||| 21 de setembro DE 2026 ||| 2ª feira ||| hoje é dia de muitas celebrações: Dia da Árvore - Dia Internacional da Paz, da Gratidão, Dia Mundial da Conscientização da Doença de Alzheimer, e Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência. ||| *Reflexão: "Um simples pensamento de gratidão elevado ao céu é a mais perfeita oração." ( G. E. Lessing )
. |||
Sinceramente, nem sei como iniciar a apresentação desse artigo. Conheci o texto na edição de 20 de outubro passado no Estadão e logo me chamou a atenção as aspas e a exclamação no título: Te chamam de "guerreira"? Cuidado!... Cuidado com o quê?
De forma geral e recorrente dizer que uma mulher é "guerreira" é um elogio não é mesmo? E então o que seriam aquelas aspas e a exclamação? Pronto! Estava despertada a minha curiosidade. Precisava ler o artigo e foi o que fiz. Não na mesma hora, um pouco depois para bem entender o enigma do título.
Começo pela autora do artigo. Luciana Garbin (clique no link e leia outros artigos dela), jornalista, professora, autora de livros e colunista do Estadão e Rádio Eldorado. Fiquei fã imediatamente. Já me inscrevi no seu Twiter e LinkedIn e assisti vídeos dela no YouTube (clique aqui). Ela é jornalista com jota maiúsculo.
Vamos ao artigo que me intrigou. Vocês vão lê-lo abaixo, mas quero dizer que concordo com o texto na íntegra e vou reproduzi-lo para a mulher da minha família - todas "guerreiras" - e nas minhas humildes redes sociais.
Gosto de conteúdos inteligentes, diferentes e objetivos. Por isso recomendo conhecer o artigo e curtir as reflexões que, inevitavelmente, vão se impor após conhecê-lo.
Boa leitura.
– Você é guerreira. Com certeza vai tirar isso de letra.
Oi? Como assim tirar de letra com todo o resto de tarefas diárias?
Antigamente ser chamada de guerreira me soava como elogio.
Hoje me cansa.
Não que a vida tenha deixado de às vezes parecer uma guerra,
sobretudo em tempos eleitorais. Mas agora vejo no termo
guerreira uma arapuca, um disfarce dourado para uma vida de
demandas incessantes. E, ainda que o interlocutor seja bem-intencionado, acabo mais me irritando do que me alegrando.
Não se trata de maneira nenhuma de questionar conquistas
femininas, principalmente no mercado de trabalho e nos
costumes. O ponto aqui é o quanto vestir a couraça do “dou conta
de tudo” pode nos adoecer.
Mulher geralmente é vista como guerreira quando consegue cuidar de casa, trabalho,
filhos, família, amigos, vizinhos, cachorro, papagaio – e ainda aguentar dissabores da
vida. Foto: Stephanie Ghesquier/ Pixabay
A mulher geralmente é vista como guerreira quando consegue
cuidar de casa, trabalho, filhos, família, amigos, vizinhos,
cachorro, papagaio – e ainda aguentar dissabores da vida. A
maioria vive, claro, exausta por tantas atribuições, mas, como é
guerreira e forte, muitas vezes não é vista como alguém que
precisa de apoio, empatia, acolhimento, colo.
Ao contrário: no fim
das contas, da guerreira se espera que apoie e acolha os outros
– e seja grata pela oportunidade de vencer mais uma batalha.
Mesmo que para isso tenha de novamente deixar de cuidar de si
mesma.
Guerreira desabafar e ficar chorando por aí também não dá.
Porque, como ela foi forjada para a luta, sempre consegue
aguentar. E partir para outra – de preferência rápido e com um
lindo sentimento de gratidão.
Só que não.
“A sociedade costuma naturalizar mulheres sobrecarregadas,
carinhosamente batizadas de ‘guerreiras’ – como se o adjetivo
fosse um troféu simbólico que automaticamente dá direito a uma
massagem nas costas”, diz um post da revista TPM no
Instagram.
Mais certeiro que isso só o alerta que vem em seguida: “Pode ter
certeza: quando a panela de pressão das demandas estourar e
você não der conta de tudo, sempre vai ter alguém pra te chamar
de surtada”.
