domingo, 3 de abril de 2022

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho... até quando?




Entra ano, sai ano e o tema volta ao protagonismo da mesma forma que antes. É um continuum que se mantém inalterado faça-se o que fizer. Me refiro à desigualdade de gênero no mercado de trabalho. 

"Se a fotografia assusta, o filme também não é muito animador. Ainda que com avanços na desigualdade de desemprego e renda nos anos de 2012 a 2015, em seguida não há grande melhora até o último dado da série, no último trimestre de 2018. De fato, não há aparente grande tendência de convergência dos indicadores de mercado de trabalho entre homens e mulheres."  (Blog do IBRE/FGV)

Na verdade, chega de estudos, pesquisas, estatísticas, eventos, entrevistas e o que mais se queira, para atestar que as mulheres são discriminadas no mundo corporativo. É real, palpável, verdadeiro e não se vê nada concreto que se faça para - pelo menos - buscar a correção dessa barbaridade que atinge as mulheres que disputam espaço com seus colegas homens em absoluto pé de desigualdade.

Qualquer um que seja parte do mundo corporativo enxerga essa distorção ... que pode-se dizer seja cultural e milenar. Não existe solução mágica. E não vejo solução à vista nem no longo prazo. 

Não se pode culpar governo ou instituições privadas. Diversas medidas são colocadas em ação todos os anos, mas nada de novo aparece. Não há mobilização social e por social quero dizer toda a sociedade civil; os homens, principalmente, que na verdade são os principais responsáveis por esse horror que é a discriminação de gênero.

Resta-nos, a nós que nos preocupamos e queremos mudar essa anomalia, continuar lutando, falando, protestando,

Leiam o artigo abaixo que é bastante informativo.
 

Desigualdade de gênero no mercado de trabalho: mulheres ainda ganham menos que os homens

mulheres ganham menos

Pesquisa recente realizada pela Catho mostra que as mulheres ganham menos que homens em todos os cargos de liderança, cuja diferença média é 34%. Além de salários inferiores, elas ainda se deparam com obstáculos em algumas áreas. Em tecnologia, por exemplo, ocupam apenas 19% dos cargos.

Acompanhe este release do mercado de trabalho separado por gêneros e descubra os principais motivos e veja como até hoje as mulheres não acompanham o piso salarial.

Os dados revelam que mulheres ganham menos

Em 08 de março foi celebrado o Dia Internacional da Mulher. Nesta data, inúmeras discussões e reflexões são trazidas à tona e em maioria ações que levam a inúmeras desvantagens para a mulher em relação ao homem. Uma dessas consequências, é a falta de equidade quando o assunto é profissão e remuneração.

Segundo pesquisa salarial realizada pela Catho, em fevereiro de 2021, mesmo ocupando os mesmos cargos e com as mesmas funções, as mulheres chegam a ganhar até 34% menos que eles. Já em funções como gerente e diretor, elas chegam a ganhar 24% menos que os homens, por exemplo.

Porém, o gênero feminino enfrenta outros obstáculos no mercado de trabalho, além da diferença salarial. A relação entre maternidade e carreira implica normalmente em ter que lidar com desafios após a licença-maternidade e, às vezes, até antes do nascimento.

Atualmente, com boa parte das empresas aderindo ao regime de trabalho home office, a junção de cuidados com o lar/filhos e atividades se tornou problemático. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, 8,5 milhões de mulheres tinham deixado a força de trabalho no terceiro trimestre de 2020 (último dado disponível), na comparação com o mesmo período do ano anterior.


Mas se qualificação é hoje algo que torna um candidato em destaque, por que as mulheres, mesmo com o maior nível de escolaridade, continuam ganhando menos? É esse um dos motivos que transparece um descompasso significativo, pois os dados do levantamento indicam que, apesar da acirrada disputa, as mulheres saem na frente no recorte de nível superior e pós-graduação completo.

30% das mulheres possuem nível superior e pós-graduação, enquanto os homens, apenas  são 24%. Mesmo assim, com uma qualificação um pouco menor, eles podem ganhar até 52% a mais que elas exercendo uma mesma função. A pesquisa elucida o distanciamento do profissional homem e mulher no cenário profissional. Fatores super relevantes como formação, qualificação e experiência profissional não bastam para igualar a balança. Apesar dos perceptíveis avanços, ainda há obstáculos a serem superados.

52% é a maior disparidade nas médias salariais entre homens e mulheres identificada por nível de cargo. São nas ocupações de  profissional especialista e graduado que as remunerações por gênero mais se distanciam, seguidos de profissional especialista técnico com 47% de diferença.

Por dentro da área da Tecnologia

Algumas áreas ainda são hostis à presença de mulheres. É o caso do segmento de tecnologia que, embora mesmo durante a pandemia manteve as contratações em ritmo acelerado, tem dificuldade em inserir as mulheres no setor, principalmente em cargos de liderança.

Segundo a pesquisa, somente 19% da área de tecnologia é composta por mulheres e, em média, elas ganham 11% menos que os homens da área. Em alguns cargos como engenheiros de sistemas operacionais em computação e gerente de desenvolvimento de sistemas, as mulheres chegam a ganhar, respectivamente, 33% e 18% menos que os homens. As mesmas funções são ocupadas por 15% e 19% de mulheres, apenas.

Cargos que as mulheres têm menos representatividade

Para ilustrar a desigualdade de gênero dentro da área, separamos os 10 cargos com a maior discrepância de valores de salários, onde os trabalhadores, por algum motivo, recebem mais. Acompanhe:

Tabela de cargos com salários mais desiguias para as mulheres


6 comentários:

  1. Oi, Herbert!!
    Adorei a surpresa!! :=))) Coração ficou aquecido. Obrigada!!
    Enquanto existir misoginia, haverá essa desigualdade tanto no ambiente de trabalho, quanto na sociedade. O patriarcado ainda entranha a alma humana muitas vezes pelo próprio instinto humano. Estamos evoluindo!! :)
    Beijus no coração!!

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  2. Luma, a homenagem é pura verdade. O Luz de Luma é meu modelo. Acho sensacional. Grande abraço.

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  3. É muito triste essa realidade e não ver nenhuma perspectiva de mudança. Boa tarde.

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    1. Luiz, seja bem-vindo à Oficina de Gerência. É uma alegria receber seu comentário. Concordo com você que é uma tristeza conviver com um problema social desse porte. Acho que sou mais otimista que você. Diria que há, sim, perspectivas de mudanças. Muito lentas, mas acredito que em algum tempo a igualdade virá. Não podemos, nós que lutamos contra isso, deixar de protestar e fazer tudo ao nosso alcance para reverter essa realidade terrível.
      Volte sempre e não deixe de fazer seu comentário.

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    2. Espero que a realidade mude em nosso país. Sabemos que algumas mulheres exercem postos de chefias e lideranças, mesmo assim recebem menos do que os homens. Grande abraço carioca e espero voltar outras vezes.

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