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Albert Einstein (Ulm, 14 de março de 1879 – Princeton, 18 de abril de 1955) foi um físico teórico alemão que desenvolveu a teoria da relatividade geral, um dos pilares da física moderna ao lado da mecânica quântica. Embora mais conhecido por sua fórmula de equivalência massa–energia, E = mc² — que foi chamada de "a equação mais famosa do mundo" —, foi laureado com o Prêmio Nobel de Física de 1921 "por suas contribuições à física teórica" e, especialmente, por sua descoberta da lei do efeito fotoelétrico, que foi fundamental no estabelecimento da teoria quântica. Investigou as propriedades térmicas da luz, o que lançou as bases da teoria dos fótons. Em 1917, aplicou a teoria da relatividade geral para modelar a estrutura do universo como um todo. Suas obras renderam-lhe o status de celebridade mundial enquanto tornava-se uma nova figura na história da humanidade, recebendo prêmios internacionais e sendo convidado de chefes de estado e autoridades. Foi professor da Academia de Ciências de Berlim. Em 1933, quando o Partido Nazista chegou ao poder na Alemanha, estava nos Estados Unidos, onde passou a morar. Desde então, não tornou a residir no seu país de origem. Naturalizou-se estadunidense em 1940. Em agosto de 1939, pouco antes da eclosão da Segunda Guerra Mundial, ajudou a alertar o presidente Franklin D. Roosevelt que a Alemanha poderia estar desenvolvendo uma arma atômica, recomendando aos norte-americanos começarem uma pesquisa semelhante, que se tornaria o Projeto Manhattan. Apoiou os Aliados, opondo-se, no entanto, à utilização de armas nucleares contra o Japão. Mais tarde, com o filósofo britânico Bertrand Russell, assinou o Manifesto Russell-Einstein, que destacou o perigo das armas nucleares. Foi afiliado ao Instituto de Estudos Avançados de Princeton, onde trabalhou até sua morte em 1955. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Albert_Einstein}

 

sábado, 21 de março de 2020

Colegas de trabalho difíceis? Aprenda como conviver com eles.


Nada pior do que conviver as várias horas de todos os dias de trabalho com aqueles "colegas" insuportáveis, antipáticos, maldosos e com várias outras "qualidades" que envenenam o oxigênio dos ambientes onde estão.


É raro encontrar um local de trabalho, onde existam agrupamentos de pessoas, para não se cruzar com esse tipo seres humanos tóxicos. O que fazer? Discutir? Ignorar? Ou buscar a melhor convivência?


O artigo abaixo que "capturei" no site do UOL Mulher, trata exatamente do assunto e com muito bom humor e propriedade. Depois de ler o texto divirta-se buscando enquadrar seus colegas difíceis em um dos tipos que o artigo apresenta. 

Se tiver alguns outros tipos para incluir, não se faça de rogado. Os comentários estão ao final do posto para essas coisas mesmo.




Este artigo foi publicado no blog em 21/9/2014 e não perdeu (nem perderá) a atualidade, simplesmente porque trata de comportamento humano. É um tema que se encontrarmos hoje, coisas de cem anos atrás ainda vai estar atual para qualquer ~são, época que se queira testar. No caso em tela, fiz uma revisão e introduzi algumas ilustrações. Recomendo a leitura. É um ótimo post.

Clique no logo e conheça o site

Aprenda como enfrentar aquele colega manipulador, invejoso ou fofoqueiro sem prejudicar sua carreira

Conheça táticas certeiras para neutralizar colegas de trabalho nocivos 

Conviver é uma das missões mais difíceis da vida. Então imagine passar horas em um escritório com uma pessoa problemática, chata ou perniciosa: bom humor, desempenho e até futuro profissional podem sair arranhados. UOL Mulher conversou com alguns especialistas que definiram os cinco tipos mais perigosos de colegas -o manipulador, o invejoso, o fofoqueiro, o falso e o queixoso- e sugeriram algumas estratégias para enfrenta-los sem prejudicar sua carreira.

