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Anton Pavlovitch Tchekhov, (Taganrog, 29 de janeiro de 1860 — Badenweiler, 15 de julho de 1904), foi um médico, dramaturgo e escritor russo, considerado um dos maiores contistas de todos os tempos. Em sua carreira como dramaturgo criou quatro clássicos e seus contos têm sido aclamados por escritores e críticos. Tchekhov foi médico durante a maior parte de sua carreira literária, e em uma de suas cartas ele escreve a respeito: "A medicina é a minha legítima esposa; a literatura é apenas minha amante". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Anton_Tchekhov]

 

domingo, 5 de julho de 2026

Copa do Mundo: O Fim da Ilusão e a Realidade do Ciclo

 

Eliminação na Copa: Uma Surpresa Apenas para os Distraídos  

(por Herbert Drummond)

A eliminação da Seleção Brasileira costuma acionar um protocolo previsível: caça às bruxas, distribuição de culpas e a proliferação dos "engenheiros de obras prontas".

A discussão, ridícula, sobre "porque o Vini não bateu o pênalti virou meme". Para quem analisa o futebol com frieza, o resultado passa longe de ser uma surpresa. Olhar para o placar como um "vexame isolado" é ignorar o contexto macro de todo o ciclo de 4 anos a que foi submetida a instituição "Seleção Brasileira", desde a última copa (2022-2026)    

A verdade, é que, por motivos de marketing, dinheiro das Bets e a torcida vulnerável na vontade de se apaixonar por sua seleção, a mídia em peso vendeu a promessa de um milagre de realidade insustentável. Se compararmos a seleção do Brasil com as favoritas, o desnível salta aos olhos e desde antes da era Ancelotti.

Enquanto os rivais consolidavam suas estruturas ao longo desse mesmo ciclo, nós enfrentávamos um período caótico, marcado por crises em série. A torcida, na sua paixão, preferiu esquecer e acreditar que, no fim, tudo daria certo. Não deu.

Nas simulações dos caminhos da Copa, o teto do Brasil já se limitava (se avançasse hoje) às quartas de final (Inglaterra ou México), diante da nossa fragilidade coletiva. O entusiasmo nas vitórias contra Haiti e Escócia, mascararam as deficiências  de nossa seleção. A torcida foi na onda do hexa...

No jogo de hoje, o Brasil, em tempo nenhum, foi uma equipe. Na fase de grupos e da de 16 avos, evoluímos para o status de "grupo" (clique aqui). Todavia, as seleções que marcham firmes rumo às fases finais estão degraus acima desse nível. A Noruega estava e está, claramente, acima do Brasil nessa escala. Mostrou isso no campo de jogo. Exemplos de equipes? França e Argentina.

Não comentarei coisas técnicas ou táticas do jogo. Já tem muitos "especialistas" teorizando sobre o consumado.  Perdemos porque o adversário foi melhor. Simples assim.

A frustração de milhões de torcedores é legítima, mas o fanatismo não pode cegar a análise. Agora, o foco precisa estar no futuro. A manutenção do contrato com o técnico Ancelotti até 2030 é a garantia de continuidade para a montagem de um trabalho sólido e verdadeiro. 

É hora de aceitar a verdade para, finalmente, podermos evoluir. Não se deve crucificar nenhum personagem desse drama, nem o técnico, nem jogadores. Aqui, vale um famoso verso de Fernando Pessoa/Ricardo Reis:

"Não peçam muito a ninguém,

Ninguém tem muito pra dar"



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