23 de nov de 2014

Phil Jackson e seus onze princípios de liderança.


A leader is one who knows the way, goes the way, and shows the way. - John C. Maxwell
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 "Um líder é aquele que sabe o caminho, vai pelo caminho, e mostra o caminho." (John C. Maxwell)

Vocês já observaram que todas as ilustrações conhecidas (ou pelo menos a maioria maciça delas) são apresentadas sempre com um personagem destacado no grupo apontando uma direção, em um plano superior aos demais, ordenando de forma decidida, orientando e "dizendo" o que os outros devem fazer? Há sempre nessas mensagens um elemento de autoridade  - e porque não dizer de autoritarismo - e poder que se sobrepõe de forma indiscutível aos liderados. Uma espécie de "super-alguma coisa" que manda, se coloca à frente e conduz todos ao destino apontado exclusivamente por ele.
De certa forma é assim que as pessoas enxergam um líder, o líder, o cara. Todavia, quem conhece e estuda um pouquinho que seja sobre liderança sabe que não é dessa forma que ela funciona. É claro que esse tipo de "mandachuva" existe. E não são poucos diga-se de passagem! Entretanto, líderes, líderes mesmo eles não o são. Podem ser denominados de qualquer coisa próxima: chefe, dono, maioral, cacique, patrão... Mas de líder não se poderá dizer que possa ser classificado... Embora esses tipos sempre pensem que sejam grandes líderes.
Nem vou me meter a dissertar sobre liderança. Esse é o tema de maior volume em termos de definições, estudos e pesquisas que existe no mundo das corporações. O artigo que trago ao blog tem o mérito de apresentar um excelente texto que "capturei" no site do Blog Finsi (clique no logotipo abaixo).
David Fernández
O autor do post no blog espanhol chama-se David Fernández que faz parte da equipe de profissionais que escreve regularmente para o grupo de empresas que forma o Finsi. Tenho vários posts aqui no blog com a reprodução de artigos do Grupo (clique e conheça)
Este post traz como novidade um comentário sobre o estilo diferente de liderança do consagrado (ex) treinador da NBA Jackson. Ele escreveu um livro de muito sucesso chamado "Eleven Rings" ou "Onze Anéis"* que foi o número de títulos que ele conquistou como treinador na NBA. Aliás o maior ganhador de título naquela famosa organização de basquete nos EUA.
No post o autor destaca de forma resumida quais são os onze princípios que Phil Jackson defende como básicos para que se exerça uma liderança completa sobre um grupo que se pretende comandar. Pelo menos é uma visão de quem sabe o que seja ser um líder, fora daquele estereoótipo do caudilho onisciente e super controlador. Vale a pena conhecê-los.

* Cada treinador que ganha o campeonato da NBA recebe um anel como símbolo eterno da conquista.


http://www.grupofinsi.com/index.asp
Clique no logo e visite o site
Arrows gif fileEste texto foi traduzido diretamente do espanhol para o português "made in Google". O texto original em espanhol está à disposição com um clique no banner ao final do post.

 
  
 Os onze princípios básicos da liderança plena.



Liderar uma equipe é uma questão complexa, e quer seja uma empresa ou uma equipe esportiva, as pautas são as mesmas: um grupo de pessoas trabalhando de forma organizada para alcançar um objetivo, tudo sob a direção de uma pessoa que exerça a função de coordenador.




Phil Jackson é um treinador de basquete, agora aposentado, do qual já falamos em outras ocasiões. Ele começou sua carreira como jogador de basquete da NBA (American Basketball League), onde conquistou dois títulos e depois como treinador 11 títulos mais. Um recorde absoluto.


http://busca.saraiva.com.br/saraiva/Onze-Aneis-Jackson, criado no seio de uma rigorosa família na doutrina Cristã Pentecostal, nos fala sobre sua longa jornada de aprendizado para se tornar um bom líder, em seu livro "Onze Anéis", onde ele compartilha suas experiências, sucessos e erros ao longo de seus mais de 30 anos no mundo do basquete. Seu método de treinamento holístico combina psicologia, característica dos nativos americanos e várias formas de práticas espirituais próprias dos índios americanos e diversas formas de filosofia oriental.


Em seu livro ele fala sobre 11 princípios básicos que se deve ter em mente para se tornar um grande treinador, mas que, por sua vez, são aplicáveis a um grande líder em qualquer outro âmbito:


1. Lídere de dentro para fora: o líder deve ser honesto com o grupo quando ele fala com o coração, recebe mais atenção e os jogadores se beneficiam mais de suas idéias.