Antes de mais nada, entretanto, é importante que você conheça o seu estilo comportamental e saiba quais são os perfis opostos ao seu, os que mais lhe causam dificuldades. “Tente trabalhar e controlar suas emoções, evitando se desgastar com questões menores e que desviem a atenção de seus objetivos", aconselha a psicóloga e coach Cristiane Moraes Pertusi. Ela ressalta que lidar com essas pessoas é um desafio que nos ajuda a evoluir.

  • MANIPULADOR

Pra ;! | 4 Dicas para ajudar a prevenir que manipuladores façam ...Sabe (ou pensa que sabe) direitinho como lidar com cada pessoa. Presta atenção à forma de se comunicar, aos interesses e, principalmente, aos sentimentos do outro. A psicóloga organizacional Izabel Failde diz que uma de suas táticas é adotar a "técnica de vítima", passando-se por uma para conseguir o que quer. Os manipuladores também investem em um “joguinho" de amizade: ficam por perto, sabem das suas atividades, do seu jeito de trabalhar. “E ludibriam com elogios falsos ou promessas para novos cargos para que os outros façam o que eles querem”, diz a consultora Viviane Mourão, da Meta&Vida Desenvolvimento em Recursos Humanos. Outro hábito comum é fazer de tudo para sair ileso dos problemas em que teria responsabilidade.

Dicas:
- Ao iniciar uma conversa e/ou reunião com ele, nunca use argumentos emocionais. Utilize seu lado racional e procure embasar ideias com dados, fatos e números”, diz a psicóloga Cristiane Moraes Pertusi

- Observe bem a pessoa. O que ela faz com os outros, certamente fará com você em algum momento

- Não se deixe seduzir pelas demonstrações de extrema empatia – ele concorda com tudo, coloca-se no seu lugar com extrema facilidade e valoriza qualquer posicionamento mesmo que não concorde. Pratique sempre a dúvida e se questione se o colega sente, vê ou concorda mesmo com tudo o que você fala

- Os manipuladores costumam se desviar dos assertivos e seguros, visto que suas “fontes de trabalho” são, basicamente, a insegurança e a indecisão

- Não atenda a todas as solicitações: deixe bem claro os papéis de cada um dentro da empresa ou do departamento. Mostre seu envolvimento nas atividades que competem a você

- Denunciar as manipulações ao chefe ou bater de frente com a pessoa, segundo Viviane Mourão, é o pior erro, pois pode despertar a vontade de mostrar força.

  • INVEJOSO

Tipos de invejosos que contaminam a sua vida - 94FMÉ aquele que quer o que você tem: cargo, atividades, prestígio, atenção do chefe ou da equipe. E, por isso, estará sempre por perto se fingindo de amigo e vendo tudo o que você faz para fazer igual ou melhor. “São pessoas muito inseguras que costumam até imitar vestimentas, gestos e atitudes de seu foco”, explica a consultora de RH Viviane Mourão. Outras táticas, segundo a psicóloga Izabel Failde, são desdenhar do “alvo” ou calar-se. São comuns comentários do tipo: “você sempre tem tempo para tudo, como consegue?” ou “minhas apresentação nuca são tão boa quanto as suas”.

Dicas:
- Para neutralizar um invejoso, Renato Grinberg, diretor-geral do site Trabalhando.com, diz que o ideal é mostrar que o que ele tem é melhor do que aquilo que você tem. “Use frases de incentivo, como ‘com esse projeto, logo você vai conseguir uma promoção’. Traga-o para perto de você”, ensina. É um modo sutil de fazer com que ele passe a admirá-lo, em vez de invejá-lo

- Aproxime-se, em vez de evitá-lo. “Ajude-o a desenvolver a habilidade ou o talento que ele inveja em você”, diz a psicóloga e coach Cristiane Moraes Pertusi

- Contudo, Viviane Mourão aconselha que o alvo seja discreto em relação à sua vida pessoal e profissional, para não chamar a atenção, e mantenha sigilo sobre objetivos, projetos e documentos importantes

- Assim, resista à tentação de enfatizar elogios e prêmios que recebe da equipe ou de seus chefes. Não chame atenção além da conta.

