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Bertrand Arthur William Russell, 3.º Conde Russell (Trelleck, País de Gales, 18 de maio de 1872 — Penrhyndeudraeth, País de Gales, 2 de fevereiro de 1970) foi um dos mais influentes matemáticos, filósofos, ensaístas, historiadores e lógicos do século XX. Em diversos momentos, considerou-se liberal, socialista e pacifista, embora tenha admitido que jamais pertenceu a essas correntes num sentido profundo. Como divulgador da filosofia, Russell foi respeitado por muitos como um porta-voz da vida racional e da criatividade, embora as suas posturas em vários temas tenham sido controversas. Russell nasceu em 1872, no auge do poderio económico e político do Reino Unido, e faleceu em 1970, vítima de uma gripe, numa época em que o império já se havia desmoronado e o seu poder fora exaurido por duas guerras vitoriosas, mas debilitantes. Russell foi um pacifista e defensor do anti-imperialismo. Inicialmente, chegou a defender a pressão nuclear preventiva como forma de evitar conflitos maiores. Foi preso pelo seu pacifismo durante a Primeira Guerra Mundial. Mais tarde, concluiu que a guerra contra Adolf Hitler era um "mal necessário" e criticou severamente o totalitarismo estalinista, além de condenar o envolvimento dos Estados Unidos na Guerra do Vietname. Recebeu o Nobel de Literatura de 1950, "em reconhecimento dos seus variados e significativos escritos, nos quais lutou por ideais humanitários e pela liberdade de pensamento". [https://pt.wikipedia.org/wiki/Bertrand_Russell]

 

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Felipe Massa é um vencedor.

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Não posso deixar de registrar o comportamento de Felipe Massa, ontem, quando venceu o GP do Brasil e perdeu o campeonato de Fórmula 1, após ter sentido o gostinho do triunfo completo por 2 minutos e 46 segundos.
Primeiro, vamos procurar nos colocar na cabeça do jovem piloto brasileiro da Ferrari:

  • Correndo junto ao seu público, aclamado como um ídolo do esporte brasileiro,
  • Piloto de ponta (e competitivo) da Ferrari, que é a marca mais famosa da corporação e
  • Com a possibilidade de se tornar o primeiro brasileiro campeão da Fórmula 1, após a era Senna.

E então? Como vocês acham que estava a mente de Felipe Massa, antes e durante a corrida? De repente, no fim da prova, a informação de que o improvável estava acontecendo. Seu concorrente havia sido ultrapassado e naquela situação ele, Felipe, era o campeão do mundo. Deve ter vibrado pelos quase três minutos em que durou o sonho.
Quero, entretanto, me fixar no comportamento do piloto depois do frenesi. Acho que foi ali, naqueles momentos quando ele desceu do carro - olhos marejados pela gigantesca frustração - e depois, no pódio, nas entrevistas e onde mais apareceu que Felipe Massa ganhou seu grande prêmio.
Foi antes de tudo elegante com o oponente. Demonstrou sua gratidão e recebeu, com humildade, o enorme carinho da torcida que gritou seu nome em coro elegendo-o como o mais novo ídolo do esporte brasileiro. E finalmente foi maduro ao reconhecer que tudo que aconteceu fazia parte da profissão que escolhera; agradeceu à equipe e já jogou as expectativas de vitória para a próxima temporada. Tudo isso sob a gigantesca pressão a que estava submetido intimamente.
Certamente sua vontade era ter saído dali correndo e procurar o seu "cantinho escuro" para chorar e extravasar a tremenda frustração pela perda do campeonato por um único e "mísero" pontinho e na última curva da corrida...
Sua conduta é digna de todos os elogios. Muito mais que sua perícia como grande piloto que já provou ser. Para os mais jovens, de todas as tribos, deve servir como uma lição completa de comportamento sob a pressão do malogro e da perda. Na trajetória do êxito profissional e do sucesso corporativo são muitas as oportunidades em que triunfo e derrota estão separados pelo invisível fio do acaso que os antigos gregos e romanos, politeístas, chamavam de "a escolha da Fortuna". Saber como lidar com esta "deusa" é um dos componentes principais da equação que produz os vencedores.
Deixo esta reflexão para os leitores e visitantes da Oficina de Gerência. Além da corrida no GP do Brasil, o que foi um feito esportivo notável, Felipe Massa ganhou o troféu da maturidade e chancelou a sua condição de desportista, bem formado nos melhores valores da humanidade e de exemplo que todos os ídolos devem passar para os seus admiradores.
Fez-me lembrar do antológico texto de Rudyard Kipling ("Se") quando, ao final, ele diz:

..................................."E se és capaz de dar, segundo por segundo,
.................................. Ao minuto fatal todo o valor e brilho,
.................................. Tua é a terra com tudo o que existe no mundo
.................................. E o que mais - tu serás um homem, meu filho!"

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