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22 de abr. de 2020

O caça e o porta-aviões


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É comum, aos profissionais bem sucedidos e vivendo um momento de alta em suas carreiras, receberem propostas de empresas, normalmente concorrentes, à que esteja vinculado. Aconteceu comigo em certa ocasião mais especial (outras ocorreram também, mas não me atraíram). Esta, a que me refiro, pelo contrário era uma proposta daquelas chamadas "irrecusáveis".

Estava no auge da minha posição dentro do órgão público onde trabalhava; era gerente e tinha sob meu controle várias obras e contratos em andamento e tudo estava correndo bem, sob controle. Estava no topo. Vivendo um momento de sucesso. A remuneração, dentro da realidade da Administração Pública, era muito mais baixa do que a oferecida na iniciativa privada, mas isso não me limitava.

Uma determinada empresa de engenharia - porte médio - que conhecia e admirava o meu trabalho fez uma oferta para me contratar oferecendo mundos e fundos para que a aceitasse. Conversei muito com minha mulher, com vários amigos do trabalho, colegas e pessoas mais experientes (eu ainda era um "jovem executivo" na ocasião e não tinha ainda vivido experiência semelhante). Pensei seriamente e tomei a decisão de sair. Não estava seguro, mas a proposta era para mais que dobrar minha renda.

Após ter decidido, mas ainda sem haver comunicado formalmente aos meus superiores hierárquicos, conversei com um antigo conhecido que apenas passou na minha sala para "jogar conversa fora". Nem era um amigo. Apenas um colega engenheiro mais experiente e "rodado" no mundo corporativo.
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Depois de lhe falar sobre o assunto e dizer que estava de saída ele olhou para mim pensativo e disse-me uma frase que ele próprio ouvira de um ex-chefe, diante de situação semelhante que ele próprio vivera. Foi mais ou menos a seguinte:
  • "Você pode ser um caça de último modelo voando e disparando seus mísseis certeiros nas guerras, mas se não existir um grande porta-aviões para pousar após as missões vai seguramente ficar sem combustível e cair no mar apesar de todo o poderio bélico."
E mais não disse. Naquele momento mudei minha decisão e não sai mais da empresa onde estava. Desisti dos ganhos imediatos e objetivos e assumi as vantagens subjetivas. Fiz minha escolha, minha aposta no futuro. Entendi o recado e aprendi. Deu certo. Na sequência dos anos cheguei ao topo da carreira como diretor da empresa e durante muitos anos. Realmente a firma que me convidara não era um "porta aviões" e eu percebi que de "caça" poderia passar a "avião cargueiro", isso se não caísse no oceano antes... apesar da proposta ser - como disse antes – da proposta ser - como disse antes - irrecusável.
Como decidir se devo empreender ou seguir em um emprego? | EXAMEDirijo-me agora – principalmente - aos jovens profissionais e executivos que tenham tido a paciência de ler estas linhas até aqui. Transfiram tudo isso para suas próprias vidas. Saibam pesar, muito bem, quando as chamadas “oportunidades irrecusáveis” surgirem. Obviamente isto não é uma regra geral, mas também não é exceção..

Já vi, conheci alguns e soube de outros cases onde profissionais brilhantes e promissores se perderam no mar das nulidades por abandonarem a garantia de um "porta-aviões para pousar e reabastecer seu "caça" quando mudaram ("vantajosamente") de emprego. Enferrujaram, tornaram-se infelizes e passaram o resto da vida arrependidos por não terem tido a coragem (ou oportunidade?) da recusa; de terem dito NÃO! Pensem nisto.

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