  • FOFOQUEIRO

Homens são mais fofoqueiros que mulheres, mostra pesquisaDe acordo com os especialistas, é o perfil mais comum de profissional nocivo nas empresas. São pessoas que precisam falar com todos o que se passa. Sempre estão atentas aos fatos da empresa e dos colegas para dar notícias "fresquinhas” e dedicam pouca atenção ao trabalho, tornando-se improdutivas. Quem é conivente com seu estilo acaba se tornando mal visto também. “O fofoqueiro é perigoso porque é falso”, diz Cristiane Moraes Pertusi. A fofoca é ótima para o fofoqueiro porque, em algum momento, alguém vai acreditar nele e o fará sentir-se poderoso, o centro das atenções. “E essa atenção, mesmo que negativa, pode ser melhor do que ser ignorado por completo”, explica a psicóloga.

Dicas:
- Não incentive a fofoca. Quando a pessoa tentar iniciar conversas com essa conotação, mude o assunto de maneira que ela perceba que você não quer se envolver

- "Se você tem uma relação próxima com o fofoqueiro, ao revelar algo pessoal para ele nunca diga a frase ‘não conte nada a ninguém’. É a senha para a pessoa espalhar seu segredo aos quatro ventos”, afirma o consultor Renato Grinberg

- Em algumas circunstâncias pode ser necessário ouvir a fofoca (de um gestor, por exemplo). Porém, para evitar problemas futuros, não a passe adiante

- A psicóloga Izabel Failde explica que o enfrentamento também ajuda a neutralizá-lo. “Ao final, ou mesmo antes do término da fofoca, assinale que se trata de uma suposição. Questione os fatos a respeito do comentário ou alegue que a informação é um julgamento pessoal do fofoqueiro”, diz

- A fofoca é um dos comportamentos mais fáceis de combater quando se tem equilíbrio, assertividade e segurança. O fofoqueiro precisa de plateia; quando não tem, perde o poder

- Evite ficar em rodinhas, mas também não se isole. Ficar muito quieto chama a atenção e dá motivo para falarem o que não sabem de você. “Ter amizades profissionais, e não pessoais, é a melhor solução”,diz Viviane Mourão, expert em RH.

  • FALSO

Como identificar e lidar com um colega falso no trabalhoAdota a filosofia segundo a qual “os fins justificam os meios”. Quem pratica a falsidade o faz quando percebe que pode tirar vantagem, quer sejam imediatas ou não. “Há indivíduos com extrema paciência, capazes de aguardar anos pelo seu objetivo. Nesse tempo ‘minam’ relações, praticam a mentira, ignoram a ética e o respeito ao outro”, descreve a psicóloga Izabel Failde.

Dicas:
- Transmita somente as informações básicas a ele, e de maneira sucinta. “Qualquer dado extra pode ser deturpado e usado contra você. Evite”, diz Renato Grinberg

- Procure aproximar-se e compreender seu raciocínio, seus objetivos, sua lógica. Talvez você encontre uma dose de bom senso nele e fique menos impactado com seus atos

- O falso é o indivíduo perfeito. Como perfeição não existe, então desconfie que há algo de errado. Ninguém é 100% centrado, equilibrado, feliz, competente, ouvinte, flexível e compreensivo, por exemplo. “É comum o indivíduo falso ser extremamente equilibrado, pois precisa manter a imagem criada”, explica Izabel Failde

- Em caso de dúvida sobre algo dito pelo falso, vale abster-se de comentários e praticar a observação. Ir atrás dos fatos é fundamental.

