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O Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença Falciforme é celebrado anualmente em 19 de junho. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2008, busca dar visibilidade a essa condição genética e hereditária, reduzir a mortalidade e promover o acesso a tratamento adequado.O que é a Doença Falciforme?É uma das doenças genéticas mais comuns no mundo. Ela altera o formato dos glóbulos vermelhos (hemácias) do sangue, que deixam de ser redondos e flexíveis e assumem o aspecto de uma foice. Essa alteração enrijece as células, dificultando a circulação do sangue e a oxigenação dos tecidos, o que causa episódios de dor intensa e pode comprometer o funcionamento de órgãos vitais.

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Frase

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Euclides de Alexandria foi um professor, matemático platónico e escritor grego, muitas vezes referido como o "Pai da Geometria". Além de ter escrito sua principal obra, Os Elementos, também escreveu sobre rigor, teoria dos números, proporções, perspectivas, óptica, seções cônicas, geometria esférica e astronomia. Ficou conhecido por suas contribuições matemáticas e por sua habilidade de escrever e ensinar, sendo considerado um grande didata. Assim como muitos matemáticos gregos antigos, a vida de Euclides é em grande parte desconhecida. Ele é reconhecido como o autor de quatro tratados em grande parte existentes - Os Elementos, Óptica, Dados, Fenômenos - mas além disso, nada se sabe com certeza sobre ele. {https://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides}

 

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Mulheres no Comando, porque são tão poucas?


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Mulheres no Comando, porque são tão poucas?

(Autor- Herbert Drummond - Blog Oficina de Gerência)


“Mulheres em cargos de chefia” é um tema que sempre causa controvérsia. Não deveria, mas causa.

Devo registrar que no percurso da minha carreira profissional, com mais de 50 anos, ocupei diversas funções de chefia intermediária  e nos últimos 30 anos exerci cargos de direção superior na Administração Pública. Pois bem, nesse tempo todo, foram pouquíssimas vezes que encontrei funções de chefia ocupadas por mulheres.

Na verdade, nunca me dei conta disso; muito porque na minha profissão, antigamente (anos 60, 70, 80 e até metade da década de 90), as mulheres não buscavam cursar Engenharia Civil. Minha turma, de cerca de 120 formandos, só havia seis colegas do sexo feminino. Fato é que independente dessas circunstâncias as mulheres, à época, não tinham oportunidades de ascender nas funções de executivas, notadamente nas carreiras das chamadas ciências exatas.

Apesar da evolução dos cenários, com um número crescente de mulheres coexistindo com os homens nas corporações, elas ainda são pouco vistas nas reuniões de gerentes e diretores. Na alta cúpula então... são aves rarae.

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Trabalhando na Administração Pública desde 1983 posso atestar que as mulheres não podem sequer ser consideradas como minoria. Mesmo com o advento dos concursos públicos para admissão, os altos cargos de confiança (e até os médios também) ainda estão “reservados” para o sexo masculino. As mulheres são muito poucas, mesmo.

As legítimas pressões da sociedade, desde muito tempo, estão presentes pelas vias mais diversas – Associações, ONGs, sindicatos e outros –e percebe-se um esforço das empresas nesse sentido. Mas é tudo muito lento.

Tenho o tema sempre presente nas minhas preocupações como executivo e observador privilegiado do mundo corporativo. E tenho a consciência que consegui, sempre que viável, colocar mulheres para ocupar cargos executivos sob minha direção. Mas confesso que não atingi uma cota que julgasse satisfatória. Embora procurasse razões e justificativas não as encontrei.

Eis que me deparei com um artigo do renomado colunista da Folha de São Paulo, Hélio Schwartsman intitulado “Incompetência masculina”. No texto o jornalista defende uma tese esposada pelo psicólogo Tomas Chamorro-Premuzic (University College London e Columbia) no seu livro “Why Do So Many Incompetent Men Become Leaders?” (Por que tantos homens incompetentes se tornam líderes?).
Schwartsman destaca do livro em tela o seguinte resumo defendido pelo autor: O argumento do livro é simples. Há poucas mulheres em posição de poder porque os critérios que usamos para escolher líderes estão errados. Se os corrigirmos, a proporção de mulheres crescerá rapidamente, e as empresas se tornarão melhores.
E justifica registrando que a responsabilidade da discriminação às mulheres em cargos de gerência e direção advém dos critérios que as empresas utilizam para selecionar suas lideranças. Tais critérios, segundo o autor, promovem e preenchem os cargos de alta direção com homens de traços narcisistas e psicopatas/sociopatas que tornam tóxicos os ambientes corporativos. Tem mais! O livro informa ainda que “O sistema de contratação nas empresas não percebe essa falha porque candidatos narcisistas e psicopatas (categorias em que há notável predomínio masculino) tendem a ser carismáticos e charmosos e saem-se especialmente bem em entrevistas, que são uma das principais ferramentas de recrutamento dos RHs.”
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E agora? O que fazer para corrigir essa, digamos, falha (monumental) do sistema? O Dr. Tomas Chamorro-Premuzic dá uma sugestão: as corporações devem modificar seus conceitos que favorecem aqueles candidatos carismáticos e sedutores narcisistas-sociopatas e buscar líderes entre pessoas com alto grau de inteligência emocional.
Nesse ponto o autor, que fundamenta seu livro em trabalhos científicos, faz uma conclusão meio forçada (a meu ver). Diz ele que se o recrutamento adotar essa nova postura as mulheres serão naturalmente (?) favorecidas porque são elas que estão, em maioria, no grupo “com alto grau de inteligência emocional”.
Acho que o argumento tem seu valor quando aponta que as escolhas nos recrutamentos dos RHs “privilegiam” - é fato - os perfis cativantes, extrovertidos, magnéticos e sociáveis. Vamos concordar que nesses campos os homens, por serem mais agressivos em seus contatos corporativos, tendem a levar vantagem sobre o charme e outros atributos femininos; ainda mais partindo do princípio de que o sistema já está pervertido pelos usos e costumes. Vira um “jogo de cartas marcadas”.
Torço para que algo seja feito no sentido de aumentar de forma expressiva e massiva a presença das mulheres nos comandos das organizações. Sou daqueles que considera – no atual status quo do mundo corporativo – que as mulheres realmente dominam melhor as ferramentas da IE (Inteligência Emocional). E cada vez mais é exigido que os lideres tenham essa competência como dominante em seus modi operandi.

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