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François-Marie Arouet (francês - 21 de novembro de 1694 — 30 de maio de 1778) foi um escritor, historiador e filósofo iluminista francês. Conhecido por seu pseudônimo M. de Voltaire, ele era famoso por sua sagacidade e suas críticas ao cristianismo — especialmente à Igreja Católica Romana — e à escravidão. Voltaire defendia a liberdade de expressão, liberdade de religião e separação entre igreja e estado. Voltaire foi um escritor versátil e prolífico, produzindo obras em quase todas as formas literárias, incluindo peças de teatro, poemas, romances, ensaios, histórias e exposições científicas. Ele escreveu mais de vinte mil cartas e dois mil livros e panfletos. Voltaire foi um dos primeiros autores a se tornar conhecido e comercialmente bem-sucedido internacionalmente. Ele era um defensor declarado das liberdades civis e estava em constante risco com as rígidas leis de censura da monarquia católica francesa. Suas polêmicas satirizavam a intolerância, o dogma religioso e as instituições francesas de sua época. Sua obra mais conhecida e magnum opus, Cândido, ou O Otimismo, é uma novela que comenta, critica e ridiculariza muitos eventos, pensadores e filosofias de seu tempo. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Voltaire}

 

sábado, 29 de novembro de 2008

Conflito (atual) entre Israel e estados árabes teve origem nesta data em 1947.



Jornal do Brasil: ONU aprova divisão da Palestina

A Assembléia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) depois de 74 dias de negociações e debates aprovou, por 33 votos a favor, 13 contra e 10 abstenções, o plano russo-americano de partilha da Palestina entre judeus e árabes. A proposta de última hora apresentada pelo delegado do Líbano de criação de um estado federado, no qual coexistissem os parlamentos hebreu e árabe, foi rejeitada. 
A assembléia nomeou uma comissão formada por cinco países para exercer o controle da Terra Santa a partir daquela data até a independência dos dois estados.

O projeto de partilha das terras entre o Rio Jordão e o Mediterrâneo obteve grande apoio dos líderes do sionismo e de organizações judaicas mas enfrentou forte oposição dos países árabes. 

O príncipe Feisal, da Arábia Saudita, pronunciou-se contra a divisão e disse que seu país não se considera obrigado a acatar a divisão. Para o secretário-geral da Liga Árabe, Abdul Haman Azzá Pashá a decisão das Nações unidas significava guerra aos judeus.

O brasileiro Osvaldo Aranha, que presidiu a Assembléia, em seu discurso de encerramento, manifestou a esperança de que a sessão resultasse em "contribuições memoráveis para o ajuste pacífico e construtivo dos problemas mundiais". Disse também confiar nos bons resultados da partilha da Palestina, o que considerava uma "experiência rigorosamente histórica".

Com o fim do controle britânico da Palestina, em maio do ano seguinte, o Estado de Israel declarou a independência, deflagrando a primeira guerra árabe-israelense, na qual seis estados árabes vizinhos iniciaram movimentos de exércitos regulares para ingressar na região. Depois do primeiro conflito, seguiram-se a Guerra de Suez (1956), a Guerra dos Seis Dias (1967) e a Guerra do Yom Kippur (1973). Até hoje, não houve a proclamação do Estado da Palestina.
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