  • QUEIXOSO

Reclamação do consumidor: Você sabe contornar essa situação?Nada para esse tipo está bem; tudo tem um defeito. A pessoa queixosa sempre leva os problemas pessoais e profissionais aos colegas, mas não costuma aceitar ajuda ou solução. Seu prazer é se lamuriar, o que contamina o ambiente. Existem vários tipos de queixas e, se todas forem esmiuçadas, a essência mostrará apenas uma direção: baixa autoestima. Em longo prazo, pode “passar recibo” de incompetência.

Dicas:

- Valorizá-lo pode ajudá-lo a se reerguer. “O queixoso precisa de um ombro amigo e verdadeiro, que lhe diga como esse comportamento o afasta das pessoas”, diz a psicóloga organizacional Izabel Failde

- "Jamais corte o relacionamento de amizade bruscamente ou diga que ele é chato”, aconselha a consultora de RH Viviane Mourão. “Apenas fale claramente que não tem tempo para ficar escutando lamúrias, pois tem trabalho a fazer”

- Quando a pessoa mencionar desastres ou tragédias, neutralize suas histórias puxando assunto sobre acontecimentos positivos

- "Se seu ambiente de trabalho permitir, adote fones de ouvido pelo menos quando a conversa estiver pesada demais”, diz o consultor Renato Grinberg.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Einstein e a sua Equacao da Vida e da Morte. (Documentário do History Channel)

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCigNS-HRRGpujz10BnRDr2Yfb5TK3A8eq1sSM-QGf-cSPBrP_KWjtGy1K28kvknKMKVW4SuMRUUQ2OXbyb2rvhyphenhyphennuz3BP910RYed5Qn0unIWtKb7aWerx-LIlBIt3GGXO7E225Ak5edrj/s400/einstein_foredrag.jpg
O que está no post é o emocionante documentário do History Channel, que conta a história decorrente da famosa carta que Einstein escreveu ao presidente americano, às vésperas da Segunda Guerra Mundial. 
  • Em 1939, na véspera da segunda guerra mundial, Albert Einstein escreveu uma carta ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt: “... Sir. O elemento chamado urânio pode ser transformado em uma nova e importante forma de energia no futuro imediato. Certos aspectos desta situação exigem certa cautela, e se necessário, uma ação rápida por parte da administração. Bombas extremamente poderosas de um novo tipo podem agora ser construídas..."
  • A carta era sobre a aplicação da famosa equação de Einstein: E=mc2 e do seu medo de que os nazistas a pudessem utilizar para construir uma bomba atômica. A sua carta impulsionou uma cadeia de acontecimentos, que levaram a destruição de Hiroshima e Nagasaki. Albert Einstein, mais tarde, descreveria a escrita desta carta como o grande erro da sua vida. Esta é a história de sua mais famosa equação e como ela mudou a história e Einstein, para sempre.


animated gifO vídeo abaixo é a edição completa do documentário do History Channel sobre a historia do envolvimento de Einstein com a bomba atômica. Ele tem 49 minutos. 


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

"Habanera", da ópera Carmen, é interpretada por Anna Caterina Antonacci. Maravilha!


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Resultado de imagem para momento culturalO vídeo abaixo é uma espécie de trailer que o The Royal Opera House apresentou à época da estréia (2006) para a famosíssima opera Carmen, de Bizet. Trago-o ao post para dar, àqueles que não conhecem, a oportunidade de visualizar em rápidos trechos o conteúdo de todo o espetáculo. Quem tiver a curiosidade de saber a historia da vulcânica cigana Carmen, de seu ciumento namorado Don José e de seu admirador o famoso toureiro toureiro Escamillo é só clicar aqui. Vale à pena.