Parênteses: louca, doida, descontrolada, estressada e fraca
também são xingamentos comuns contra mulheres.
“Mas aqui vai outra certeza”, continua o post. “Você não é louca.
Quantas vezes você já foi chamada de guerreira, mas na verdade
estava sobrecarregada?”
Equidade, respeito, acolhimento, apoio e uma vida mais leve e
saudável. É disso – e não de mais batalhas e elogios-armadilha –
que as “guerreiras” precisam
Convocar um subordinado direto para lhe dar uma "chamada" é um dos piores momentos que o gerente enfrenta. São poucos aqueles que conseguem o resultado esperado. Existem certas regras básicas que devem ser seguidas. Algumas são conhecidas e até óbvias como aquela de não chamar a atenção de ninguém em público. Antes, é preciso salientar que ao escolher o método "cara-a-cara" para corrigir erros, falhas ou deficiências gerenciais de alguém, o gerente deve ter em mente, no conteúdo, na forma e no momento, a exata mensagem que ele quer passar. Errar na dose é um erro comum que os chefes cometem; e às vezes pode dar o efeito inverso do objetivo. Vamos abaixo mostrar uma lista prática que poderá ajudar quem estiver comandando pessoas e precisar corrigir erros por meio do contato direto.
A regra número umé a de não chamar a atenção de ninguém se um dos dois - principalmente o chefe - estiver de "cabeça quente". É uma insensatez de consequências imprevisíveis.
Não faça comício. Se tiver que chamar a atenção de mais de uma pessoa pelo mesmo erro fale com uma de cada vez. Jamais as chame em conjunto.
Falar grosso só porque é o chefe, não vai corrigir nada. A mensagem não será passada porque os empregados vão se sentir constrangidos e prestar mais atenção na raiva do chefe do que na correção do erro. O erro tenderá a se repetir. Por isso é fundamental que as palavras sejam bem escolhidas e medidas, e nem de longe possa haver qualquer sintoma de "chefismo" ou tentativa de constrangimento que poderá redundar numa denúncia de assédio moral.
O respeito à pessoa humana, que está ali à sua frente, muito antes do empregado ou subordinado, deve prevalecer acima de tudo. Assim, nada de palavrões, murros na mesa, voz alterada ou atitudes similares. Quem é o chefe não precisa estar demonstrando isso a todo instante. O "esporro" só servirá para aquecer as fofocas de corredor.
Uma "chamada" é um monólogo e por isto cabe ao gerente administrar o encontro para que não se transforme em um diálogo. A tendência de quem recebe o pito é reagir. Por isto uma atitude firme é essencial, mas sem grosseria. Se o gerente mostrar hesitação, haverá réplica e sua mensagem se perderá.
Escolha o momento certo. Por exemplo, nunca dê o pito na hora em que o erro ocorre. O subordinado se sentirá duplamente constrangido e não assimilará a mensagem do gerente. Também não escolha momentos de lazer, como um almoço ou um bate papo no fim do expediente, para fazê-lo.
Não é hora de defesas. Lembre-se, é um monólogo...Só permita justificativas do subordinado em casos excepcionais e se você estiver seguro que a sua mensagem já foi absorvida por ele. Se deixá-lo falar antes a conversa será inócua.
Não estique a corda e nem passe do ponto. Muitos gerentes se perdem no objetivo da reprimenda porque ultrapassam o limite da admoestação e a transformam numa demonstração de força ou autoridade humilhando o interlocutor. Se fizer isto esqueça o resultado que queria alcançar. O subordinado perceberá e vai reagir. No mínimo jogará no lixo tudo que você falou.
Acabou a "regulagem"? Siga em frente sem tocar mais no assunto. Confie em você mesmo, mas fique de olho para perceber se a mensagem foi recebida e... absorvida. Fiscalização nunca é demais.
A lista pode ser longa, mas o importante é que, tanto o gerente quanto o subordinado conheçam as regras básicas de um momento sempre desagradável como este. É a experiência - principalmente do chefe - quem vai determinar o melhor (ou pior) resultado do encontro.
Buscando minha experiência pessoal, muitas vezes, no exercício da função executiva, nem precisei falar para passar a mensagem que queria. Uma pergunta do tipo: - Você sabe por que errou? já é suficiente, dependendo do nível de relacionamento entre o gerente e seu subordinado.
