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François, Duque de La Rochefoucauld (Paris, 15 de setembro de 1613 – Paris, 17 de março de 1680) foi um moralista francês, François 6.º, príncipe de Marcillac e, mais tarde, duque de La Rochefoucauld, nasceu em Paris a 15 de setembro de 1613 e morreu na mesma cidade na noite de 16 para 17 de março de 1680. São de Rochefoucauld as famosas frases: "O orgulho é igual em todos os homens (ricos ou pobres), só diferem os meios e as maneiras de mostrá-los"; e "A hipocrisia é uma homenagem que o vício presta à virtude". {https://pt.wikipedia.org/wiki/Fran%C3%A7ois_de_La_Rochefoucauld}


domingo, 8 de agosto de 2021

Dilema Terrível. Vida, Profissão, Humanidade ou Ética

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhpiXu_zNrhyphenhyphenYrIemalHibYQl6wgoFA2QTbXHZvIwPu43HFPvK-xbe0s-SfDalOIKUyFIRwQNzBC6iAUL7JawTy9kDvNcBuCm1J9hrzp__GkRYIDo5IAUCJGHPWYSegtU3XeJbEiGjV5it3/s1600/dilema%25281%2529.pngFantástico vídeo cujo link - de um site da Turquia -  recebi por e-mail e fui pesquisá-lo no YouTube.
Na verdade é um filme de curta metragem, muito bem produzido, sobre uma fotógrafa de guerra que enfrenta a maior encruzilhada de sua profissão na qual é preciso escolher entre duas alternativas contraditórias, antagônicas e insatisfatórias. Ela é forçada a fazer uma escolha. Qual será o preço a pagar em sua consciência?
Curioso que o vídeo é de 2006 e pelo que percebi está sendo exibido há pouco tempo no YouTube e com poucos acessos. O título em inglês é "One Hundredth of a Second" (Um Centésimo de Segundo) e retrata o dilema de Kate (Emma Cleasby), uma fotógrafa de guerra que ao fazer seu arriscado trabalho é escolhida pelo destino para testemunhar a brutalidade cometida contra uma garota, a quem ela não pode ajudar, sob pena de colocar a própria vida em risco. Entre o dever da profissão e o dever de humanidade o que você faria. Kate fez a sua escolha...
A mensagem do filme se pulveriza em múltiplas reflexões. Após assisti-lo procure-as em sua própria consciência. Lembre-se que qualquer um de nós está sujeito a passar por situações semelhantes em nossas vidas. Talvez não tão dramáticas como a vivida por Kate; mas existirão momentos em que nós teremos de fazer escolhas dolorosas e definitivas que sejam insuportáveis em nossas vidas futuras. O cinema já tratou desse tema muitas vezes e lembro aqui o filme "A Escolha de Sofia" (1982).
Outro aspecto do "One hundredth of a Second", revelado ao final, é a insanidade que move o ser humano. "Uma espécie de suicídio moral que nos leva a privilegiar valores menores como a estética em absoluto detrimento dos valores éticos que devem presidir o coletivo do comportamento humano".
Tudo isso está nos pouco mais de cinco minutos do vídeo. Que cada um tire suas próprias reflexões sobre as mensagens nele embutidas; sobre a inversão de valores que pode estar nos convertendo em seres humanos a caminho da involução.




Atenção: Só leia o texto abaixo só após assistir ao vídeo. É o extrato de um comentário que retirei de um dos muitos vídeos que estão no YouTube apresentando o curta metragem acima.

"Tem sido debatido muitas vezes ao redor do mundo sobre se o jornalista que testemunhou um crime que vai acontecer deve intervir para ajudar a vítima ou  apenas assiste e fotografa todo o evento sem dar um passo para intervir.
Nenhum dos Códigos de Ética das várias organizações de mídia que eu tenho lido e estudado especificamente examinou a situação de "Kate" - a fotógrafa no curta-metragem.
Kate, enquanto testemunhou o assassinato da menina pobre, teve um segundo pensamento sobre se devia continuar a tirar fotos ou procurar parar o atirador para salvar a garota.
O Código de Ética da Associação Nacional de Fotógrafos de Imprensa na América diz:
"Enquanto estiver em ação no ato de fotografar não contribuir intencionalmente para, alterar ou tentar alterar ou influenciar os acontecimentos."
Certamente, Kate teria alterado o evento se escolhesse interferir. No entanto, se ela o fizesse iria salvar a menina? Poderia ser ela, também, a vítima?
O código dos fotógrafos de imprensa não é específico sobre qual o evento que se deve evitar intrometer-se. 
Para alguns, evitar salvar vidas seria mais ético do que deixar o evento acontecer. Outros defendem que a vida é mais preciosa do que qualquer código de ética neste planeta. No entanto, há uma questão de autopreservação por parte de um jornalista que vai arriscar sua própria vida na intervenção de um acontecimento."

Este é um verdadeiro dilema. O que você faria?

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