Ficheiro:1875 Carmen poster.jpg(Ao lado o folheto da primeira apresentação de Carmen em 1875)

"O calor espanhol e a paixão cigana de Carmen, interpretada magistralmente pela soprano italiana Anna Caterina Antonacci assumem o palco do The Royal Opera apresentando a reedição da primeira versão da produção vibrante de Francesca Zambello com desenhos ricamente coloridos de Tanya McCallin. É a recriação para o palco do grande cenário do mundo pleno de sol e calor sufocante da Espanha do século 19, com suas fileiras de soldados e uma multidão de camponeses, seus ciganos e toureiros, seu espetáculo e suas emoções mortais em vermelho-sangue.
O tenor Marcelo Álvarez é Don José, soldado do que as forças do ciúme assassino sobre seu novo affair com o toureiro Escamillo, interpretado por Kyle Ketelsen.
É um elenco perfeito para trazer vivos os solos plenos de emoções e sexualidades, estimulando coros, árias e apaixonadas danças espanholas de uma das mais melodiosas e harmônicas produções de todas as óperas e uma das obras mais duradouras e populares do mundo inteiro." (texto retirado dos comentários do próprio vídeo, traduzido livremente - via Google - e editado por mim).



Agora sim, assistam o vídeo com a fascinante soprano Anna Caterina Antonacci interpretando Carmen (para mim a melhor de todas, pelo menos entre as poucas que conheço). Curtam o show, o cenário, as roupas, o movimento dos personagens, a música maravilhosa de Bizet e sintam porque as óperas despertam tanta paixão em quem sabe apreciá-las. Logo abaixo do vídeo coloquei uma tradução da letra da "Habanera" que é cantada, na ópera, no idioma de seu autor - Bizet - que era francês




OriginalTradução
L'amour est un oiseau rebelle
Que nul ne peut apprivoiser,
Et c'est bien en vain qu'on l'appelle,
S'il lui convient de refuser.
Rien n'y fait, menace ou prière,
L'un parle bien, l'autre se tait;
Et c'est l'autre que je préfère
Il n'a rien dit; mais il me plaît.

L'amour! L'amour! L'amour! L'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!

L'oiseau que tu croyais surprendre
Battit de l'aile et s'envola;
L'amour est loin, tu peux l'attendre;
Tu ne l'attend plus, il est là!
Tout autour de toi vite, vite,
Il vient, s'en va, puis il revient!
Tu crois le tenir, il t'évite;
Tu crois l'éviter, il te tient!

L'amour, l'amour, l'amour, l'amour!

L'amour est enfant de Bohême,
Il n'a jamais, jamais connu de loi,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
Si tu ne m'aime pas,
Si tu ne m'aime pas, je t'aime!
Mais, si je t'aime,
Si je t'aime, prend garde à toi!
O amor é um pássaro rebelde
Que ninguém pode prender,
Não adianta chamá-lo
Pois só vem quando quer.
Não adiantam ameaças ou súplicas,
Um fala bem, o outro cala-se
É o outro que prefiro,
Não disse nada, mas agrada-me.

O amor, o amor, o amor, o amor...

O amor é filho da boêmia,
Que nunca, nunca conheceu qualquer lei;
Se não me amares, eu te amarei;
Se eu te amar, toma cuidado!
Se não me amares,
Se não me amares, eu te amarei!
Mas, se eu te amar,
Se eu te amar, toma cuidado!

O pássaro que julgavas surpreender
Bateu asas e voou
O amor está longe, podes esperá-lo
Já não o esperas, aí está ele,
À tua volta, depressa, depressa,
Ele vem, ele vai, depois volta,
Julgas tê-lo apanhado, ele te escapa;
Julgas que te fugiu, ele agarra-te.

O amor, o amor, o amor, o amor...

O amor é filho da boêmia,
Que nunca conheceu qualquer lei.
Se não me amares, eu te amarei;
Se eu te amar, toma cuidado!
Se não me amares,
Se não me amares, eu te amarei!
Mas, se eu te amar,
Se eu te amar, toma cuidado!


quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Líder, chefe, gerente? Quem faz o quê?

http://www.engenharia.nelsonbiagiojr.com/wp-content/uploads/2007/09/13-dilbert-pm2.jpg ........