Um último conselho, não fuja dessas situações. Se você, gerente, tiver que chamar alguém para uma "conversa séria e a sós", não hesite. Se abdicar dessa ferramenta o seu grupo vai perceber e a sua autoridade ficará contaminada.
Quando você colocar, na busca do Google, a
frase "Regras para o Sucesso", vão aparecer
"aproximadamente 52.000.000 resultados". Isso mesmo, 52.000.000.
Esse é o número que os algoritmos do Google identificaram como tendo algo a ver
com o alvo da procura.
O que quer dizer isso? Penso que esse número
(exagerado) de respostas representa o reflexo da busca pelo sucesso que cada um
de nós almeja, para si, ardentemente.
Por curiosidade, fiz uma enquete entre pessoas do
meu círculo de amizades profissionais (não tão grande quanto eu mesmo pensava)
e consegui - com poucas diferenças de nuances - uma resposta diferente para
cada consulta.
Obviamente havia pontos muito semelhantes, mas a
rigor, a identificação de “o que fazer para se alcançar o sucesso” vinha
crivada de clichês do tipo: Mude seu pensamento sobre si mesmo... Cumpra o
que promete a si mesmo... Tenha metas ambiciosas... Não tenha medo de errar...
Não esqueça da vida pessoal... E por ai segue.
Todo ser humano de sucesso invejável acha que
chegou ao topo cumprindo suas próprias regras, que ninguém conseguiu imitar ou
cumprir. Natural que seja assim.
O sucesso é único, pessoal, intransferível por
qualquer meio que se queira. Não está no gene dos herdeiros, não se aprende nas
universidades, e não consegue ser expressado por uma fórmula ou modelo
matemático. Se assim não fosse, os filhos dos homens de sucesso também o
seriam. Com raras exceções, que confirmam a regra, não é o que acontece na vida
real.
Clique sobre a imagem para conhecer diversos sites que abordam o tema "regras para o sucesso"..
Então você pode perguntar, como é que me atrevo a
escrever sobre o assunto? E respondo, não me atrevo...
Apenas apresento à Oficina de Gerência um artigo,
antigo (dez/2007), que descobri em uma daquelas garimpagens que todos os
blogueiros fazem costumeiramente na Internet; Google especialmente. Achei o
texto, em inglês, com um título simples: “Ten Rules for Business Success”.
cujo site de origem é persa (clique
aqui) e absolutamente desconhecido. Imagine! Todavia, achei as
“regras” tão simples e ao mesmo tempo completas que não resisti.
A matéria é apresentada como as dez regras para
alcançar sucesso nos negócios expostas, no Financial times, por um famoso
empreendedor francês (e blogueiro) de nome Loïc
Le Meur(clique
no link para conhecer)
Convido-o a ler e refletir sobre elas e se
realmente podem ser enquadradas fora dos clichês e ajudá-lo a encontrar o seu
caminho do sucesso.
Recomendo como leitura de cabeceira e, não custa, fazer um cartão e colocar na
carteira para ler de quando em vez. Não irá se arrepender.r.
Não espere por uma ideia revolucionária. Isso nunca vai
acontecer. Apenas se concentre em um espaço simples, emocionante e
vazio e execute o mais rápido possível.
Compartilhe
sua ideia. Quanto mais você compartilha, mais recebe conselhos e mais
aprende. Conheça e converse com seus concorrentes.
Construa
uma comunidade. Use blogs e software social para garantir que as
pessoas ouçam sobre você.
Ouça a sua comunidade. Responda a
perguntas e construa seu produto com o feedback delas.
Reúna uma ótima equipe. Selecione aqueles
com habilidades muito diferentes de você. Procure pessoas que são
melhores que você.
Seja o primeiro a reconhecer
um problema. Todo mundo comete erros. Aborde o problema em
público, aprenda e corrija-o.
Não gaste tempo com pesquisas de mercado. Inicie
as versões de teste o mais cedo possível. Continue melhorando o
produto ao ar livre.
Não fique obcecado com os planos de negócios
da planilha. Eles não vão sair como você prevê, em qualquer caso.
Não planeje um grande esforço de
marketing. É muito mais importante e poderoso que sua comunidade ame
o produto.
