido como ato do Conselho Universitário. O assessor jurídico da reitoria da instituição, Décio Lencioni Machado, informou que a decisão de invalidar a expulsão foi tomada pelo "reitor, como pessoa física".purple lines

terça-feira, 10 de novembro de 2009

UNIBAN, que diz ser uma universidade, virou símbolo de retrocesso. Algo como uma Abu Ghraib cultural.



          Fiquei aqui pensando como deveria representar o logotipo dessa "universidade" (assim mesmo entre aspas)  que conseguiu em tempo recorde "construir " uma imagem tão negativa para sua logomarca.
Achei que misturar um vidro de veneno seria ilustrativo. É que está ai acima.
            Nem vou comentar sobre o fato da estudante (agora uma celebridade, negativa, diga-se de passagem) ter ou não agido corretamente ao ir  à universidade de minissaia.
            Destaco dois fatos e o faço pela simples vontade de expressar minha opinião pelo blog.  Já disse aqui mesmo que blog é forma de expressão de seu "proprietário".
            Não ia tratar do assunto quando ele surgiu da primeira vez com as cenas deprimentes de um bando de machos frustrados correndo atrás de uma fêmea como animais no cio. Lamentável, mas característico de jovens  cujos destinos - moral e profissional -  já estão traçados desde cedo. Considerei um mero episódio de histeria coletiva desses que a gente cansa de ver na televisão, nas festas "rave" e outras manifestações semelhantes.
            O triste é que aquele fato tenha ocorrido em um ambiente escolar. Nem considero aquilo ali uma universidade. Basta ver a colocação da UNIBAN na lista do MEC que classifica as universidade por sua qualidade. Se fosse uma classificação de campeonato brasileiro ela estaria na serie "D" e olhe lá!
            Neste fim de semana a direção da "universidade" conseguiu superar sua própria capacidade de  se autoflagelar e expulsou a sua aluna. Justificou-se com base em um bestialógico que faz jus à fama da UNIBAN. Alegou que a moça faltou ao decoro com o "sagrado" ambiente universitário. HÁ-HÁ-HÁ!
            Paro por aqui porque o assunto está mais do que explorado na internet. Quero apenas  destacar para os leitores da Oficina de Gerencia o estudo de caso que a diretoria da UNIBAN (sim porque esta empresa - aliás, de alto faturamento - deve ter uma direção!) nos proporciona.
            Fico aqui imaginando a reunião deste colegiado fazendo a avaliação dos fatos e decidindo pela expulsão da única vítima de todo o episódio. Que tipo de mentes estaria por trás de semelhante erro de avaliação?
            O resultado deste ato de gestão está na boca do mundo. Virei a internet de cabeça para baixo e não encontrei um unico órgão da mídia, de instituições sérias ou organizações voltadas para a moral e os bons costumes que não desaprovasse o ato. Aliás, um ato puro de imbecilidade gerencial "stricto sensu". Acho que nem TFP aprovaria a UNIBAN.

            Sabe o que vai acontecer? Na minha humilde opinião? A UNIBAN não vai sustentar sua decisão e será obrigada a anular a expulsão. É o mínimo que o sistema brasileiro de justiça deve fazer.
            Aliás, por falar em justiça onde estão o Ministério Publico e as associações de direitos civis? Se fosse algo envolvendo humilhação policial a algum bandido preso tenho certeza que alguma dessas ONGs ou um jovem e “atento” promotor de justiça já teriam se manifestado.              
            Alguém duvida?
            Vejam vídeos que recolhi e imagens a respeito do episódio. Tem coisas de provocar engulhos...



domingo, 8 de novembro de 2009

Dilbert e os disparates do chefe...

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Por favor, peço-lhes que olhem com atenção esta tirinha do Dilbert e me digam se algo semelhante já aconteceu no escritorio de vocês. 
Não? Então vocês fazem parte da exceção à regra. 
São muitas as reuniões das quais participamos com nossos superiores onde o "nonsense" é praticado explicitamente. Normalmente são os gerentes que não dominam muito bem a área onde se encontram  que começam a "inventar a roda" e dai para as ordens absurdas, difusas, disparatadas e insensatas é um pulo. 
Existem executivos que sequer conseguem organizar seus pensamentos para disparar desejos destrambelhados que logo vão se transformar em (muito) trabalho para seus auxiliares. E quando estes paradoxos caem no colo de alguns daqueles aspones do chefão? É o verdadeiro "toque de horror" no escritorio.
É mais ou menos isso que a tirinha do Dilbert nos envia como mensagem. Alguém poderá estar perguntando o que fazer quando isso acontece? A resposta que tenho (e são muitas as situações e singularidades em torno dessa questão) baseada em minha vivência é que o melhor é ver primeiro se o chefe esquece. Se isso não acontecer dê um jeito de atender logo  a demanda para se livrar da pressão. Faça o melhor que puder sabendo que a chance dele (ele mesmo o chefe!) esquecer o assunto é enorme e  mesmo assim se isso não acontecer dificilmente o seu trabalho - normalmente um relatorio ou anotação tecnica - será lido.
Vamos ao Dilbert?





