Olha só o tema que foi abordado pelo "The New York Times"!
O artigo abaixo trata da frustração causada pela "perda" de uma promoção na empresa onde trabalhamos. Já aconteceu com você? Não? Então pode esperar que em algum momento acontecerá.
Todos nós passamos ou passaremos por este descontentamento. Se não for uma promoção será uma posição de destaque, um curso no exterior, um mestrado, a coordenação de projeto, enfim um agrado qualquer da direção que demonstre o prestigio que gozamos com os níveis de gerencia acima de nós.
É uma frustração infinita enquanto durar (plágio de um trecho do Soneto de Felicidade de Vinicius de Moraes). E é mesmo!
Já passei algumas vezes por esta contrariedade. Guardo na memória um gostinho travoso de cada uma delas. Entretanto aprendi - com cada uma também - que as piores reações que podemos apresentar é o ressentimento, a mágoa e o melindre.
Meu conselho é que aquele período de "TPM corporativa" pelo qual todas as "vitimas" passam seja o mais rapidamente possível abreviado e imediatamente se retorne ao trabalho com ímpeto total. Pelo menos foi o que fiz sempre. Voltava com raiva e garra para mostrar ao chefe que ele tinha se enganado desprezar minha indicação.
Acredito que seja um bom conselho, pois, no meu caso, sempre deu certo.
O artigo que escolhi para postar aqui, ilustrando o tema, é apresentado em forma de "duvidas e respostas". São apenas quatro situações colocadas, mas as respostas são verdadeiras aulas sobre o comportamento que devemos adotar quando formos atingidos por esta adversidade que o mundo corporativo nos reserva.
Repito que vai acontecer, com um de vocês que estão lendo o artigo (e os que não estejam também), mais de uma vez e por mais ascendente e vitoriosa que seja a carreira de qualquer um de nós. Portanto, esteja preparado...
Quando você não consegue aquela promoção
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Dúvida.Você acaba de ser preterido em uma promoção que acreditava merecer. Você está chocado, mas não quer piorar a situação. O que deve fazer?
Resposta.Em primeiro lugar, acalme-se. Você pode se sentir como se tivesse levado um soco, mas precisa de tempo para colocar essa decisão em perspectiva e analisá-la. Se estiver se sentindo emotivo, tente falar muito pouco no início, para evitar fazer algo contraproducente, disse John Beeson, fundador da Beeson Consulting, de Manhattan. “Seu chefe provavelmente se sente culpado e não está preparado para lhe dar bons motivos para a decisão”, disse Beeson. “Apenas diga: ‘Estou decepcionado. Não vou discutir a decisão, mas gostaria de falar com você daqui a alguns dias e ter um ‘feedback’ que me ajude a administrar minha carreira’. Isso diz ao seu chefe que você não está desistindo e quer mais informação.”
Dúvida.Depois de se acalmar, qual é a melhor maneira de descobrir por que não foi promovido?
Resposta.Primeiro responda algumas perguntas básicas. Você estava consciente da possibilidade de que outra pessoa poderia ganhar a promoção? Quão importante era essa promoção para você? E como a empresa está se saindo em geral —você foi a única pessoa que não teve promoção neste ano? “As respostas vão lhe permitir compreender a decisão de maneira pragmática”, disse Ana Dutra, CEO do grupo Korn/Ferry International’s Leadership and Talent Consulting, de Chicago.
Dúvida.Quando você se reunir com seu chefe para discutir a decisão, deve tentar convencê-lo a reconsiderar?
Resposta.Não. Você deve considerar a decisão definitiva. O que você quer agora é “feedback”, disse Jane S. Goldner, consultora e autora de “Driven to Success: A 10-Point Checkup for Achieving High Performance in Business” (Voltado para o sucesso: Um check-up de 10 pontos para alcançar o alto desempenho nos negócios).
Perguntar por que não foi promovido só vai colocar seu chefe na defensiva. “É muito mais produtivo perguntar o que você deve fazer para ser a pessoa mais qualificada na próxima vez”, ela disse.
Dúvida.Como administrar a raiva e a frustração enquanto isso?
Resposta.Administrar esses sentimentos é vital, porque a negatividade no escritório pode acabar com uma carreira, disse Shawn Achor, professor de psicologia na Universidade Harvard e CEO da consultoria Aspirant.
Achor estuda os efeitos das atitudes positivas e negativas no desempenho no trabalho. Ele diz que as pessoas que têm uma atitude amarga começam a desconstruir seus sistemas de apoio social no trabalho e perdem a conexão com os colegas. “Então elas se tornam a pessoa tóxica na equipe”, disse. Uma atitude positiva traz mais inteligência para uma tarefa, permite que você veja mais possibilidades e trabalhe melhor, ele disse.
EILENE ZIMMERMAN