2. Deixe o ego no banco: há um meio-termo entre o líder dominante e o autoritário e paternalista que pretende ser o melhor amigo do jogador. A melhor maneira de preservar a liderança do grupo é delegar parte dessa liderança e assim até o último membro da equipe se sente importante, responsável por sua parcela de trabalho e útil para a equipe.


3. Deixe que cada jogador descubra o seu próprio destino: um treinador não deve impor sua vontade sobre  os membros da equipe, mas sim deve inspirar-lhes para sejam capazes de pensar e encontrar soluções por si mesmos.


4. O caminho para a liberdade é um excelente sistema: Phil Jackson usou em seu jogo um sistema chamado "triângulo ofensivo", no qual o elemento mais positivo, de acordo com o próprio Phil é aquele que estimula automaticamente a criatividade e o trabalho em equipe. Com isso libera os jogadores de ter que memorizar dezenas de jogadas pré-definidas... isso entrega poder para os jogadores, oferecendo a cada um o desempenho de uma função decisiva bem como um elevado nível de criatividade no âmbito de uma estrutura claramente definida. Nesse sistema é básico se apostar em autonomia, criatividade e responsabilidade do jogador dentro de uma estrutura claramente definida. Os jogadores gozam de liberdade, mas também obrigações. O que vemos hoje em dia é o lider que não delega e não cede e com o jogador (trabalhador) que só exige seus direitos e não cumpre suas obrigações


5. Respeite a cultura do grupo: cada corporação tem seus próprios rituais, suas particularidades, que podem ser vistas de fora como algo estranho, mas que na intimidade do time une todos os seus membros. Eles se sentem parte desses elementos em comum.


6. Uma respiração = uma mente: a meditação serve para libertar a mente das tensões, mas também se deve conceder certa liberdade para os membros da equipe. Se você trancá-los em uma jaula todas as suas energias e pensamentos vão ser direcionados para fugir daquela “prisão”. Deve haver regras e ordem, é verdade, mas também a liberdade criativa.


7. A chave do sucesso está na compaixão: Alguns comentários amáveis e inteligentes podem exercer um intenso efeito transformador nos membros da equipe. A compaixão, a amabilidade etc. não são sintomas de fraqueza são sinais de força.


8. Preocupe-se com o espírito e não com a pontuação: a verdadeira força que uma equipe alcança  é quando cada um dos seus integrantes renúncia ao interesse pessoal em prol do coletivo


9. Às vezes você tem que aumentar a pressão: o líder não deve apenas dar liberdade às vezes também deve ser firme e duro para corrigir o curso de uma situação que se tornou um problema, mas isso não deve ser uma constante ou uma desculpa para promover a sensação de poder sobre o grupo.


10. Em caso de dúvida, não faça nada: em algumas ocasiões, a melhor solução consiste em não fazer nada. Phil cita um estudo publicado na revista Science em que extraiu a conclusão de que o inconsciente resolve de forma excelente problemas complexos quando a consciência está ocupada com outros assuntos ou então quando não há questões para solucionar. Certamente que muitos de nós têm se empenhado para tentar resolver um problema e quando nós temos estado empenhados em resolver um problema e enquanto vamos ao cinema, alâmpada se acendeu” apontando a solução.


11. Esqueça o anel*: não se deve ficar obcecado em ganhar a ponto de perder o controle de suas emoções. Perturbar-se obsessivamente com a vitória é o jogo dos perdedores. Se uma pessoa trabalha nos seus cem por cento o resultado esperado estará mais próximo de acontecer, mas o que o que está garantido é que terá uma satisfação e uma vitória interior.
* Todos os vencedores da NBA recebem um anel como símbolo do triunfo. Anel, no texto, significa a preocupação com fama de ser um vencedor na corporação à qual pertence.


Finalmente, gostaria de citar uma frase de Phil Jackson que resume estes 11 pontos de forma muito breve e que certamente seria útil lembrar quando estamos diante de uma equipe:

"Não é necessário lembrar que a profissão de treinador atrai um monte de malucos controladores que estão constantemente lembrando a todo mundo que eles são o "macho alfa” do vestiário. Ao longo dos anos eu aprendi que a abordagem mais eficaz consiste em delegar tanta autoridade quanto possível e fomentar as habilidades de liderança de todos. Quando consigo isto, não só a unidade da equipe cresce e se dá os outros a oportunidade de crescer, mas o meu papel como líder também é fortalecido ". (Phil Jackson)

http://www.grupofinsi.com/blog.asp?vcblog=1127


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