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sábado, 7 de novembro de 2009

VASCOOO! O campeão voltou ao seu lugar e está na elite. Dinamite neles!


Se você não é vascaino fique à vontade caso não queira prosseguir na leitura deste texto. Este é um post 100% dedicado à minha paixão pelo Vasco da Gama.

Hoje, ao terminar o jogo com o Juventude onde ganhamos de 2 a 1 e confirmou-se a volta do "Almirante" à elite do futebol brasileiro, emocionei-me ao ver os 80 mil torcedores da nação vascaína, também emocionados, comemorarem com o grito que estava preso desde o ano passado o retorno do Vasco a serie "A". Uma euforia que só os vascaínos de coração podem entender.

Vi, pela TV, nas arquibancadas do Maracanã crianças chorando, jovens vibrando, adultos emocionados e o sentimento de amor ao velho e sempre renovado Vasco da Gama explodir nos corações daqueles irmãos vascaínos.

Foi sensacional! 

Estamos de volta e os "adversários" (principalmente aquele...) que se cuidem. 

O presidente Roberto Dinamite já mostrou que entende do riscado e agora, depurado e sem a mácula de Eurico Teixeira vai levar o nosso "Almirante" às grandes jornadas que lhe estão reservadas.

Hoje, a torcida do Vasco mostrou a sua força e quebrou todos os recordes de publico de todas as series do futebol. Um show de amor ao Vasco, de confiança na diretoria e de esperança no futuro!

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O campeão voltou!
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VASCÃO ESTÁ NA 1ª DIVISÃO

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[Video é homenagem à torcida do Vasco]


[Reportagem da Globo logo após o jogo Vasco 2 x Juventude 1]

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Hino do Vasco (composto em 1949) 

Letra e Música de Lamartine Babo

Vamos todos cantar de coração
A Cruz de Malta é o meu pendão
Tu tens o nome de um heróico português
Vasco da Gama, a tua fama assim se fez


Tua imensa torcida é bem feliz
Norte e sul, norte e sul deste país
Tua estrela, na terra a brilhar
Ilumina o mar


No atletismo és um braço
No remo és imortal
No futebol és o traço
De união Brasil-Portugal





sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Crise do crédito. Veja a animação e entenda.

 


Vocês já entenderam a crise de crédito que o mundo está vivendo? Tipo, entender completamente? 
Exceto para aqueles que são fanáticos por noticias acho que os demais - a maioria e eu estou dentro - ainda não conseguiu fazer a "ficha cair". 
Hoje mesmo ouvi a noticia de que nos EUA estão desempregados mais de 16 milhões de trabalhadores. É muita gente. E no resto do mundo está mais ou menos do mesmo jeito.
Pesquisa daqui e dali achei este video que pretende explicar, por meio de animações, como aconteceu a crise de crédito. Eu gostei!
E como a crise ainda está viva e ameaçando nosso mundo achei que merecia colocar a animação para que mais pessoas possam entender como a economia do planeta chegou neste ponto.
Assistam e tirem suas conclusões.





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domingo, 1 de novembro de 2009

"Cultura da Desconfiança" existe mesmo? Leia a respeito. (Emilio Odebrecht/Folha de São Paulo)

