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O dia 7 de junho é marcado pela comemoração da liberdade de imprensa. A liberdade de imprensa é o direito dos profissionais da mídia de fazer circular livremente as informações, um pressuposto para a democracia. O contrário dela é a censura, própria dos governos ditatoriais, que limitam o poder de ação da mídia de acordo com seus interesses particulares. A data é celebrada por profissionais da área através do exercício de seu trabalho ou mesmo em protestos. Em recompensa ao trabalho árduo da imprensa, existem diversos prêmios que prestigiam atuações em situações nem sempre favoráveis à liberdade, como a cobertura de países em guerra, por exemplo. É importante que este dia nos lembre que os meios de comunicação têm o direito e o dever de manter os cidadãos informados. Entretanto, ser livre não quer dizer desrespeitar a liberdade dos outros. Por isso, a imprensa tem o direito de liberdade, mas também tem uma obrigação com a ética. Essa conduta serve para evitar que fatos sejam divulgados sem a devida apuração da verdade, pois a repercussão pode fugir do controle. A força de uma afirmação errada é bem maior do que de um direito de resposta.

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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

A Arte da Sabedoria Mundana - "Saber Mudar" (Aforismo 198)


A
presento no blog mais um aforismo de Baltasar Gracián, o de número 198 do seu livro "A Arte da Sabedoria Mundana". Mantendo meu compromisso de transcrever aqui no blog muitos dos trezentos pensamentos que o teólogo espanhol do século 17 escreveu. Sobre esta série (até agora, com este, serão três aforismos publicados) escrevi uma "nota de rodapé" ao final do post a respeito desse meu projeto.
Sobre o aforismo deste post, como sempre, Gracián aborda um tema provocante. O foco maior está nas relações que as nações, sociedades e pessoas mantêm com seus filhos mais ilustres. Chegou a escrever que "As mães pátrias se comportam como madrastas para com os superiores".
O aforismo traduz em poucas palavras, estilo que consagrou Gracián, essa atitude desagradável e preconceituosa com a qual os grupos sociais tratam as pessoas que a ele pertenceram quando chegam a alcançar o êxito e o sucesso pessoal dentro do próprio sítio onde nasceu. E sabemos que é assim mesmo.
Os aforismos nos conduzem às reflexões sobre nossos próprios pensamentos e valores. Eles não indicam as receitas ou o aconselhamentos de como se deva proceder em relação aos temas que abordam. Apenas os coloca de maneira genial e suscita consideração, meditação, ponderação... É sempre um exercício de inteligência ler os aforismo de Baltasar Gracián.
Leia você mesmo e tire suas conclusões.
Quadro pertencente ao acervo do Museo de America, os reis espanhóis recebem Colombo
 .
 Saber Mudar
(Aforismo 198 transcrito do livro "A Arte da Sabedoria Mundana" de Baltasar Gracián).

Há nações que só alcançam a estima após mudarem de lugar, e a regra é especialmente válida nas altas posições.
As mães pátrias se comportam como madrastas para com os superiores.
A inveja encontra solo fértil e reina sobre tudo, lembrando as imperfeições do início em vez da grandeza alcançada mais tarde.
Um mero alfinete ganhou apreço ao viajar do Velho Mundo para o Novo, e uma conta de vidro fez as pessoas desprezarem o diamante. (¹)
Tudo o que é estrangeiro goza de estima, seja por ter vindo de longe, seja porque é visto depois de elaborado e já perfeito.
Alguns foram desprezados em seu próprio cantinho, mas alcançaram fama mundial. São louvados por sua própria gente porque esta os vê a distância, e pelos estrangeiros por terem vindo de longe.
A estátua do altar nunca será venerada por alguém que a viu quando não passava de um tronco de árvore na floresta.
 
(¹) Alusão à exploração europeia do Novo Mundo.
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Este é mais um aforismo de Baltasar Gracián na sua obra destacada aqui no blog pelo post "Possuir a arte da conversação"
Este aforismo trata - com a ironia refinada de Gracián - as mudanças de valores que ocorreram na Europa à época da exploração do Novo Mundo. A última frase é lapidar. A imagem foi retirada do site novomilenio.inf.br

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