15 de nov de 2018

Quem é maior? Você ou sua função?


Resultado de imagem para reuniões dificeis 

Você é maior ou menor do que sua função?

(Autor do Texto - Herbert Drummond da Oficina de Gerência )

S
empre tive uma permanente preocupação com as sensações de conforto ou desconforto em relação às funções que ocupei ao longo da carreira. Na maioria das vezes me senti à altura delas e em outras, notadamente no início de minha carreira como executivo, a sensação de desconforto foi a de não estar preparado para enfrentar determinadas situações. Nestes casos claramente faltou-me o lastro - principalmente pelo aspecto subjetivo - para resolver e decidir acima da experiência pessoal vivenciada e do preparo profissional.

No primeiro caso (quem está à altura da função) você está convictamente apto para o exercício do cargo e o maior desafio é alcançar a autorrealização. Até onde você é capaz de ir? Que tipo de projeto criativo você é capaz de desenvolver? Até que ponto pode levar seu time ao sucesso ou insucesso com base na sua liderança?

Quando vivenciamos uma situação dessas, nem sempre estamos conscientes da  realidade que nos cerca. O grau de subjetividade nessa avaliação é muito acentuado. Ocorre menos nas empresas privadas (bem menos) e mais na Administração Pública onde as indicações políticas proliferam e – por comum – não há preocupação em se guardar uma relação entre as competências do cargo e os currículos dos candidatos. 


http://carreiradeti.com.br/wp-content/uploads/2011/11/chefe-falha-lideranca-carreira.png
Imagine que você, foi designado para uma função importante e a rigor, só conhece a sua futura atividade “por ouvir dizer”, mas aceitou porque ninguém deixa o “cavalo passar selado”. Não é essa é a regra?

Você chega, toma posse dos seus novos “brinquedos” – mesa, computador, telefone, secretária, assessores... – e (infelizmente) vai ter que enfrentar a realidade imediatamente. Ali, do outro lado da porta, estão lhe esperando para a primeira reunião de trabalho. Vai ficar visível, por mais que tente ocultar, que você não está à altura da função e na reunião - infelizmente -  estão seus novos subordinados. Vão lhe testar de todas as maneiras; desde as famosas "cascas de banana" ostensivas até a forma mais sutil possível. Minas explosivas prontas para você pisar nelas. Na verdade não será uma reunião comum, será um julgamento, um teste, um vestibular. Você será o alvo. Uma "via crucis". Sua jornada, a partir dali, será uma sequência de etapas de constrangimentos que não o deixarão em paz até que consiga "chegar no ponto" ou então pedir o boné e ir embora.

Não vou discorrer sobre as possibilidades do que, certamente, ocorrerá numa reunião dessas. Vou, entretanto, dentro da proposta do blog, procurar especular e passar algumas dicas a quem estiver interessado ou (Deus o livre) enfrentar situação parecida.

As Dicas: 

1. Distribua, antes da reunião, uma pauta com os tópicos (poucos) da reunião e faça correr uma lista de presença.arque hora para terminar a reunião e... Termine! Determine alguém para secretariar e faça uma boa ajuda memória com algum tipo de programação com tarefas e com prazos, que você possa cobrar e depois, muita atenção, não procure ninguém, ninguém mesmo para saber o que “acharam de você e da reunião”. A verdade jamais lhe será dita.

2. Coloque nominatas na mesa identificando as pessoas e suas funções no organograma. Busque organizar os lugares de acordo com a hierarquia do setor que você vai dirigir. Coloque-se na cabeceira e à sua direita o subordinado de maior posição, na esquerda o seu staff pessoal e assim por diante. As pessoas gostam de se ver com lugares certos nas mesas de reunião.

Imagem relacionada
3. Faça com que todos na mesa se apresentem no inicio da reunião e se durante,  você tenha que se dirigir a alguém e não tenha guardado o nome, não se acanhe de perguntar. Isso mostrará que tem humildade e está interessado em conhecer as pessoas.

4. Fale muito pouco e escute tudo com a mais pachorrenta paciência. Um dos erros mais comuns do chefe novato (menor que a função, lembre-se) é querer mostrar que está – ao contrário do que todos sabem – à altura do cargo.

5. Resista à tentação de apresentar na mesa o seu “currículo” e despejar toda a sua “experiência anterior”. Na verdade, os seus novos subordinados já sabem tudo que precisam saber sobre você. O mais aconselhável é surpreender. Como? Ouvindo muito e não assumindo posições ou tomando decisões que serão - por natureza - frágeis e precipitadas. Lembre-se, o setor que passará a comandar estava operando sem você desde a saída do antigo “inquilino”.