Trago ao blog mais um artigo do empresário Emílio Odebrecht. Faz um tempo que não publico nada dele, pois seus ultimos escritos estavam fora da temática da Oficina de Gerencia. Hoje não! Ele nos traz um assunto importante e sempre atual, apesar de existir desde o inicio do mundo. Refiro-me à dicotomia entre a confiança e a desconfiança abordadas no artigo sob o título de “Cultura da Desconfiança”.
Leiam abaixo dois pequenos trechos que estão no artigo:
  • [...] "Ocorre que a desconfiança a priori não favorece o diálogo. Precisamos inverter essa situação. O mundo está cheio de exemplos do bom uso do princípio oposto - o da confiança." [...] "Confiar é um princípio universal, atemporal. É uma escolha e é um valor. Desconfiar não é um valor." [...]
  •  
Penso que alcançar o nível de se conseguir eliminar a cultura da desconfiança que nossa sociedade exercita com tanto ardor é uma utopia. Entretanto é necessario que  o debate seja incentivado.  A desconfiança custa muito caro aos cofres publicos e às corporações. Sem duvidas é ela a grande mantenedora dos organismos de controle que existem tanto na administração publica quanto na privada.  A cultura da desconfiança se suporta sobre uma gigantesca estrutura de controles e controladores. Por conta dos atos - muito mais divulgados nas midias - de corrupção e desgoverno esta maquina está cada vez mais poderosa junto à opinião publica. É natural que assim seja...
O tema, obviamente, está no centro das discussões em função da atuação mais visivel de instituições publicas especializadas em exercer controle formal sobre as empresas e corporações. E são muitas. São tribunais (federais e estaduais), controladorias, corregedorias, institutos, ONGs e auditorias; sem falar nos organismos policiais ou derivados cuja finalidade é operar nas dobras da cultura da desconfiança.
Longe de mim desprezar esse trabalho essencial para organizações que necessitam manter a transparência quanto à utilização dos recursos publicos e privados também (a rigor, hoje em dia, dificilmente se conseguirá separar as duas coisas). Entretanto estou ao lado daqueles que consideram excessiva a valorização e o poder que estão cercando o trabalho destes orgãos. 
Flagrantemente está ocorrendo uma inversão de valores. Os fiscais estão sendo mais importantes do que os executivos; os auditores mais valorizados do que os  gerentes. Esta constatação é inegável e isto não faz parte do equilibrio natural das coisas. As consequencias deste desvio  jamais poderão ser parte do senso comum e no futuro causarão prejuizos maiores do que aqueles para os quais estas corporações foram criadas para coibir.
Fico por aqui. Vamos ao artigo porque Emilio Odebrecht tem autoridade para escrever sobre o tema. É executivo de sucesso e passou a sua vida empresarial sendo fiscalizado pelos órgãos de controle. Leiam o que tem a dizer.
São Paulo, domingo, 01 de novembro de 2009




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EMÍLIO ODEBRECHT


A cultura da desconfiança

           Os jornais das últimas semanas reservaram espaços generosos para um debate tenso e acalorado sobre o papel de organismos de controle e fiscalização criados na administração pública brasileira.
           Não pretendo participar focando no que está posto - que são as atribuições das instituições concebidas para auxiliar os gestores governamentais - porque isso é apenas um efeito. Prefiro olhar para a causa - e a causa é um fenômeno chamado cultura da desconfiança.(grifo é do blog)
          As relações entre empresas, entre estas e o poder público e entre o poder público e a sociedade deveriam ser pautadas pelo princípio da confiança.
           Entretanto, a cultura da desconfiança impôs ao servidor público e a todos aqueles que com ele se relacionam um emaranhado de medidas que tem levado o Estado ao imobilismo.

sb10063205i-001, Bruno Muff /Photographer's Choice RF

           Quando o ministro Hélio Beltrão, no final da década de 1970, empreendeu sua cruzada pela desburocratização, ele definiu como condição básica para o êxito de seu projeto o crédito na palavra e no compromisso de cada um com a verdade.
.........Uma declaração de próprio punho tinha que ter tanto valor quanto uma certidão emitida por um cartório. Não deu certo e continua alta a popularidade do ato de se desconfiar, seja no setor público, seja no privado. Neste, a inexistência de delegação em muitas empresas é uma demonstração de que também não existe a condição preliminar: líderes que confiam em seus liderados.
.........Ocorre que a desconfiança a priori não favorece o diálogo (grifo é do blog). Precisamos inverter essa situação. O mundo está cheio de exemplos do bom uso do princípio oposto - o da confiança.
.........Todos conhecem o caso do economista Muhammad Yunus, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 2006 por ter criado em Bangladesh um banco voltado para o microcrédito. As pessoas que o procuram não dispõem de qualquer ativo para oferecer como garantia pelo empréstimo tomado, além da própria palavra. Se comprometem a pagar o que lhes for emprestado e pagam. Merecedoras de confiança, honram os contratos.

75042542, Peter Bono /Stock Illustration RF

           Confiar é um princípio universal, atemporal. É uma escolha e é um valor. Desconfiar não é um valor. Confiar é também um atributo daqueles que são movidos pelo espírito de servir. A confiança decorre do respeito entre as pessoas e o respeito é fruto da disciplina nos relacionamentos. Este trinômio é a chave da questão.
           O Brasil está pagando um preço muito elevado por ter permitido que esse clima de eterna suspeita contaminasse a vida do país. Caminhar no rumo da construção de uma sociedade de confiança trará bons resultados para todos nós.

EMÍLIO ODEBRECHT escreve aos domingos nesta coluna


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