Não se concentre em ficar
rico. Concentre-se em seus usuários. O dinheiro é uma
consequência do sucesso, não uma meta.
Certamente
você, meu caro leitor deste blog, imagina o que seja um "Chefe
Tóxico". Vejamos como alguns links, no Google, definem o
tipo:
" Um
chefe tóxico é aquele que faz um uso inadequado do poder que seu cargo lhe
confere"
"A
liderança tóxica é uma forma de liderar que
provoca reações negativas em um time. Na maioria dos casos, o líder não
consegue perceber que as práticas que ele adota no ambiente de trabalho são
detratoras."
"Um chefe
tóxico pode manipular seus funcionários para usá-los como meras ferramentas
de seu próprio sucesso pessoal."
"Um
chefe tóxico pode causar danos não só às pessoas que lidam diretamente com ele
no dia a dia, mas contribui para que todo o ambiente de trabalho seja
contaminado e passe a sofrer as consequências da toxicidade da liderança."
Fico
por aqui. Já deu para entender o que seja um chefe/líder que
carrega um DNA tóxico na sua forma de comandar. De forma geral, diria que
poucos de nós, "habitantes" da selva corporativa, já escapamos de nos
depararmos (ou enfrentarmos?) com algum chefe tóxico.
Eu
mesmo tive uma experiência "inesquecível" um desses espécimens. Tenho vários,
muitos episódios para contar sobre a minha relação com essa pessoa. Posso
dizer que ele era o diretor e eu um dos seus três gerentes na empresa pública
onde trabalhávamos; ou seja, tinha plenos (e podres) poderes sobre meu
desempenho profissional.
A
partir de um certo ponto de nossa relação ao comportamento dele, que já era
autoritário e arrogante com todos, passou a se fixar contra mim - especificamente
- porque cismou que eu era um concorrente dele na escolha, então em curso, para
substituí-lo como diretor na empresa.
Foi
um inferno... O cara chegou a me colocar em lista de demissões que o governo,
na época, promoveu. Não conseguiu, mas exigiu do presidente da empresa e na
base do "ou eu ou ele" me exonerar da gerência.
Em
algum momento vou contar, aqui no blog, a história completa desse lance
na minha vida. Enfim, ao final e depois de muitas articulações fui
designado diretor da empresa (mas não na área dele).
Contei
o caso para ilustrar o que um chefe tóxico, e classifico todos com laivos
de psicopatas, pode fazer ao usar seu poder de forma lesiva, nefasta e
prejudicial para o ambiente de trabalho e a corporação.
Com
base na minha vivência profissional posso afirmar que essas falsas lideranças
são vasta maioria entre os executivos em ação e em quaisquer épocas e momentos
que se queira pesquisar.
É
exatamente disto que trata o artigo que trouxe ao blog da Oficina de
Gerência (fac simile ao lado).
Publicado
na Folha de São Paulo, o texto da jornalista Daniele Madureira tem uma
abordagem ampla e abrangente sobre esse "vírus" que ataca os
ambientes corporativos e está sempre se reinventando apesar das vacinas que lhe
são aplicadas permanentemente.
Recomendo
a leitura na íntegra. Não vão se arrepender, pelo contrário!
🔅 Não deixe de clicar nos links existentes no texto, ele direcionam para excelentes outros artigos sobre os assuntos em destaques.
"Preciso de ‘mais gás’ em
você". A cobrança sutil, em um email enviado pelo chefe poucas semanas
depois de iniciar o novo trabalho, deixou Renato (nome fictício), 36,
incomodado. Analista sênior de TI de uma grande empresa de telecomunicações, ele
tentava fazer o seu melhor depois de herdar tarefas de um colega recém
demitido, delegadas pelo chefe que tirou férias logo após a suacontratação, no regime remoto.
O incômodo inicial deu lugar a um
mal-estar profundo quando, nas reuniões online, ele, um analista sênior, passou a ser
comparado depreciativamente com um analista júnior. Críticas enviadas pelo
chefe por email não raro tinham outros analistas copiados, alguns com dez anos
ou mais de casa, que deixaram de ser promovidos com a chegada de Renato.