6. Use o bom senso para tranquilizar a turma quanto às mudanças que todos estão esperando e jamais lance mão do estilo “coronel” para se comprometer seja com o que for. Não mostre "valentia". É o que todos estão esperando, mas não caia nessa armadilha. Simplesmente não se pronuncie com profundidade sobre nada e se alguns daqueles líderes informais da estrutura se atreverem a perguntar algo nesse nível, saia pela tangente e deixe toda expectativa no ar. Use o mistério a seu favor

7. Oportunize para que apareçam as lideranças formais e informais do seu novo grupo. Principalmente as informais (estes líderes vão procurar testá-lo permanentemente e serão seus futuros aliados ou adversários). Você terá que ter habilidades e lançar mão de alguns "truques" para fazê-los surgir “espontaneamente”.

8. Erro comum que os “chefes menores que a função” cometem nessas ocasiões são as demonstrações do tipo "sou mais eu", e com ostensiva postura de autoridade e "autonomia" em relação aos seus próprios superiores na hierarquia. Muito comum é a pontuação das frases com batidas na mesa seja com as mãos e ou com a caneta. Não faça isso porque as pessoas inteligentes do seu novo grupo vão perceber claramente que você está cometendo uma bravata e será ridicularizado nos corredores. 

Imagem relacionada
9. Lembre-se daquele antigo ensinamento sobre as reuniões que, inevitavelmente, sempre abrigam as "pessoas que ficam fazendo estrelinhas no papel e os que fazem o papel de estrelas". Para estes tenha paciência, mas não deixem que monopolizem a palavra.

10. Dê oportunidade a todos que estejam na mesa de se expressarem. Quem pedir a palavra e ainda não haja falado deverá ter oportunidade sobre que tenha pedido para falar no mesmo tempo. Seja atento e democrático ao conduzir a sua primeira reunião com seu novo time. Ela irá balizar por muito tempo a primeira boa ou má impressão que sua equipe terá de você.

Exemplos dos tipos de liderança "maiores ou menores que a função" não faltam. É só procurar. Na sua própria empresa, certamente deve ter algum gerente, até mesmo um diretor que claramente não consegue se acertar porque não cabe na função. Pode procurar que vai achar... E isso ocorre em gênero, número e grau e em todas as atividades humanas. 


Por exemplo, um técnico de futebol de grande clube ou seleção (temos muitos...) que não consegue se impor ao grupo calejado dos atletas que ele mesmo selecionou ou um marido que não consegue de ajustar à vida de casado. Ambos os casos vão demonstrar que nenhum dos dois - o técnico e o marido - não estavam à altura da função que lhes foi colocada à frente. Cases é que não faltam.

Este post  foi originalmente publicado em maio de 2012. Resolvi repaginá-lo e publicar novamente pela atualização permanente que encerra. É um mais visitados no blog.


1 de nov de 2018

Telas dos Grandes Mestres da Pintura Universal sobre o tema do Natal

Imagem relacionada

Existem coisas que são eternas. As grandes obras de arte universais, por exemplo, fazem parte dessa classificação. Tive a ideia de produzir um post com telas de mestres da pintura universal tendo como tema o natal. 

Não é muito comum "descobrir" no Google obras famosas sobre o natal. Pesquisei um bocado, mas não encontrei o que queria. De repente minha sorte mudou! O motivo foi um blog maravilhoso, que encontrei "perdido" no Google enquanto fazia a pesquisa. O seu autor teve a mesma ideia. Refiro-me ao "Ler Para Crer" (clique no logotipo abaixo).

Foi lá que selecionei as belíssimas obras abaixo e que trago aqui para fugir um pouco da temática central da Oficina de Gerência. Afinal, conhecer um pouco da cultura universal  eleva o espírito e compõe a formação de qualquer ser humano, incluindo os que fazem parte do que chamo de "selva corporativa".

Clique em cada uma das imagens para ser redirecionado à pagina do Google com centenas de telas dos pintores respectivos. Não perca essa oportunidade e maravilhe-se com a arte universal.


http://lerparacrer.files.wordpress.com/2007/10/logoler2.gif
Clique no logotipo e visite o blog. Vale a pena passear por ele.

http://4.bp.blogspot.com/_UGuOpW5tJXI/R21X8WdrpiI/AAAAAAAAAFE/MXQyRwVpUZA/s400/Rafael%2B-%2BSagrada%2BFam%C3%ADlia-1518.jpg
Rafael Sanzio – a Sagrada Família – Museu do Louvre, Paris


Este post foi originalmente publicado em dezembro de 2010. Pela qualidade e pelo número de visitantes dei uma repaginada e trago-o de volta atualizado.