||| 30 de agosto DE 2026 ||| domingo ||| Dia Nacional do Perdão ||| *Reflexão: "Aquele que não consegue perdoar aos outros, destrói a ponte por onde irá passar" -- Francis Bacon |||

 

Bem vindo

Bem vindo

O Dia Nacional do Perdão é celebrado anualmente em 30 de agosto no Brasil.A data foi oficialmente instituída pela Lei nº 13.437/2017, sancionada com o objetivo de promover a reflexão sobre o perdão, a paz e a reconciliação na sociedade, ajudando a diminuir os conflitos e a violência.Origem da DataA criação do dia foi proposta por meio de um projeto de lei da ex-deputada federal Keiko Ota. A escolha do dia 30 de agosto carrega um significado pessoal e comovente:Caso Ives Ota: É a data em que o filho de Keiko, Ives Ota, foi sequestrado e assassinado em 1997, com apenas 8 anos de idade.Exemplo de superação: Apesar da tragédia e da dor profunda, Keiko Ota e seu marido, Masataka Ota, decidiram perdoar os assassinos do filho.Legado: A partir dessa experiência, fundaram movimentos de paz para mostrar que o perdão pode libertar as pessoas do ciclo de ódio e trazer restauração interior.Pontos ImportantesNão é feriado: A criação da data serve exclusivamente para fins de conscientização e não altera o calendário de dias não úteis no país.Agosto Violeta: Inspirada por essa legislação, surgiu também a campanha Agosto Violeta, que promove debates e ações educativas focadas no poder da tolerância e do perdão mútuo durante todo o mês. Não é feriado: A criação da data serve exclusivamente para fins de conscientização e não altera o calendário de dias não úteis no país.Agosto Violeta: Inspirada por essa legislação, surgiu também a campanha Agosto Violeta, que promove debates e ações educativas focadas no poder da tolerância e do perdão mútuo durante todo o mês.

pensamento dia

pensamento dia

Frase

Frase
Charles-Maurice de Talleyrand-Périgord (Paris, 2 de fevereiro de 1754 – Paris, 17 de maio de 1838) foi um político e diplomata francês. Ele ocupou em quatro ocasiões diferentes o cargo de Ministro dos Negócios Estrangeiros e também foi o primeiro Primeiro-Ministro da França entre julho e setembro de 1815 sob Luís XVIII depois da restauração francesa. Carreira Talleyrand demonstrou admirável capacidade de sobrevivência política ao ocupar altos cargos no governo revolucionário francês, sob Napoleão Bonaparte, durante a restauração da monarquia da Casa de Bourbon e sob o rei Luís Filipe. Embora de ascendência aristocrática, ele não pôde seguir a carreira militar por causa de um defeito físico (Pé torto). Opcionalmente, foi preparado para a carreira religiosa e, como seminarista, estudou teologia e leu a obra dos filósofos progressistas contemporâneos.[https://pt.wikipedia.org/wiki/Charles-Maurice_de_Talleyrand]

 

domingo, 12 de abril de 2009

Adriano não conseguiu ficar sossegado... ainda.

http://machochip.com/Adriano%20pissed.jpg
.

Nem vou entrar nessa polêmica que, mais uma vez, alguns setores da mídia ficam explorando para "produzir" notícias e vender jornais ou audiência (leia-se publicidade). Nada contra, mas a falta de sensibilidade da corporação de reporteres e afins tolhe as melhores lições que outros interessados em saber o que, realmente, aconteceu com o Adriano poderiam retirar do episodio.

O comentário do consagrado Ruy Castro dá uma boa medida de como se deve encarar o tema sem que haja necessidade de se criar uma rede de "papparazzis" em torno de uma pessoa - visivelmente atormentado com seu proprio sucesso - que pediu simplesmente para ficar só.

Pelo que todos dizem (detesto essa expressão,mas vamos lá...) - e aqui eu reforço a amplitude do "todos" - o Adriano sofre de alcoolismo. Essa é a unica "verdade unanime" que se consegue chamar de pepita de ouro nessa garimpagem que a mídia resolver fazer ao montar uma "campana" na porta do ex-atleta da Inter de Milão e da seleção do Dunga (observem que não chamei de Seleção Brasileira).

Radar

A saida do Adriano, na forma em que se deu, só é inusitada porque contrariou todos os paradigmas existentes na sua corporação. Simplesmente resolveu "dar um tempo" como costuma dizer um dos namorados (e casados também) quando quer se ver livre da relação e não tem coragem de romper de uma vez.

O normal seria ele ficar e continuar jogando na Inter, ganhando milhões de euros, camuflando sua doença e má conduta como profissional até que chegasse ao fim da linha a exemplo de Garrincha e tantos outros que encerraram as carreiras na "rua da amargura" por conta do alcoolismo.

Adriano, "o Imperador" (que apelido mais ridiculo!) preferiu sair antes. É jovem e pode ter dado o primeiro grande passo na busca da sua cura. Mas terá que busca-la.

Ocorre-me, a proposito, um outro exemplo clássico no mundo do futebol. Quem não lembra de Diego Maradona tendo que sair do futebol por conta do seu vício na cocaina. Esteve à beira da morte há alguns poucos anos e ainda não está livre da ameaça.

Vamos à leitura do artigo de Ruy Castro que sempre vale a pena...

blue and black



São Paulo, sábado, 11 de abril de 2009




http://images.ig.com.br/publicador/ultimosegundo/176/176/75/543260.ruy_castro_cultura_210_280.jpg
RUY CASTRO

Adriano entre amigos

RIO DE JANEIRO - Há cerca de um ano e meio, escrevi sobre o jogador Adriano neste espaço. Na época, ele estava de volta ao Brasil, supostamente para se internar numa clínica para dependentes químicos. "É a coisa certa a fazer", escrevi.

"Desde o começo, as pessoas relutam em tratar de seu caso pelo único nome que lhe cabe: alcoolismo".

Mas esse tratamento não aconteceu. Em vez disso, Adriano foi por empréstimo para o São Paulo, onde espiões, psicólogos e preparadores físicos o puseram em forma para jogar e marcar alguns gols. Dado como "recuperado", voltou para seu clube na Itália. Para todos os efeitos, não era mais alcoólatra. Ou nunca fora -em toda parte, há uma burra e invencível relutância em classificar alguém assim.

Acontece que Adriano nunca se tratou e nunca se recuperou. Se pareceu funcionar a contento durante sua temporada paulistana -uma ou duas escapadas na noite, pelo que vazou-, é porque seu grau de dependência ainda não o incapacitará. Mas a dependência é um processo, acima da competência de clubes de futebol ou de spas. O único lugar para tratá-la são as clínicas especializadas. Justamente para onde ele não quer ir, para não ficar marcado pela palavra feia.

AP

"Adriano está deprimido porque brigou com a namorada". "O caso de Adriano é psiquiátrico". "Adriano precisa de paz". Tudo conversa fiada -a depressão é consequência, não causa, da dependência. E, se Adriano prefere o morro da Chatuba aos bordéis "high-tech" de Milão é porque, aqui, entre seus amigos de infância (hoje, donos do tráfico no morro), pode beber sem ser perturbado ou cobrado.

Adriano não é um bad boy. Mas, entre a bebida e o futebol, sua cabeça já não influi. Foi o organismo que escolheu. O processo está longe de terminar. E, em futuro próximo, ainda pode piorar muito.




Nenhum comentário:

Postar um comentário

Convido você, caro leitor, a se manifestar sobre os assuntos postados na Oficina de Gerência. Incentivo ao debate, à informação, à diversidade de opiniões. Obrigado.