Contratado em meio à pandemia e morando
em Belo Horizonte (MG), distante da sede da empresa, em São Paulo, ele não encontrou receptividade na
equipe. Não sabia com quem conversar para resolver dúvidas simples, enquanto
questões urgentes, que envolviam terceiros, demoravam horas para serem
respondidas. Passou a trabalhar de madrugada para conseguir solucionar
pendências sozinho..
Segundo pesquisa da
BTA, chefes tóxicos são desonestos, agressivos, narcisistas e incompetentes.
- Artsgraphiques.net - stock.adobe
As cobranças por resultados aumentavam.
Renato diz que o chefe repetia que ele era um analista sênior em uma das
maiores empresas do setor do mundo, e que por isso ele saberia como agir, uma
vez que a empresa não tolerava erros.
Mas Renato já não sentia mais confiança
em si mesmo e começou a sofrer de ansiedade, enfrentando episódios de pânico quando
avistava o nome do chefe nas chamadas do celular. Achava que seria demitido a
qualquer momento. Ele afirma que se sentia "um lixo".
O problema de Renato e de 78% dos altos
executivos do país se chama "chefe tóxico". Foi o que identificou uma
pesquisa feita pela consultoria em gestão e educação executiva BTA Associados,
entre março e abril deste ano, com 321 profissionais dos níveis de gerência,
diretoria, presidência e conselhos de empresas.
"Perguntamos aos executivos se
eles já trabalharam ou trabalham com um chefe tóxico e 78% disseram que
sim", afirma a psicóloga Betania Tanure de Barros, sócia da BTA e
especialista em comportamento organizacional.
Como principais características de um chefe tóxico, que pratica assédio
moral, os executivos apontaram desonestidade, agressividade, narcisismo e
incompetência
QUAL É O PERFIL DO LÍDER
TÓXICO?
Desonesto
23%
Agressivo e desrespeitoso
22%
Narcisista
20%
Incompetente
13%
Centralizador e autoritário
11%
Exerce pressão excessiva
6%
Inseguro
5%
Fonte: BTA Associados
"É um perfil completamente oposto
ao de um líder de referência, apontado pelos entrevistados como alguém íntegro,
com visão estratégica, competência técnica, que tem escuta aberta, boa
comunicação e empatia", afirmou Betania. A pesquisa identificou que 82% já
trabalharam ou trabalham com um líder assim.
QUAL O PERFIL DO LÍDER DE
REFERÊNCIA?
Íntegro
28%
Está aberto a ouvir e desenvolve boa comunicação
24%
Tem visão estratégica
17%
Tem competência técnica
13%
Tem empatia
11%
Descentralizador
11%
Desenvolve pessoas e a equipe
11%
Motiva pessoas e a equipe
10%
Fonte: BTA Associados
26% ACREDITAM QUE VÃO ADOECER POR CONTA DO TRABALHO
A maior parte dos executivos ouvidos na pesquisa da BTA diz sofrer hoje algum
nível de assédio moral no trabalho. Os casos mais graves indicaram altos níveis
de angústia para 42% dos entrevistados, de ansiedade para 60% e de estresse
para 62%. Mais de um quarto dos executivos (26%) afirmaram que podem adoecer
com o trabalho.
"Durante a
pandemia, as empresas acabaram negligenciando, de alguma maneira, o treinamento
dos líderes. Houve muito investimento em tecnologia, mas liderança ficou em
segundo plano", afirma Betania. No final de 2020, outra pesquisa da BTA
apontou que 84% das companhias tinham intenção de reduzir ou, no máximo, manter
os investimentos em desenvolvimento dos seus executivos.
"Agora há uma
predominância de líderes com competências medianas em um ambiente altamente
demandante", afirma.
Ao mesmo
tempo, o trabalho remoto permitiu um nível de assédio maior em termos de
cobrança, porque não existem espectadores, diz Tatiana Iwai, professora de comportamento
e liderança do Insper.
"O executivo
não está diante de uma equipe, a não ser em reuniões online, e os diálogos são
privados", afirma Tatiana. "Neste tipo de ambiente, a pressão pode
ser muito mais intensa."
As empresas
reconhecem e mantêm este tipo de liderança tóxica porque, na maioria das vezes,
ela entrega resultados, diz a sócia da BTA, Vânia Café.