Poucas vezes terei conhecido um artigo tão bem escrito sobre tema tão complicado. Diferenciar os conceitos entre o que seja um líder, ou chefe ou um gerente está no mesmo plano da famosa dicotomia entre "eficiência" e "eficácia".

Muitos daqueles que ousaram especular sobre este "segredo" do universo corporativo não se deram bem; ou melhor, "deram com os burros n'água".

Confesso que eu mesmo (que pretensioso cara!) embaralho as cartas muitas vezes em procurar as diferenças. Líder? Chefe? Gerente? Bem, entre chefe e gerente talvez seja mais fácil perceber (será?) quem é quem e quem faz o quê? Mas entre líder e chefe? Fala sério! O risco de dizer (ou escrever) bobagens é muito grande. Já vi muitas.Há uma fronteira muito tênue e difusa entre estas concepções.

De repente, "não mais que de repente" (isto é plágio de alguém) eis que me aparece um artigo muito bem escrito sobre o tema. Entretanto, muita atenção para quem se dispuser a encarar o texto. O autor escreveu com foco na sucessão do presidente Lula, mas fez uma abordagem tão inteligente e objetiva sobre as caracterizações entre líder, gerente e chefe que não deixei passar a oportunidade de publicá-lo aqui na Oficina de Gerência.

Abstraiam as perspectivas políticas do artigo. Façam um polimento nos nomes dos personagens e pense em uma corporação qualquer à qual o autor esteja se referindo. Ai você estará no ponto de aprender uma excelente lição sobre saber diferenciar um líder de um chefe e este de um gerente. Posso lhes dizer que entender sobre esta distinção será meio caminho andado para subir a escada do sucesso.

A propósito, quero dizer que não concordo com tudo o que o professor expressa. Acho que as “transições entre os três estados dessa “matéria” é muito mais aberta e flexível do que ele coloca no seu texto. Já vi muitos gerentes crescerem na carreira até transformarem-se em líderes plenos e competentes. Não há essa inflexibilidade que ele coloca do tipo “cada qual em seu degrau sem mudança de grau”

Prefiro adotar o conceito da “liderança como função de variáveis”. Já escrevi sobre isto aqui no blog (leiam "A Fórmula da Liderança"). Chega de papo e vamos ao artigo.

Líderes, gerentes ou chefes (por Renato Janine Ribeiro)

