25 de abr. de 2014

Irritação Sem Motivo. Corrija este defeito em você...





Quem nunca experimentou aqueles momentos, às vezes por alguns dias, de intensa irritação sem saber precisar as razões de tal estado de espirito?

Todos nós, humanos, passamos por estas situações. Assim, surgindo do nada começa a aparecer aquele sentimento de contrariedade com as menores coisas que nos cercam. É um copo d'água que derramou ou o café que sujou aquele documento sobre a mesa. Ou ainda a secretária - pobres secretárias dos irritadiços - que não conseguiu completar aquela ligação (sempre urgente) que você pediu há... 30 segundos.

São situações que examinadas a posteriori podem ser classificadas de ridículas, mas estão sempre presentes em nossas vidas, seja no mundo corporativo, em nossa vida familiar ou social.

São inevitáveis? Muitos dizem que sim, mas alguns estudiosos dizem que elas podem ser... administradas. Será?

O artigo abaixo trata deste tema e faz uma breve análise sobre as causas destes sentimentos tão indesejáveis ao mesmo tempo em que passa algumas dicas para os evitarmos ou administrá-los.

Vale a pena ler o texto.



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Síndrome da Irritabilidade Sem Motivo (SISM)

Você se irrita facilmente? Já contou, diariamente, quantas vezes você se irrita sem motivo aparente?


Companheiros de trabalho que se irritam diante do mínimo aborrecimento. Chefes que se irritam porque são contrariados ainda que sutilmente pelos seus subordinados. Pais que se irritam pela correria e gritaria dos seus filhos, como se preferissem filhos paraplégicos, surdos-mudos.


Irritamo-nos com os sinais de trânsito, mesmo que eles sejam capazes de salvar vidas. Esbravejamos quando o motorista da frente vira sem dar sinal. Enfiamos a mão na buzina logo que o sinal abre se o motorista da frente não arranca rapidamente seu veículo.


Já cometi vários erros com meus filhos e amigos. Tantas vezes, foram as que me irritei, quando assistia a determinado programa de TV e eles pediram minha atenção. Quantas vezes fazemos isso?


Nossos filhos, ansiosos para nos contar as descobertas maravilhosas da vida, descobertas simples, como a de que os pássaros voam; os cães deitam e rolam; a minhocas mesmo quando cortadas em várias partes ainda se movimentam; que as abelhas produzem mel, através do pólen que coletam das flores; e nós, cessando a criatividade deles, não os ouvimos, preferindo continuar a assistir o noticiário da TV, a novela, o filme, mesmo estando em jogo a alegria de quem dizemos amar sem ressalvas.


Nos irritamos com o vendedor que não nos atende adequadamente, mesmo sem compreender que fora arremessado naquela profissão e ainda não teve a oportunidade de ser treinado.


Somos acometidos pela irritação quando o pneu do veículo fura e, debaixo de chuva, temos que substituí-lo, mesmo que bilhões de pessoas sequer tenham calçados para os pés. Ficamos irritados quando o salário atrasa um único dia, ainda que milhares aguardem uma vaga por anos.

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Aos poucos vamos acumulando pequenas irritabilidades. A todo instante, todo momento, diariamente, nos irritamos facilmente. Deixamos de contemplar pequenas belezas. O passeio pelo parque já não é atraente, o abraço do filho quando chegamos exaustos do trabalho não alenta, o jantar em família, não é praticado.


Ao fim do dia, parecemos cansados, mesmo que não tenhamos feito grandes esforços físicos. Mas, mentalmente, sufocamos a paciência, a arte de contemplar pequenas coisas pelo excesso de momentos que nos irritaram, por mais que nenhum deles fosse merecedor de causa irritação.


Se retornarmos ao capítulo da arquitetura dos pensamentos, reconheceremos o mal que fazemos a nós mesmos quando nos irritamos, pois todas essas ideias irritadiças, pensamentos negativos e conclusões sem análises ficarão para sempre registrados em nossa mente, norteando nossa existência. Como ser saudável se não nos nutrimos com o pão da compreensão e do entendimento e sim, comemos o pão amargo da irritação?


A irritabilidade, na verdade, surge da nossa incapacidade de reconhecer o quanto temos motivos para sermos felizes. Não ousamos brindar o dia que nasce, os filhos que temos, o emprego que possuímos. À mínima contrariedade, nos irritamos.


A maioria de nós também é capaz de se irritar pelo que ainda não aconteceu. Sofremos pelos pensamentos antecipatórios, por mais que 90% das coisas que imaginemos ser catastróficas, sequer aconteçam, e os 10% das que acontecem, nem se aproximam das tragédias que imaginávamos que sucederiam.


Irritar-se é aprisionar a alegria, massacrar o prazer de viver. Toda vez que se irritar à mínima ofensa ou diante de qualquer outro acontecimento, lembre-se de que está trucidando um valioso período da sua vida, e de muitas outras pessoas.


Se diante de algumas situações, você perceber que irá perder o controle, pare e pratique a arte de pensar antes de reagir. Nutra seu ser com sabedoria. Questione-se, por exemplo, assim: “qual será o impacto de minha atitude em minha e à vida das demais pessoas?” Quase sempre que nos permitimos essa análise, a ação ou reação que teremos será calidamente menos agressiva.


Não permita que a alegria de viver e a possibilidade de contemplar os pequenos momentos da vida sejam sobrepostas pela irritabilidade. Transforme seus dias e o das pessoas que o rodeiam em inesquecíveis e saudáveis instantes.


Quais têm sido suas irritações? Pelo que tem trocado o prazer dos momentos? Você se permite roubar precisos instantes da sua vida? Qual é a contribuição à sua existência, toda vez que se deixa furtar pela irritabilidade?


O Magnífico Mestre Jesus, não deixava que a irritação roubasse Sua sabedoria. Basta que nos lembremos do episódio em que Maria de Magdala estava para ser apedrejada. Cristo poderia ter dito à multidão: “seus imbecis pecadores, vocês são todos malfeitores e querem julgar? Quem são vocês para darem sentença? Irrito-me com as acusações que fazem, pois deviam saber que não se deve julgar, sobretudo, quando vossos pecados são maiores e em maior número. Malditos”! Mas não, o intrigante Homem de Nazaré não permitiu se irritar. Pensou por alguns segundos e revolucionou o pensamento e julgamento dos acusadores de Maria Madalena, dizendo para que quem não tivesse pecado, que atirasse a primeira pedra, em outras palavras.

Autor: Professor Sérgio

 

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