É ela que permite escolher governantes, cobrar resultados, denunciar injustiças e substituir, pelo voto, aqueles que perderam nossa confiança. Sua preservação é o fundamento que dá sentido às demais escolhas políticas e cobranças aos eleitos.
Nenhum candidato está acima da crítica e do julgamento dos cidadãos; nenhum partido merece fidelidade incondicional. Quem governa, quem legisla e quem julga, deve prestar contas, respeitar as liberdades e reconhecer os limites de seu poder. Quem perde uma eleição deve respeitar o resultado legítimo das urnas. Esses compromissos são sagrados e valem para todos.
Também considero essencial preservar o direito à divergência. Familiares, amigos e conhecidos não precisam votar como alguém, para merecer o seu respeito. A convivência democrática exige que reconheçamos, no outro, a mesma liberdade de consciência que reivindicamos para nós.
Minha escolha eleitoral será feita à luz desses princípios, com atenção à capacidade de governar, às condições de vida da população e à responsabilidade com o futuro do país.
Preservo, neste momento, a discrição sobre meu voto. Deixo explícito, contudo, o critério que mais pesa na minha decisão: o respeito e a preservação da democracia.
É com essa convicção que irei às urnas e, com ela, continuarei a avaliar quem receber a responsabilidade de governar.


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