"Justamente
pela assertividade e certa agressividade destes líderes na condução da equipe,
eles conseguem cumprir metas. Isso leva a empresa a relevar o comportamento
tóxico", afirma a especialista.
"São comportamentos tóxicos
que vão se tornando regulares e acabam moldando a cultura daquela
empresa", diz ela. "No entanto, em algum momento, tudo isso vem à
tona e compromete a imagem da companhia com todos os seus públicos de interesse:
funcionários, fornecedores, consumidores, comunidade e investidores."
EMPRESAS TÓXICAS TÊM MAIOR ROTATIVIDADE
A contrapartida do comportamento de
assédio moral é a dificuldade de atração e a perda de talentos, diz Vânia Café.
"As empresas criam reputação no mercado, com base na sua cultura de
liderança. Uma empresa –ou equipe– de alta rotatividade pode ser um indicativo
de assédio moral", afirma.
Flávio (nome fictício), 45, está há
décadas na área de vendas e se orgulha de saber trabalhar sob pressão. É
executivo de contas de uma multinacional de tecnologia e atende clientes do
governo federal, em Brasília.
Ele afirma que as empresas costumam
estipular metas superestimadas porque, caso algum setor falhe, outro pode
compensar. Flávio também diz que os chefes fazem pressão para que os vendedores
se tornem amigos dos clientes, sem entender que a construção desse tipo de
relação é demorada.
O problema é que, quando chega o fim do
ano e o executivo precisa atingir sua meta, começa a assumir riscos.
Ele conta que, em seu trabalho
anterior, fez uma encomenda de equipamentos para alguns clientes que,
posteriormente, desistiram da compra. Quando isso ocorreu, ele relata ter sido
alvo de muita pressão —segundo Flávio, seu chefe gritava: "Tem milhões de
reais em equipamentos parados. Você prometeu que sairia dia 15 de agosto e
agora é 30 de setembro e está tudo parado. A divisão América Latina e a divisão
Américas contavam com isso. Como você falha assim? É o segundo mês que você
falha".
Como resultado, diz ter desenvolvido um
quadro de ansiedade. Ele conta que passou a ter dificuldade para se concentrar,
que não podia mais beber, porque o álcool o desequilibrava emocionalmente,
desencadeando choros, e que teve problemas de libido.
A saída que encontrou foi terapia e a
religião espírita, diz. Um tempo depois, deixou o trabalho.
Hoje Flávio reclama da carga de
trabalho, que aumentou muito na pandemia. Segundo ele, são inúmeras reuniões
todos os dias, e cada uma define uma nova tarefa a ser realizada por ele. O
vendedor diz ainda que não consegue mais impor limites ao seu horário de
trabalho, usando o tempo antes e depois do expediente para ter um momento
privado para pensar e definir estratégias.
Agora, ele diz que já estuda um plano
B: dar adeus à vida executiva e se concentrar na vida no campo.
WHATSAPP NO LEITO DA UTI
Já Renato, em Belo Horizonte, deixou
depois de seis meses a empresa de telecom e passou a trabalhar em uma companhia
de tecnologia. Ainda hoje faz terapia, mas já superou as crises de pânico.
A gota d’água para ele no antigo
emprego foi a falta de empatia do chefe com a sua doença: Renato pegou Covid no
início de 2021 e ficou 20 dias internado, 10 deles na UTI. Ele diz que sua
imunidade estava baixa porque vinha dormindo mal e comendo muito em razão da
ansiedade, e que pertencia a um grupo de risco, por ser obeso. Renato diz ter
ficado com 70% do pulmão comprometido.
Levou o laptop para o hospital e
continuou trabalhando. Alguns dias depois, porém, avisou o chefe que seria
encaminhado à UTI, por conta do agravamento do quadro, e levaria apenas o seu
celular pessoal, para se comunicar com a mulher.
Cinco dias depois, em um dos momentos
mais críticos da terapia, quando estava sendo submetido ao ventilador mecânico
para suprir a carência de oxigênio, sem conseguir falar, recebeu uma mensagem
por WhatsApp: "Oi, quando puder, me liga". Era o chefe, querendo que
Renato providenciasse um atestado médico.
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Para quem queira pesquisar um pouco mais sobre
"Chefes Tóxicos", apresento três excelentes links que tratam do
assunto.