Quatro mandatos sucessivos de governantes do calibre de Fernando Henrique e Lula foram definindo um alto padrão para a função presidencial: o de líder. Esse papel é referência e modelo para quem quiser o cargo em 2010. É o que torna difícil imaginar Dilma Rousseff na Presidência. Pode ser uma boa gerente de projetos, mas não é uma líder que mobilize as pessoas. Sabe ser dura e mandar. Mas a qualidade dos dois últimos presidentes é outra: persuadir, unir, em suma, liderar. Vamos distinguir gerente, chefe e líder. Um jornalista econômico lamentava a falta de apetite gerencial de FHC. Não concordo. Gerente pode ser o governador de São Paulo, presidenciável constante, mas a quem talvez falte a fagulha da liderança. Um presidente tem de ir além do seu partido, e não só porque vai costurar uma coalizão, mas porque precisa lidar com um país complexo e liderar, em última análise, o próprio Brasil. Assim foi que FHC emplacou o Plano Real, as privatizações e a posse tranquila de Lula, e Lula viabilizou uma política social mais audaz e a inclusão da esquerda entre os atores políticos aceitos no país. Fossem gerentes... Dilma presidenta seria, apesar de seus méritos, um enorme problema para o PT. Pouco do que ela diz ou faz corresponde aos valores históricos centrais do partido. Parece mais empenhada em aumentar a produção, em articular governo e empresários. Isso deixa um vazio de valores. É como se o meio -o crescimento econômico- se tornasse fim. E os fins -múltiplos, mesmo contraditórios- que o PT propunha? Eles somem. Imaginemos, em seu lugar, um chefe. Fernando Haddad disputa esse papel. É o único ministro importante que tem mídia constante e favorável, graças em parte a uma ótima assessoria. Defende uma causa nobre (educação), enquanto Dilma se dispõe, para ter energia no rio Madeira, a sacrificar bagres. Melhor educar que eliminar peixes. O plano de Haddad para a educação é bem concebido, embora reste ver se e quando será executado. Mas um chefe não é um líder. Um chefe dá ordens, nomeia, demite. Um presidente, não. O único ministro que Lula demitiu diretamente -Cristovam Buarque, por celular- lhe custou caro. Melhor mandar um emissário pedir o cargo. Presidentes, se forem líderes, não mandam. Falam. Seduzem. Quem chefia um ministério pode querer que ele seja homogêneo. Já um presidente administra ministros em conflito e, além disso, precisa de pontes com a oposição. Ouvi um político francês definir um líder: "Sua melhor qualidade é que ele descobre muito rapidamente o que as pessoas querem". Esse é um dom: o líder dá menos do que as pessoas pedem, mas isso porque elas mesmas não sabem o que desejam. Tal capacidade de escutar nada tem a ver com gerenciar ou mandar. É estratégia, não tática; é persuasão, não ordem. Não é disciplina, é conciliação. O Brasil não terá governos de um partido só. Estamos fadados a ter maiorias de coalizão no Congresso. O presidente da República, embora poderoso (ainda bem, senão viraria refém dos parlamentares), precisa unir da esquerda do PT até Delfim Netto. Daí que seja tão importante ele falar. Delega a gestão a primeiros-ministros de fato, gerentes como Sérgio Motta, Dirceu, Dilma. Eles podem dizer grosserias: "masturbação mental" (Motta), "tiro no pé" (Dilma). O presidente deve se poupar. O PT tem um líder a propor para 2010? Difícil. Uma hipótese é viabilizar Patrus Ananias, que vive uma espantosa discrição: afinal, ele tem a pasta do Bolsa Família; mas, mineiramente calado, não se queima. Porém, a prioridade um do PT é: se este é o governo mais popular em várias décadas, por que dar a sucessão a outro partido? O PT proporá um nome de dentro, mas seu estoque é pequeno. Por outro lado, como a prioridade dois -não do PT, mas de Lula- parece ser eleger o próprio Lula em 2014, poderia ser alguém que se contentasse com um mandato. Pois, hoje, elegemos governantes por oito anos, com um "recall" no meio. Talvez Dilma tope ficar um mandato só. Haddad, não. Para ele, é melhor esperar do que se queimar como Medvedev brasileiro. A alternativa é eleger alguém de oposição. O PT sairia do governo, recuperaria as raízes, Lula seria candidato natural em 2014. Mas quem a oposição tem? Serra, seu nome óbvio, lembra Dilma. Gerente, chefe, seu forte não é a persuasão. E como FHC era bom nisso! Ele e Lula, depois e ao contrário de Collor, souberam ir além de suas identidades imediatas. Mais uma vez: esse é o papel de um líder. Por isso, Alckmin não servia. Estava longe desse perfil elevado. Serra, com esforço, talvez se torne líder. Haddad tem tempo para isso, mas ainda não o é. Na oposição, quem hoje parece mais talhado para líder é Aécio -que tem seu primeiro-ministro, um ótimo vice, Antonio Anastasia. Em suma, o Brasil colocou a política acima da gerência. Acho isso bom. Custa alguma coisa deixar a gestão em segundo plano, mas custaria ainda mais gerir sem apoio político. Técnicos no poder funcionaram na ditadura. Na democracia, não bastam.

RENATO JANINE RIBEIRO, 59, é professor titular de ética e filosofia política na USP na qual se doutorou após defender mestrado na Sorbonne. Foi professor visitante na Universidade Columbia e diretor da Capes (2004-2008). . Tem se dedicado à análise de temas como o caráter teatral da representação política, a idéia de revolução, a democracia, a república, a cultura política brasileira (clique no logotipo)